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Vinho e Algo Mais Por Por Marcelo Copello Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

O vinho tinto pode combinar com o verão

A bebida vai bem em todas as estações e ocasiões de consumo

Por Marcelo Copello Atualizado em 22 jan 2021, 18h03 - Publicado em 15 jan 2021, 06h30

Quem acha que vinho é coisa de inverno esquece que em regiões de verão quente se consome a bebida o ano inteiro. É assim em toda a Europa Mediterrânea, na Austrália, na África do sul, no Chile, na Argentina e nas partes mais quentes dos Estados Unidos. Onde o vinho não é apreciado, não é o frio que falta, é a cultura.

Esquece também que o nobre fermentado, em sua infinita variedade, abarca todas as estações e ocasiões de consumo, da lareira à areia da praia. Podemos dizer que, no verão, enquanto a temperatura ambiente sobe, procuramos alimentos e bebidas mais frescos.

Nessa estação, busca-se ainda um corpo mais esbelto também no vinho — chamamos de corpo a sensação de consistência e volume no paladar. Um maior extrato se deve principalmente à maturidade das uvas, que terão maior quantidade de açúcares e sabores, e do tempo de maceração delas ao fermentar, o que proporcionará mais cor e sabor.

Não esqueça, no entanto, que concentração não quer dizer qualidade. Pelo contrário, o excesso dela é um erro comum em muitos vinhos, matando o equilíbrio, a elegância e a expressão do terroir e da casta. Os pré-requisitos para que um tinto fique bem no calor são muito simples: taninos aveludados, boa acidez e teor alcoólico moderado.

Quanto mais frio servimos a bebida, mais se percebe o tanino, aquela substância que “seca” a boca. Logo, se queremos um tinto mais refrescado, devemos buscar opções aveludadas. A acidez é outro ponto fundamental. Esse será o fator que nos dará a sensação de salivação e de frescor.

“Os pré- requisitos para que o vinho fique bem no calor são: taninos aveludados, boa acidez e teor alcoólico moderado”

O teor alcoólico talvez seja o item mais importante. O álcool nos provoca uma sensação de calor e nos faz suar. Essa percepção provocada por um tinto de 13% é consideravelmente menor do que a de outro com 15% de álcool.

Veja abaixo alguns exemplos do que beber

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La Vieille Ferme Rouge 2018
Do produtor Famille Perrin, um dos grandes nomes da região do Rhône, no sul da França. Elaborado com as castas grenache, syrah, cinsault e carignan, tem 13% de álcool. Por dez meses, 15% do vinho passa por barricas usadas. Leve, frutado e gastronômico. R$ 99,90.
Onde comprar: Amazon.

Beaujolais Villages Georges Duboeuf 2015
Beaujolais é sinônimo de tinto de verão, e o produtor Duboeuf é um dos seus maiores ícones. Village é uma categoria acima do tipo nouveau, com um pouco mais de estrutura, com vinhos sempre elaborados com 100% uvas gamay. R$ 99,90.
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Beaujolais Villages Louis Latour 2018
É um dos rótulos do produtor Louis Latour, nome mais conhecido por seus borgonhas. É elaborado com 100% uvas gamay, pelo método de maceração carbônica (fermentação com uvas inteiras), o que garante frescor, leveza e frutuosidade. R$ 217,90
Onde comprar: Americanas.

Silk Gamay Syrah 2015
Vem da região de Mâcon, na França, na parte sul da Borgonha. É elaborado com uvas gamay, que dá leveza e frescor, e syrah, que empresta frutuosidade e textura macia. Com apenas 12,5% de álcool, é frutado, fresco e agradável. R$ 69,00.
Onde comprar: Americanas.

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