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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Mostras que serão destaque nas artes visuais no ano de 2021

O que vem por aí no calendário de museus e centros culturais da capital paulista

Por Tatiane de Assis Atualizado em 25 dez 2020, 11h29 - Publicado em 25 dez 2020, 11h30

Masp

Diante das incertezas que rondam o ano que vem — a pergunta “Quando começará a vacinação contra Covid-19?” é uma das mais presentes —, os museus organizam seus calendários já prevendo a possibilidade de ajustes. Mas, se tudo seguir conforme o planejado, o Masp apresentará em agosto a mostra da escultora Maria Martins (1894-1973), com curadoria da também mineira Isabella Rjeille. Maria conquistou o eixo Estados Unidos-Europa com suas formas eróticas e viscerais, como Glebe-Ailes (na foto; 1944), nos anos 40. Aqui no Brasil, porém, sua produção recebeu avaliações negativas, como a do crítico Mário Pedrosa (1900-1981).

Carolina Maria de Jesus: escritora terá sua produção revista no IMS.
Carolina Maria de Jesus: escritora terá sua produção revista no IMS. KeiJu Kobayashi/Divulgação

Instituto Moreira Salles (IMS)

A escritora Carolina Maria de Jesus (acima; 1914-1977)tem sua produção debulhada em junho no Instituto Moreira Salles (IMS), enquanto Clarice Lispector (1920-1977) é ponto de convergência de uma mostra por lá em julho. O fotógrafo e escultor Mário Cravo Neto (1947-2009) também tem seu lugar na programação, em uma exibição prevista para março.

Anita Mafallti: MAM celebra 100 anos de Semana de 22
Anita Mafallti: MAM celebra 100 anos de Semana de 22 Domínio Público/Divulgação

Museu de Arte Moderna (MAM)

Obras de Anita Malfatti (acima; 1889-1964), Cícero Dias (1907-2003) e Di Cavalcanti (1897-1976) integram Moderno Onde? Moderno Quando? Modernismo e A Semana de 22. A mostra toma o Museu de Arte Moderna (MAM) entre agosto e dezembro como parte da celebração dos 100 anos do evento histórico que propôs novas perspectivas para as artes no Brasil. À frente da atração estão as curadoras Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros.

Obra
Obra “Enigma entre Eu e Tu” (2014): produção de Sidney Amaral segue viva João Liberato Vidotto/Divulgação

Sesc

No Sesc Jundiaí, com abertura prevista para fevereiro, merece atenção Viver Até o Fim o que Me Cabe! — Sidney Amaral, uma Aproximação, que reaviva a produção e memória do artista e professor paulistano, morto em 2017. Ele é o autor da tela Enigma Entre Eu e Tu (à esq.; 2014).

Japan House + Bienal de São Paulo

No segundo semestre na Japan House, como parte da programação da 34ª Bienal de São Paulo, será apresentada uma instalação da japonesa Yuko Mohri, que assina Parade (à esq.; 2017). Em tempo: a Bienal tem início previsto de sua principal mostra para 4 de setembro. A curadoria é do italiano radicado no Brasil Jacopo Crivelli.

Parade (2020): obra de Yuko Mori, que tem mostra no Brasil em 2021
Parade (2020): obra de Yuko Mori, que tem mostra no Brasil em 2021 Centre Pompidou/Divulgação

Farol Santander

Anote aí também: a exposição do coletivo japonês de arte digital TeamLab deve ocorrer no mês de novembro no Farol Santander. Anteriormente, a previsão era 2020, mas não deu. Na nova data, será apresentada a instalação Grafitti Flower Power.

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