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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

A inauguração e os planos de expansão da editora alemã Taschen no Brasil

Grupo abre primeira loja em São Paulo nesta quarta (25); para 2021, promete o lançamento de um novo livro de Sebastião Salgado

Por Tatiane de Assis Atualizado em 25 nov 2020, 18h15 - Publicado em 25 nov 2020, 18h14

De volta ao Brasil após treze anos na Alemanha, o editor-executivo da Taschen, Julius Wiedemann, atuará como uma espécie de curador da loja pocket da marca, inaugurada nesta quarta (25). Ela está localizada dentro do estúdio de design de mobiliário Mula Preta, no número 289, da Alameda Gabriel Monteiro.

Em entrevista à VEJA SÃO PAULO, o editor falou sobre os bons ventos que o trazem para o Brasil em meio à pandemia, o grupo alemão, referência na produção de livros de arquitetura, artes visuais, cinema e design. “Minha função aqui no Brasil é ficar antenado para achar outros caminhos para venda de livros. Nosso mercado está sendo obrigado a sair dos canais ‘normais’, como as livrarias. Precisamos expandir, a loja única é uma maneira, bibliotecas são outra”, explica Wiedemann.

Ao todo, 500 títulos da Taschen, incluindo quinze da edição comemorativa de 40 anos da editora, vão ser vendidos na loja brasileira. A segurança dos leitores está garantida pelo cumprimento de protocolos, como o uso obrigatório de máscara. “A própria configuração da Mula Preta, que é uma loja muito grande, nos ajuda, porque propicia o distanciamento social”, pontua o editor-executivo, que aponta como contraponto ao investimento feito a volatilidade da economia brasileira: “Em um ano, o país vai super bem e você pensa que no próximo vai ser melhor ainda. Mas não, no outro ano, a economia cai.”

Taschen: unidade pop-up será inaugurada no dia 25
Taschen: unidade pop-up será inaugurada na quarta (25) Reprodução/Veja SP

Na lista de fatores a favor do Brasil, o editor cita o clima cosmopolita da cidade de São Paulo e adianta pretensões derivadas dessa primeira loja:  “Vamos ficar sempre atentos até mesmo para sentir se o Brasil nos permite abrir pop-up stores em algumas épocas em outros lugares.”

Um novo futuro ponto da Taschen no país vai ser uma biblioteca na filial em Trancoso (BA), na pousada Capim Santo, comandado pela esposa de Julius, a chef Morena Leite, que também chefia em São Paulo um restaurante homônimo, localizado dentro do Museu da Casa Brasileira (MCB), em Pinheiros, na Zona Oeste da cidade.

Voltando à unidade da Taschen na Mula Preta, Julius detalha as atividades que os leitores, assim que o cenário da pandemia se estabilizar, poderão encontrar. “Pretendemos fazer lançamentos de títulos. Tá vindo um grande arquiteto, um grande artista para o Brasil, vamos convidá-lo para dar uma palestra aqui.”

Um adendo: nas prateleiras, será possível encontrar livros em inglês, português, italiano, alemão e espanhol, que podem estar reunidos em edições bilíngues e trilíngues. Sobre os grandes lançamentos, ao final da conversa, em tom entusiasmado, o editor revela: “Vai ter um novo livro do Sebastião Salgado, sobre a Amazônia.”

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