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Belas Artes: Conpresp não acata pedido de tombamento

Por Bruno Machado O tombamento do Cine Belas Artes não estava na pauta da reunião do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico), marcada para hoje (27) e publicada no último dia 20, no Diário Oficial. No entanto, o conselho decidiu acatar o parecer emitido pela Procuradoria Geral do Município e optou pelo não […]

Por VEJASP Atualizado em 27 fev 2017, 13h00 - Publicado em 27 set 2011, 20h36

Por Bruno Machado

Conpresp disse não ao tombamento do cinema; movimento em prol do Belas Artes afirma que “decisão foi tomada de portas fechadas” (foto: divulgação)

O tombamento do Cine Belas Artes não estava na pauta da reunião do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico), marcada para hoje (27) e publicada no último dia 20, no Diário Oficial. No entanto, o conselho decidiu acatar o parecer emitido pela Procuradoria Geral do Município e optou pelo não tombamento do cinema. A justificativa é que tombar pelo uso é inconstitucional e o prédio, por ter passado por diversas reformas, perdeu seu valor histórico.

Para Beto Gonçalves, integrante do MBA (Movimento pelo Cine Belas Artes), que luta pela reinauguração do cinema na esquina da Av. Paulista com a Rua da Consolação, foi “uma decisão tomada de portas fechadas”. Segundo ele, mais do que tomar providências quanto à decisão, o MBA vai lutar para que “a pauta seja publicada no Diário Oficial e rediscutida pelo Conpresp, de modo que haja transparência e debate com os setores interessados da sociedade”. O movimento também pede ao presidente do conselho, José Eduardo Lefèvre, que, antes de assinar a resolução definitiva sobre o não tombamento do cinema, aguarde uma reunião agendada para amanhã, às 15h, com o secretário de Estado da Cultura, Carlos Augusto Calil.

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Mudança de endereço

Fora do país, André Sturm, dono do Cine Belas Artes, não foi encontrado pela reportagem para comentar o caso. De acordo com Leo Mendes, assistente de programação do cinema, cogita-se mudança de endereço e até mesmo de nome, “sem perder  a tradição de exibir filmes de arte, fora do circuito comercial”. Com a decisão do Conpresp, a hipótese ganha força: “Conheço o André há mais de 20 anos. Ele é cineclubista desde a adolescência e não vai ficar sem uma sala de cinema alternativa na cidade”.

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