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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Como era o Brasil quando o primeiro ‘Guerra nas Estrelas’ estreou

O que estava em alta, há muito tempo, aqui mesmo na nossa galáxia

Por Roosevelt Garcia 13 dez 2017, 15h13

Nesta quinta feira estreia nos cinemas o mais novo filme da saga Star Wars, um dos lançamentos mais aguardados do ano. Hoje, tudo que envolve Star Wars é sinônimo de sucesso, os filmes são uma franquia bem sucedida, há diversos games inspirados nesse universo, além de livros, quadrinhos, brinquedos e uma infinidade de produtos.

No entanto, quando o primeiro filme estreou, há quarenta anos, era nada mais que uma aposta de George Lucas, que insistiu que as coisas fossem feitas como ele as imaginou, e talvez justamente por isso, deixou tantas marcas na história do cinema.

No Brasil, o primeiro filme, chamado simplesmente de Guerra nas Estrelas (o subtítulo Episódio IV – Uma Nova Esperança só apareceu depois) estreou em janeiro de 1978, e como no resto do mundo, levou multidões aos cinemas. O Brasil daquela época era bem diferente do país que temos hoje, e o mundo também. Relembre alguns aspectos daqueles dias, como vivíamos, o que fazíamos e o que assistíamos naquele ano. E se você não era nem nascido na época, aproveite para conhecer um pouco de história.

 

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  • Política

Em janeiro de 78, o Brasil vivia o regime militar e o presidente era o general Ernesto Geisel. No final daquele ano, foi eleito por um colégio eleitoral o general João Batista Figueiredo, que assumiu a presidência em 1979. Só existiam dois partidos políticos, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), que fazia oposição ao regime militar, e a ARENA (Aliança Renovadora Nacional), que representava o governo de direita.

Reprodução/Veja SP

 

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  • Televisão

Alguns programas muito conhecidos estrearam naquele ano de 1978, alguns inclusive são transmitidos até hoje. É o caso do Bom Dia, São Paulo e do Jornal da Band, por exemplo. Silvio Santos já fazia seu Domingo no Parque e a TV Cultura já exibia o Bambalalão. A Globo levou ao ar a série Ciranda Cirandinha, com Fábio Júnior e Lucélia Santos. O Sítio do Pica Pau Amarelo estava ainda em sua primeira fase na Globo.

Reprodução/Veja SP

 

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  • Rádio

No rádio, o destaque ficava por conta de duas emissoras AM que disputavam a preferência dos jovens: a Excelsior e a Difusora. Na Excelsior – a Máquina do Som, Antônio Celso comandava o programa Peça Bis Para o Sucesso, que se baseava em ligações de ouvintes para montar sua programação. Dárcio Arruda apresentava a parada Jet Music na Difusora. Ambas lançavam regularmente discos com seus maiores sucessos.

Reprodução/Veja SP

 

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  • Cinema

Uma semana antes da estreia de Guerra nas Estrelas, os cinemas do Brasil receberam um filme que também se tornou cult: Orca – A Baleia Assassina. Durante aquele ano de 1978, ainda tivemos as exibições de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg, a comédia Agarra-me se Puderes, com Burt Reynolds e Sally Field, a homenagem de Mel Brooks ao mestre Alfred Hitchcock, com Alta Ansiedade, o filme catástrofe Aeroporto 77, e o aguardado Os Embalos de Sábado à Noite, que se tornou uma febre naquele ano.

Reprodução/Veja SP

 

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  • Músicas

A disco music estava no auge aqui no Brasil, apesar de já dar seus últimos suspiros fora do país. Grandes sucessos do gênero apareceram nesse ano, como Le Freak, do grupo Chic, You Make me Feel, de Sylvester, e YMCA, do Village People. Os artistas brasileiros também tiveram músicas memoráveis nesse ano, como Alcione e seu Sufoco, Fábio Júnior com Pai e Rita Lee com Miss Brasil 2000. A disco music brasileira também teve seus representantes, e as mais tocadas foram A Noite Vai Chegar com Lady Zu e a icônica Dancin´ Days das Frenéticas.

Reprodução/Veja SP

 

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  • Novelas

Quando Guerra nas Estrelas estreou, estavam no ar as novelas Sem Lenço Sem Documento, na Globo às 19h, e O Astro no horário das 20h. Na Tupi, era exibida a novela O Profeta às 20h.

Rede Globo/Divulgação

 

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  • Publicidade

Alguns comerciais que ficaram para a história da publicidade nacional foram produzidos em 1978. É o caso da bala de leite Kids e seu jingle inesquecível, e também o homenzinho azul de Cotonetes.

 

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  • Carros

O ano de 1978 foi de recuperação para a indústria automobilística, que não teve bons resultados no ano anterior. A Volkswagen dominava o mercado, e teve três carros entre os cinco mais vendidos daquele ano. O Fusca foi o mais vendido, com mais de 165 000 unidades, depois a Brasília com 160 000, e o Passat ficou em quarto, com quase 90 000 unidades. A FIAT aparece em terceiro, com seu 147 vendendo pouco mais de 90 000 carros, e em quinto, o Chevette, da GM, com 87 000 unidades.

Reprodução/Veja SP

 

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