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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Obras de Gustavo Rezende em exposição conotam generalidade e anonimato

As esculturas refletem o encanto do artista por Veneza e as mudanças da cidade percebidas por ele, segundo curadora; no Verve Galeria até 23 de outubro

Por Tatiane de Assis Atualizado em 16 set 2021, 23h10 - Publicado em 17 set 2021, 06h00

Em texto sobre a exposição de Gustavo Rezende na Verve Galeria, a crítica e curadora Ana Carolina Ralston explica que a produção vista ali está embebida no encanto do artista por Veneza e as mudanças que ele notou na cidade tempos depois de morar lá no anos 90. Se o visitante passa batido por esse comentário, talvez não vá fazer relação ao ver a mostra com a famosa cidade italiana. E tudo bem, isso não é fundamental para se deixar tomar pelo trabalho de Rezende. Em suas cinco esculturas, o artista traz um personagem (ou seriam vários?) que não tem um rosto com traços detalhados. Essa falta de definição nos leva à ideia do anônimo, que flerta com a solidão, com a impessoalidade, mas também com uma certa liberdade de se deixar absorver por sentimentos revoltos.

> Verve Galeria. Avenida São Luís, 192, Sobreloja 6, ☎ 3237 3247. Terça a sexta, 11h às 18h; sábado, 11h às 17h. Grátis. Até 23 de outubro.

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Publicado em VEJA São Paulo de 22 de setembro de 2021, edição nº 2756

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