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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Quarentena cultural: sugestões de exposição, livro e bate-papo

Entre as dicas, estão uma exposição de obras de paisagens contemporâneas, uma poesia que ajudou Nelson Mandela em seus tempos de prisão e debate virtual

Por Tatiane de Assis Atualizado em 2 abr 2021, 01h39 - Publicado em 2 abr 2021, 06h00

A galeria Marília Razuk apresenta Um Lugar Lugar Nenhum: Paisagens Contemporâneas. O título da mostra virtual causa estranheza devido à repetição de palavras. É preciso lê-lo em voz alta para compreender que se aponta ali para a coexistência entre definição e indefinição. Complicado? Você pode entender isso melhor ao observar as 35 obras exibidas. Se em algumas, como Silencia na Madrugada (abaixo.; 2020), de Joaquim Pinkalsky, não há o delineamento de elementos, em outras, vide Duas Montanhas (destaque; 2020), eles estão mais bem delineados. > tinyurl.com/p7zca7e

obra silencia na madrugada
Analu Araújo/Divulgação

Leitura

Por combater o apartheid, regime de segregação racial na África do Sul, Nelson Mandela (1918-2013) ficou preso por 27 anos, no período entre 1963 e 1990. Isolado do mundo, ele recorreu ao poema Invictus, do escritor britânico William Ernest Henley (1849-1903), para se manter altivo e perseverante.

Em outubro de 2020, o texto, publicado em 1888, foi editado como um livro pela Edições Barbatanas, a R$ 48,00. A tiragem é de 1 000 exemplares. Cento e cinquenta deles, ao custo de R$ 70,00, vêm com uma gravura original de Eduardo Ver, que ilustrou a publicação. Ver também toca na questão racial em suas xilogravuras, mas pelo viés da religiosidade. A tradução do poema é da escritora Ana Rüsche. > tinyurl.com/5z9u8fm9

livro com poema invictus aberto
Divulgação/Divulgação

Debate sobre a produção de Amilcar de Castro

Antes de a cidade de São Paulo voltar à fase vermelha, a produção de Amilcar de Castro (1920-2002) era abordada em uma exposição (abaixo) no Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE). Com a suspensão da visitação presencial, o debate sobre o artista mineiro continua, mas no formato de um ciclo de debates gratuito, transmitido no perfil do Instagram da instituição. No próximo dia 13, a pauta da conversa será o diálogo das peças de Castro com o design gráfico. Os convidados são dois nomes importantes desse campo: Chico Homem de Melo e Daniel Trench. > @mube_sp

obra de amilcar de castro
Marcus Vinicius de Arruda Camargo/Divulgação

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Publicado em VEJA São Paulo de 07 de abril de 2021, edição nº 2732

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