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Tiquequê lança músicas semanalmente durante a quarentena

Wem, da dupla com Diana Tatit, conversou com a Vejinha sobre os dezoito anos do grupo e as novidades do álbum 'Todo Dia'

Por Alice Padilha - 27 mar 2020, 06h00

Em atividade há dezoito anos, o Tiquequê coleciona três CDs, dois DVDs e algumas formações. Com a saída de Isabel Tatit em fevereiro, o trio virou dupla, integrada por Diana Tatit e Wem. Os dois começariam a turnê Todo Dia em abril, mas os shows foram suspensos por tempo indeterminado. Wem conversou com a Vejinha sobre a nova fase e os planos para a quarentena.

Vejinha: Como o Tiquequê nasceu?

Wem: Em 2001, com as primas Bel, Tati e Diana Tatit, que são sobrinhas do Paulo Tatit, do Palavra Cantada. Elas tinham contato com música desde crianças e, quando estavam no colégio, sentiram a necessidade de criar algo só delas. No começo faziam apenas releituras de clássicos da música brasileira e se apresentavam em festas de aniversário infantil. Acho que as composições próprias só vieram com mais força com a minha chegada, em 2006.

Vejinha: O jeito de falar com crianças mudou ao longo dos dezoito anos de banda?

Wem: Mudam os formatos, mas acho que, no geral, não. Claro que o público sempre se renova, porém o que considero incrível é o encantamento que as crianças têm pela vida e pelo mundo, o olhar sempre inédito para as coisas. E isso nunca muda.

Vejinha: Como está sendo este novo momento, após a saída da Bel?

Wem: Em termos de composição, esse é um processo que já vinha acontecendo desde Barulinho Barulhão. Estamos muito focados no novo show, o Todo Dia. Foram cerca de três meses criando músicas e, claro, temos de repensar a dinâmica do show ao vivo. Quando sentirmos a necessidade de mais alguém na linha de frente, teremos a participação da Mairah Rocha, que também está nos Barbatuques.

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Vejinha: Quais as novidades da turnê Todo Dia?

Wem: Esse show fala sobre o cotidiano das famílias, então tem a música do acordar e do café da manhã, por exemplo. Chega com mais força o olhar da criança como eu lírico das canções. No show, também há mais momentos interativos com projeções. Nós entramos e saímos da tela e brincamos bastante trazendo objetos de lá.

Vejinha: O que inspira suas composições?

Wem: Meus filhos me inspiram muito, mas eu também gosto de tentar lembrar como eu me sentia nas situações quando era pequeno. Fico pensando: “Quem seria o Wem aqui?”. É quase uma terapia.

Vejinha: Quais serão as ações da banda durante a quarentena?

Wem: Estamos lançando as músicas da nova turnê em um formato mais simples e próximo do público, gravadas com o celular. Serão pelo menos dez faixas, uma por semana. Também queremos fazer uma live antes de cada lançamento, conversando sobre o tema da canção.

Vejinha: E quais os planos para 2020?

Wem:  Queremos muito lançar um DVD ainda neste ano. Também devem chegar em breve os clipes do novo álbum. E, claro, ainda pretendemos sair em turnê! isso deve acontecer provavelmente em agosto.

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