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Memória Por Blog Uma viagem no tempo às décadas passadas por meio de suas histórias, costumes e curiosidades.

Colégio na Zona Sul, que completa 70 anos, abrigou perseguidos na ditadura

Santa Maria foi fundado por freiras da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, vindas dos Estados Unidos em missão religiosa

Por Redação VEJA São Paulo - 25 Jul 2018, 16h19

Localizado no Jardim Taquaral, na Zona Sul da cidade, o Colégio Santa Maria completou 70 anos em março. A escola foi fundada por freiras da Congregação das Irmãs da Santa Cruz, vindas dos Estados Unidos em missão religiosa.

A princípio, já na capital paulista, as irmãs Armela Guerrero, Caecilius Roth, Charlita Enright e Olivette Whalen desenvolveram um curso destinado para jovens mulheres que haviam terminado a educação básica. Elas ofereciam aula de português, inglês, francês, latim, bordado e equitação. O projeto educacional, que durou dois anos, ocorria na residência onde havia morado Dom José Gaspar, que foi arcebispo de São Paulo. Segundo a escola, entre as décadas de 70 e 80, durante o regime militar, esse mesmo espaço chegou a abrigar perseguidos políticos. Hoje é onde funciona o Prisma, um centro de estudo para educadores.

Em paralelo, ainda nos anos 40, as religiosas organizaram catequese e aulas de alfabetização para crianças de comunidades pobres no entorno, além de oferecerem um curso primário. Ambos se desenvolveram e, em 1957, as freiras já podiam contar com um prédio com biblioteca, refeitório e salas para turmas de ginásio e colegial. O número de alunos matriculados chegava a 391.

Hoje, a instituição que ocupa uma área de 180 000 metros quadrados, conta com cerca de 3 300 alunos matriculados na educação infantil, fundamental, ensino médio, um curso de educação para jovens e adultos, e o Prisma, com capacitação para educadores e cursos livres para a terceira idade.

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Confira fotos:

Divulgação/Veja SP
Divulgação/Veja SP
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