Clique e assine por apenas 5,90/mês
Corrida Por Marcos Paulo Reis Dicas sobre corridas para praticantes do esporte, por Marcos Paulo Reis.

Muita gente está queimando etapas na hora da prática esportiva

Não se pensa em evoluir e, sim, em terminar, custe o que custar

Por Marcos Paulo Reis - 30 nov 2017, 16h53

Fazer uma atividade física é fundamental para uma vida saudável: começar a correr, nadar, pedalar ou o que for. E evoluir é natural. Só que tem gente atropelando esse processo. Algumas pessoas estão perdendo o respeito pelas distâncias e pelas exigências de uma prova de endurance.

– Correr uma maratona? Claro! Nem que seja para fazer em seis horas, eu termino!

– Era obeso e coloquei como meta de emagrecimento concluir um Iromnan. Fui lá e fiz!

– Estou inscrito para minha primeira ultramaratona. Quando eu comecei a correr? Há uns seis meses…

Tenho ouvido cada vez mais isso por aí. Vejo muita gente falando e achando que tudo é possível. Não se pensa em evoluir e, sim, em terminar, custe o que custar. Respeitam cada vez menos a distância, a fisiologia, os limites. E mais: ignoram as chances de algo dar errado.

No triatlo, por exemplo, a natação é uma modalidade bastante delicada e que exige muito conhecimento e respeito pelos limites. Se um atleta preparado tem dificuldade diante de uma adversidade na água, imagine o indivíduo que nada “mais ou menos”… O problema dobra, triplica. E uma fatalidade pode acontecer. Nesse caso a responsabilidade não pode ser atribuída ao organizador da prova.

É preciso conhecer e respeitar suas condições físicas, seu condicionamento e até seu momento de vida. Não é só para terminar uma prova mais exigente levando muito mais tempo do que o considerado saudável – é preciso estar preparado para ela. É preciso entender que performance é um processo, que leva tempo. Embarcar em uma competição submetendo o corpo a um desgaste maior do que se deve, é dar chance para o azar.

Para enfrentar desafios no esporte tem que evoluir gradativamente: treinar direito, passar por avaliação médica, estar em boa condição física, ter simulado o esforço anteriormente, ter aval de seu técnico. Livre de problemas ninguém nunca vai estar. Mas essa é uma maneira de evitar o pior.

Não queremos excluir ninguém do esporte, nem limitar sonhos. Queremos apenas cuidar e transformar esses sonhos em uma experiência saudável e positiva. Como sempre digo: não há glória nenhuma em ser um herói morto!

Continua após a publicidade
Publicidade