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Inteligência Espiritual nos traz propósito para o que fazemos

Samuel Pirondi conta sobre a descoberta dessa nova característica e como isso foi importante para ressignificar sua vida

Por Samuel Pirondi Atualizado em 27 nov 2020, 08h29 - Publicado em 27 nov 2020, 06h00

Você já se perguntou qual o seu papel aqui na terra? Qual o sentido disso tudo? Qual o seu propósito? Se sim, você acessou uma inteligência que talvez nem soubesse que existisse dentro de você: sua Inteligência Espiritual. E não, não estou falando de religião.

Sabemos muito sobre inteligência intelectual (QI). Logo vem à mente Albert Einstein e Nikola Tesla, entre outros inventores que conseguem canalizar sua racionalidade de forma surpreendente. Logicamente, essa não parecia ser a única inteligência disponível.

Em meados dos anos 1990, Daniel Goleman trouxe o conceito de inteligência emocional (QE). Nosso controle sobre nossas emoções nos diferencia do restante das criaturas da terra e agora, mais do que nunca, das máquinas.

Mas ainda parecia que faltava algo. Por que perguntamos nossos “por quês”? Por que questionamos, analisamos e procuramos sentido na nossa existência? Danah Zohar, uma física e filósofa americana que hoje leciona em Oxford, foi a primeira a levantar a bandeira da inteligência espiritual, ou QS (Spiritual Quocient). O QS é a inteligência que busca sentido à vida, nos traz propósito para o que fazemos e direciona às duas outras inteligências onde investir suas energias. Ela é tão importante que o não cultivo dela pode inibir o uso do seu QI e do seu QE. Colocada graficamente, a Inteligência Espiritual é associada ao uso do cérebro como um todo, enquanto o QI foca o lado esquerdo (racional) e o QE, o lado direito (emocional).

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Ela é facilmente identificada em indivíduos que conseguiram conectar sua vida a propósitos além deles mesmos. Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King e Madre Teresa, todos são admirados porque conseguiram criar pontes onde havia muros. Ser espiritualmente inteligente é saber encontrar essas pontes, é focar as coisas que nos unem, e não aquilo que nos separa. Algo que o mundo tem carecido tanto em tempos de radicalismo, separatismo e distanciamento social.

Eu descobri a inteligência espiritual por acaso. Sempre fui muito religioso, frequento e sou atuante dentro da minha comunidade cristã. Mas também sempre senti que havia muros dividindo a minha vida espiritual e o meu dia a dia de trabalho. Depois de uma carreira de dez anos trabalhando em grandes multinacionais, me senti perdido. Decidi, no meio da pandemia, ressignificar a minha vida e me empenhar para construir essas pontes necessárias entre o mundo corporativo e o espiritual. Acredito que a junção dos dois é essencial para criarmos indivíduos integrais, humanos, intelectual e emocionalmente saudáveis.

Existem várias formas de você investir no seu QS, mas três dicas têm feito muita diferença na minha vida. Dica 1: medite, ore, tenha um tempo para você. Nada melhor do que ser lembrado de que você não é simplesmente uma engrenagem que precisa gerar lucro o tempo todo. Dica 2: faça algo que nunca fez antes. Desafie-se, seja um eterno aprendiz. Dica 3: faça algo bom para alguém que precisa. Nós encontramos propósito quando conseguimos enxergar além do nosso ego algo que podemos contribuir para o todo. Que você encontre propósito. Que você se conecte com seu destino. Que você procure e ache o sentido da sua vida. Que você acesse a sua inteligência espiritual!

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Samuel Pirondi: professor do curso Humanidade Repensada Divulgação/Divulgação

Samuel Pirondi é cofundador da Ruka Education (@ruka_education), plataforma focada em incentivar o estudo da inteligência espiritual. Professor do curso Humanidade Repensada, atua também como consultor.

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Publicado em VEJA São Paulo de 02 de dezembro de 2020, edição nº 2715

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