Muita gente está queimando etapas na hora da prática esportiva

Não se pensa em evoluir e, sim, em terminar, custe o que custar

Fazer uma atividade física é fundamental para uma vida saudável: começar a correr, nadar, pedalar ou o que for. E evoluir é natural. Só que tem gente atropelando esse processo. Algumas pessoas estão perdendo o respeito pelas distâncias e pelas exigências de uma prova de endurance.

– Correr uma maratona? Claro! Nem que seja para fazer em seis horas, eu termino!

– Era obeso e coloquei como meta de emagrecimento concluir um Iromnan. Fui lá e fiz!

– Estou inscrito para minha primeira ultramaratona. Quando eu comecei a correr? Há uns seis meses…

Tenho ouvido cada vez mais isso por aí. Vejo muita gente falando e achando que tudo é possível. Não se pensa em evoluir e, sim, em terminar, custe o que custar. Respeitam cada vez menos a distância, a fisiologia, os limites. E mais: ignoram as chances de algo dar errado.

No triatlo, por exemplo, a natação é uma modalidade bastante delicada e que exige muito conhecimento e respeito pelos limites. Se um atleta preparado tem dificuldade diante de uma adversidade na água, imagine o indivíduo que nada “mais ou menos”… O problema dobra, triplica. E uma fatalidade pode acontecer. Nesse caso a responsabilidade não pode ser atribuída ao organizador da prova.

É preciso conhecer e respeitar suas condições físicas, seu condicionamento e até seu momento de vida. Não é só para terminar uma prova mais exigente levando muito mais tempo do que o considerado saudável – é preciso estar preparado para ela. É preciso entender que performance é um processo, que leva tempo. Embarcar em uma competição submetendo o corpo a um desgaste maior do que se deve, é dar chance para o azar.

Para enfrentar desafios no esporte tem que evoluir gradativamente: treinar direito, passar por avaliação médica, estar em boa condição física, ter simulado o esforço anteriormente, ter aval de seu técnico. Livre de problemas ninguém nunca vai estar. Mas essa é uma maneira de evitar o pior.

Não queremos excluir ninguém do esporte, nem limitar sonhos. Queremos apenas cuidar e transformar esses sonhos em uma experiência saudável e positiva. Como sempre digo: não há glória nenhuma em ser um herói morto!

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