Masp tem exposição no ranking de melhores mostras do ‘The New York Times’

Museu e o Instituto Tomie Ohtake são as únicas instituições brasileiras a figurar na lista da publicação americana

O Masp e o Instituto Tomie Ohtake terminam a semana com uma boa notícia: a exposição Histórias Afro-Atlânticas foi eleita uma das melhores do ano pelo The New York Times. O ranking do jornal americano, publicado na última quarta (5), foi assinado por Roberta SmithHolland Cotter and Jason Farago.

Cotter, que escreveu uma crítica sobre a mostra em setembro também no jornal, fala que Histórias Afro-Atlânticas é “um relato de encher os olhos” e que a exposição mostra como a mentalidade brasileira foi profundamente alterada pelos graves impactos da escravidão de mulheres e homens negros. 

A exposição, que ficou em cartaz de junho a outubro, era composta por 432 obras. Ao custo estimado de 3 milhões de reais, foram reunidas peças que tratavam dos fluxos migratórios e culturais que unem África e América, incluindo a região do Caribe. 

Na seleção de 213 artistas, figuraram nomes internacionais e brasileiros, como Faith Ringold, Abrahim Mahama, Gilberto Hernández Ortega, Emanoel Araújo, Ruben Valentim, Sonia Gomes, Rosana Paulino, Sidney Amaral e Jaime Lauriano.

“É importante o reconhecimento internacional de Histórias Afro-Atlânticas pelo New York Times, pois a exposição extrapola fronteiras e propõe diálogos entre diversos países e culturas, contando, inclusive com uma seleção forte de artistas afro-americanos”, afirma Tomás Toledo, um dos curadores da mostra, ao lado de Adriano Pedrosa, diretor artístico do Masp, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes e Lilia Schwarcz.

A instituição, localizada na Avenida Paulista, e o Instituto Tomie Ohtake são os únicos representantes brasileiros a figurar no ranking. No entanto, há um outro nome conhecido dos brasileiros na lista, trata-se de Hilma af Klint (1862-1944). A exposição da sueca, que foi exibida na Pinacoteca, e agora está no Guggenheim foi elogiada por oxigenar o estudo do modernismo, que era tido como campo saturado.

Antes de seu trabalho ser estudado e exibido, Hilma não aparecia na história da arte como uma protagonista do abstracionismo. Esse lugar pertencia ao clássico triunvirato Kandinsky, Mondrian e Malevich.

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