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O poder do silêncio para acalmar a mente

Esthela Oliveira, especialista em medicina integrativa, pondera que a prática silenciosa é uma parte importante do autocuidado

Por Esthela Oliveira - Atualizado em 10 set 2020, 18h01 - Publicado em 11 set 2020, 06h00

OLHO NO TODO

A medicina integrativa é uma prática, não uma especialidade médica. Nessa prática, o médico tem um olhar para o paciente no seu todo, ou seja, leva em consideração tudo aquilo que faz parte da vida da pessoa, desde sua saúde física até as atividades rotineiras do seu dia

SAÚDE ALÉM DA DOENÇA

O conceito de “ser saudável” é totalmente independente de “estar doente” na medicina integrativa. Ser saudável é estar em equilíbrio do ponto de vista físico, emocional e espiritual.

LIDA COM STRESS

Mais do que nunca, hoje sabemos os danos causados pelo stress a curto, médio e longo prazo, inclusive se instalando na forma de doença. Como maneira de modular esse stress, indicamos práticas complementares aos tratamentos tradicionais. O silêncio é uma dessas práticas.

QUIETUDE NECESSÁRIA

O silêncio entra como um braço do autocuidado, que é um pilar importante da medicina integrativa. Existem alguns estudos que mostram que ficar em silêncio aumenta a capacidade cognitiva e a criatividade. O silêncio reduz os níveis de hormônios ligados ao stress, como o cortisol, levando o corpo ao relaxamento

IMENSIDÃO DE RUÍDOS

Na vida moderna e urbana em que vivemos, existe um verdadeiro caos de sons. Esse excesso de ruídos pode perturbar o trabalho e a concentração. Prejudica também o sono, podendo provocar reações psicológicas e fisiológicas.

PRIMEIROS PASSOS

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Para alcançar o silêncio, primeiro é preciso uma higiene de sons, um detox. Tirar estímulos sonoros externos, como o celular e as músicas. Depois, com o foco em você mesmo, é hora de prestar atenção à respiração. O silêncio nada mais é do que uma prática meditativa.

BENEFÍCIOS SILENCIOSOS

Com a mente mais quieta e silenciosa, aumentamos nossa capacidade de criar e de pensar, tudo fica mais organizado. A frequência cardíaca se reduz, levando a uma queda da pressão arterial, que em dias mais tensos costuma subir. O corpo vai se acalmando, os hormônios do stress vão se reduzindo… É uma sinfonia perfeita com todo o organismo.

FERRAMENTA PARA A ANSIEDADE

Não basta saber, é preciso praticar. As atividades exigem constância para virar rotina. Eu medito, pelo menos, duas vezes por dia. Pela manhã, me dá energia, me abastece de gratidão. De noite, o foco é o relaxamento. A parte mais difícil é baixar o fluxo dos pensamentos. Por nos trazer ao momento presente, o silêncio é ótimo para ansiedade, que nada mais é do que viver em tensão por causa do futuro. Só assim para fechar a conta do bem-estar.

PRESCRIÇÃO MÉDICA

Ficar em silêncio traz benefícios tão importantes que deveria ser uma prescrição médica e de outros profissionais da saúde. Um estudo mostrou que dois minutos de silêncio pode ser mais terapêutico do que escutar música, por exemplo. Ensinaram a gente que comer bem e fazer atividade física bastava. Mas há mais elementos a se somar. É preciso levar em conta a parte emocional e também espiritual — que não tem nada a ver com religiosidade. Cientificamente, já se sabe como a conexão com o entendimento do que nos move, com o nosso propósito maior, faz bem à saúde. O silêncio é um caminho para a descoberta do que viemos fazer aqui.

Esthela Oliveira é médica nutróloga, especialista em medicina integrativa e body mind.

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Publicado em VEJA São Paulo de 16 de setembro de 2020, edição nº 2704

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