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Barbara Demerov Filmes e Séries - Por Barbara Demerov

A Crônica Francesa: novo filme de Wes Anderson homenageia o jornalismo

Em entrevista à Vejinha, diretor fala sobre sua paixão pelo cinema francês e sobre novo filme; A Crônica Francesa estreou quinta-feira (18)

Por Barbara Demerov Atualizado em 18 nov 2021, 22h24 - Publicado em 19 nov 2021, 06h00

Por 25 anos, o diretor Wes Anderson (Os Excêntricos Tenenbauns, O Grande Hotel Budapeste) tem encantado o público com seu estilo refinado de fazer filmes. Ao longo do caminho, ele estabeleceu um grupo de atores e uma equipe de produção que se tornaram colaboradores regulares, e que agora convergem em seu último lançamento: A Crônica Francesa, em cartaz nos cinemas, com o maior elenco que já montou até hoje.

Owen Wilson, Bill Murray, Jason Schwartzman, Anjelica Huston, Willem Dafoe, Adrien Brody, Tilda Swinton, Edward Norton, Saoirse Ronan e Frances McDormand são apenas alguns dos nomes em destaque. A trama assume a forma de uma série de artigos pertencente à publicação do título e é uma homenagem amorosa de Anderson aos jornalistas da revista The New Yorker (a maior inspiração do autor), ao mesmo tempo que ressalta seu amor pela França.

Nascido no Texas, o cineasta considera o país europeu importante para sua formação cinéfila. À Vejinha, Anderson conta que o filme Os Incompreendidos, de François Truffaut e um clássico do movimento cinematográfico Nouvelle Vague, chamou sua atenção logo ao encontrar uma cópia na locadora.  “Durante anos, a França foi uma grande parte da minha vida. E cada vez mais eu pensava: ‘Quero fazer um filme que use o que estou aprendendo aqui’, porque adoro a arte francesa e comecei a viajar para lá por essa razão.”

Sobre A Crônica Francesa (exibido no Festival de Cannes 2021), o cineasta explica que sua obra é uma conjunção de coisas. “A estrutura para essa coleção de narrativas é um estranho veículo com sede no Kansas, publicado em uma cidade francesa e escrita por repórteres americanos que moram na França. É uma revista para expatriados que mantém tudo unificado. Primeiro, conhecemos o editor e descobrimos do que se trata o longa. Então, somos apresentados a todas essas histórias diferentes, cada uma de um autor, incluindo também uma mais curta que nos oferece um passeio pela pequena cidade onde é publicada.”

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Publicado em VEJA São Paulo de 24 de novembro de 2021, edição nº 2765

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