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Cidade das Crianças Por Blog Os melhores programas para crianças e família espalhados por São Paulo. Por Maria Alice Prado (maria.alice@abril.com.br)

Livros para quem não sabe ler

Por Mariana Barros,  mãe de Maria, de 1 ano, e repórter de VEJA SÃO PAULO Diz o ditado que é de pequeno que se torce o pepino. Com o hábito de ler, não poderia ser diferente. Desde seus primeiros meses, Maria brinca com livrinhos. Segundo educadores, criar certa familiaridade com páginas, capa, letras e imagens é o […]

Por VEJA SP Atualizado em 27 fev 2017, 10h59 - Publicado em 25 abr 2013, 15h13

Por Mariana Barros, 
mãe de Maria, de 1 ano,
e repórter de VEJA SÃO PAULO

Diz o ditado que é de pequeno que se torce o pepino. Com o hábito de ler, não poderia ser diferente. Desde seus primeiros meses, Maria brinca com livrinhos. Segundo educadores, criar certa familiaridade com páginas, capa, letras e imagens é o primeiro passo para a criança desenvolver gosto pela leitura. O melhor é  deixar os pequenos manusearem os títulos à vontade, dispondo-os em prateleiras baixas para que fiquem ao alcance das mãozinhas. Foi o que fizemos em casa. Há uma prateleira no nível do chão destinada a guardar a mini biblioteca da menina. Quase todos os dias, a primeira atividade dela é chegar por ali e ir puxando livro por livro, mostrando cada título enquanto os esparrama todos pelo chão. Em vez de dar chilique, o negócio é tirar proveito da bagunça para abrir as páginas para apresentar os personagens e suas histórias.

Deixar que bebês se familiarizem com livros estimula crianças a lerem – FOTO: Thinkstock

O primeiro livro a fazer sucesso em casa foi o Princesas, Livro de Banho, da Elka (a partir de 14,99 reais). Trata-se de uma edição em plástico com as princesas da Disney, própria para ser levada para o banho ou abocanhada na fase de nascimento dos dentinhos. Os títulos seguintes apreciados pela Maria foram de pano, também amigáveis às abocanhadas: A Fada e O Gatinho, ambos da Usborne (a partir de 15,93 reais). Cada um deles traz uma historinha, que consiste basicamente em percorrer as páginas seguindo um trajeto, seja o voo da fada ou o caminho da linha do novelo do gatinho. Educadores aconselham estimular a criança a acompanhar os traçados com o dedo, exercício considerado um primeiro passo para a futura alfabetização. Daí a importância desse tipo de livrinho. Outra coleção bem apreciada é a Bebê Achou!, da Editora Caramelo (a partir de 23,94 reais). As páginas trazem imagens bem coloridas e a missão de encontrar um objeto, escondido atrás de uma das abas. Quando o bebê abre a aba correta, é surpreendido pelo som correspondente (se estiver procurando um leão, ouvirá um “Grrrr”, e assim por diante). Foi nessa brincadeira que Maria aprendeu a dizer “au-au” para se referir aos cachorros.

Também da Caramelo, Que cara é essa? (a partir de 30,27 reais), de Nicola Smee, ensina expressões faciais (feliz, triste, alegre etc). No final do livro, um espelho permite que o bebê se veja e tente imitar algumas das caras do personagem. No mês passado, Maria ganhou o livro Durma bem, Penélope (a partir de 41,40 reais), da Companhia das Letrinhas, que automaticamente entrou para a lista de favoritos da pequena. Penélope é uma coala azul que desempenha uma série de atividades, como cozinhar, tomar banho e dormir. Ao puxar as setas das páginas, os objetos e a personagem se movimentam, dando vida à historinha. A autora, Anne Gutman, assina também o desenho animado Gaspard e Lisa, que vai ao ar no canal infantil pago Discovery Kids.

É curioso notar como o interesse da Maria pela leitura vem aumentando, apesar da pouca idade. Embora esteja naquela fase de não parar quieta, engatinhando por todo canto e arriscando seus primeiros passinhos, ela abre algumas exceções para nos ouvir contar uma história. Daqui a alguns meses, será hora de levá-la para passear em uma das grandes livrarias da cidade. Mas para isso ainda precisamos esperar passar a moda de espalhar os livros pelo chão.

 

*Preços dos livros pesquisados no site Buscapé

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