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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Exposição resgata sensações de viagens no oceano durante período colonial

Obras de Tiago Sant’ana estão disponíveis para visitação na Galeria Leme até o dia 13 de julho; entrada grátis

Por Tatiane de Assis Atualizado em 1 jul 2021, 18h25 - Publicado em 2 jul 2021, 06h00

Em Irmãos de Barco, Tiago Sant’ana leva para a Galeria Leme dezenove obras, como a foto Fluxo e Refluxo (2021) e a tela Calunga do Mar (2021). “O título da mostra tem diferentes significados. É uma expressão usada quando as pessoas são iniciadas no candomblé, por um mesmo pai ou mãe de santo. Mas também carrega a ideia de criação de uma família imaginária, formada nas travessias afro-atlânticas, forçadas no período colonial”, explica Sant’ana.

pessoa negra de costas com embarcação marítima branca apoiada em sua cabeça
Fluxo e Refluxo (2021), de Tiago Sant’ana Filipe Berndt/Divulgação

Ele fala sobre esse trânsito junto a marinheiros e barcos. O açúcar aparece, mas como matéria-prima, como uma recordação de que foi combustível desses deslocamentos, que para uns têm ares de bravura e para outros são pura violência. Quando a dor ameaça tomar conta, uma flâmula, contudo, irrompe com o dizer “a linha do mar sempre está na altura dos seus olhos”.

faixa azul com a seguinte frase, em branco: a linha do mar sempre está na altura dos seus olhos
Flâmula Rota de Fuga (2021), de Tiago Sant’Ana Filipe Berndt/Divulgação

Galeria Leme. Avenida Valdemar Ferreira, 130, Butantã, ☎ 3093-8184. Terça a sábado, 10h às 17h. Grátis. Visitas agendadas em: tinyurl.com/yj2zqdwe. Até 13 de julho.

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Publicado em VEJA São Paulo de 07 de julho de 2021, edição nº 2745

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