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Carnaval SP Por Blog Blocos, desfiles e muito mais

Vila Maria pede autorização à Igreja para homenagear Nossa Senhora Aparecida no Carnaval de 2017

  O Carnaval de 2015 ainda nem começou, mas a Unidos de Vila Maria já está de olho na festa de 2017. A escola da Zona Norte quer fazer uma homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. A santa tornou-se padroeira do Brasil depois que uma imagem sua foi encontrada por pescadores em 1717 no Rio […]

Por Jussara Soares - Atualizado em 26 Feb 2017, 19h16 - Publicado em 22 Jan 2015, 22h16
A imagem da padroeira do Brasil foi encontrada por pescadores em 1777, no Rio Paraíba do Sul (Foto: Divulgação)

A imagem da padroeira do Brasil foi encontrada por pescadores em 1717, no Rio Paraíba do Sul (Foto: Divulgação)

 

O Carnaval de 2015 ainda nem começou, mas a Unidos de Vila Maria já está de olho na festa de 2017. A escola da Zona Norte quer fazer uma homenagem aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. A santa tornou-se padroeira do Brasil depois que uma imagem sua foi encontrada por pescadores em 1717 no Rio Paraíba do Sul.

Para colocar o tema polêmico no Sambódromo, os diretores da agremiação pediram uma audiência com cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo. O objetivo é receber a bênção da Igreja Católica para levar o enredo adiante. A reunião com o religioso ainda não tem data para ocorrer.

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Para não correr o risco de outra escola ter a mesma ideia, a agremiação já registrou o tema na Liga Independente das Escolas de São de Paulo. Apesar disso, o carnavalesco Lucas Pinto diz desconhecer o assunto.

Vale lembrar que Igreja e Carnaval não se entendem muito bem. Carnavalescos costumam evitar a representação de imagens sacras nas alegorias para não causar melindres nos religiosos.

O caso mais emblemático deste embate ocorreu em 1989, quando a Igreja Católica proibiu Joãosinho Trinta, da Beija-Flor, de colocar o Cristo Redentor estilizado como mendigo no enredo “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia”. A solução encontrada foi entrar na Sapucaí com a alegoria coberta por sacos plásticos pretos. A Beija-Flor perdeu o Carnaval daquele ano para a Imperatriz Leopoldinense por meio ponto, mas entrou para a história.

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