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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Largo do Paissandu ganha painel gigante com acrobata colorida

Obra, que explora a fluidez do movimento e a aridez da cidade, tem 15 metros de altura

Por Tatiane de Assis - 25 Apr 2019, 15h58

O Edifício Achilles Masetti, na rua Capitão Salomão, próximo ao Largo do Paissandu, ganha em uma de suas laterais, um mural, feito com lambe-lambe, onde aparece uma acrobata colorida, de 15 metros de altura. A obra, cuja instalação começou hoje (25) e deve ser finalizada sexta (26).

Também integra o trabalho um haikai do poeta Rysco Rodriguez, que, a priori, é incompreensível devido à estilização e junção das letras. Passado algum tempo, no entanto, é possível ler os versos, que dizem: “São fragmentos/ Universais/ Sublime/ Verve Humana/ Peso e Leveza.”

A acrobata colorida integra um projeto maior, chamado Insustentáveis, que distribuirá lambes desse mesmo tipo, mas em poses diferentes, por mais duas dezenas de lugares em São Paulo, nos bairros da Santa Cecília, Pinheiros e Vila Madalena.

 

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Acrobata colorida em escadaria da Vila Madalena Bia Ferrer/Divulgação

A iniciativa, que já teve outros formatos, foi criada em 2013 e é tocada pela fotógrafa Bia Ferrer, 40, e a artista cênica Beatriz Evrard, 39. Elas têm o livro A Insustentável Leveza do Ser (1984), do escritor tcheco Milan Kundera, como principal inspiração.

“Cada movimento que criamos se relaciona com o lugar onde o lambe foi instalado. Também exploramos a dualidade da cidade: temos uma empena preta, em uma cidade cinza, preenchida por uma bailarina colorida”, explica Beatriz.

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