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Como a progressiva age no cabelo e quais são as alternativas para fugir dela

No último domingo (3), o Fantástico alertou, mais uma vez, para um assunto que muitas mulheres preferem esquecer e/ou ignorar: os riscos do formol quando usado para alisar o cabelo. O tema pode parecer manjado, mas o problema continua dentro dos salões de beleza, como alertou a reportagem. Mesmo proibido pela Anvisa, os laboratórios encontraram […]

Por Carolina Romanini Atualizado em 27 fev 2017, 00h22 - Publicado em 7 nov 2013, 17h42

No último domingo (3), o Fantástico alertou, mais uma vez, para um assunto que muitas mulheres preferem esquecer e/ou ignorar: os riscos do formol quando usado para alisar o cabelo.

O tema pode parecer manjado, mas o problema continua dentro dos salões de beleza, como alertou a reportagem. Mesmo proibido pela Anvisa, os laboratórios encontraram uma maneira de incluir o formol nos produtos para alisamento dos fios.

Essa semana me dediquei a estudar um pouquinho essa substância e os seus efeitos, não apenas na saúde, mas no próprio cabelo. Até porque, faço parte do time das ex-progressivadas que agora sofrem para recuperar o cabelo danificado pela química.

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Tive uma verdadeira aula com Eduardo Prazeres, gerente técnico da Schwarzkopf Professional, a quem eu sempre gosto de recorrer quando preciso de uma explicação objetiva e didática para qualquer assunto relacionado a cabelo. Ele me explicou porque a progressiva é tão viciante (todo mundo que faz quer repetir) e porque, como qualquer outro vício, este também é ruim.

Diz Eduardo: “Assim como é usado em cadáveres, para conservar os corpos, o formol é aplicado no cabelo para conservar a forma alisada. O problema é que o formol não trata o cabelo antes de conservá-lo, ou seja, se o cabelo estiver desidratado, quebradiço, poroso, o formol vai conservá-lo desta maneira.”

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Usando uma (excelente) analogia, ele explica que o formol age como se encapássemos o cabelo com um plástico filme. Ele fica brilhoso, aparentemente selado, mas, ao mesmo tempo, plastificado – não conseguimos fazer nada penetrar no fio: hidratação, água, cor. Nenhum outro tratamento terá o mesmo efeito depois que os fios foram submetidos ao alisamento com formol (pelo menos não até que eles cresçam novamente).

“O formol também altera a estrutura molecular do fio, a essência da composição da fibra capilar. Logo, os produtos que são feitos para agir na estrutura original, a partir do momento que você altera essa estrutura não têm mais o mesmo resultado”, revela Eduardo.

Moral da história: depois da progressiva, nenhum tratamento, seja hidratação, cauterização, tintura, etc., vai atuar profundamente na fibra. Daí a impressão de que a tintura dura menos e o cabelo está sempre ressecado.

E como fica para as mulheres que não abrem mão do cabelo liso? Outras três substâncias são usadas para alisar os cabelos sem prejudicar (tanto) assim os fios: tioglicolato de amônia, guanidina  e cisteína. Resumindo, elas não alteram (tanto) a estrutura da fibra, permitindo que você não tenha que abrir mão da saúde dos fios para mantê-los sempre lisos.

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“Essas substâncias, ao contrário do formol, não retiram tanta água e proteína dos fios após o alisamento, o resultado, portanto, é de cara mais natural”, lembra Eduardo.

Para a segunda parte desta série de posts sobre progressiva/formol, estou em contato com os principais salões da cidade para saber como esses produtos agem e são usados.

Em breve, postarei mais detalhes sobre cada um deles aqui pra vocês, com preços e resultados.

Foto: Latinstock

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