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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Uma viagem pela obra de Van Gogh na Avenida Paulista e no mundo

Além das pinturas, espetáculo sobre o holandês abre nova temporada digital, com roteiro baseado em cartas que o artista trocou com o irmão

Por Tatiane de Assis Atualizado em 25 mar 2021, 22h30 - Publicado em 26 mar 2021, 06h00

Noite Estrelada (acima; 1889) é uma das telas mais famosas de Van Gogh, também parte de sua vida francesa. integra o acervo do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. “Ele cita nas cartas ao irmão o desejo de pintar uma paisagem dessa natureza”, aponta Martinez. http://www.moma.or

A Arlesiana
“A Arlesiana”, de Van Gogh, que faz parte da exposição “Olhar e Ser Visto”, no Masp, São Paulo, 2008. João Musa/Divulgação

A Arlesiana (1890) é o retrato de madame Ginoux, que foi amiga de Van Gogh (1853-1890). A tela integra o acervo do Masp, que tem ainda outras três pinturas do artista. o museu é o único no país a contar com obras do pintor, que é tema do mestrado e do doutorado de Felipe Martinez. masp.org.br

Doze Girassóis numa Jarra
“Doze Girassóis numa Jarra” (1888) Domínio Público/Divulgação

Doze Girassóis numa Jarra (1888) pertence à Neue pinakothek, museu na cidade alemã de Munique. A tela evidencia mudanças na forma de produção depois de Van Gogh ter ido viver na França em 1886. “suas pinturas eram muito escurecidas. Em paris, ele se entrega às cores e luzes”, diz Felipe Martinez, doutor em história da arte. http://www.pinakothek.de/besuch/neue-pinakothek

The Road Members
The Road Members (1889) The Phillips Collection/Divulgação

The Road Members (1889) é parte do Phillips Collection, museu em Washington que não é ligado à multinacional holandesa. A tela traz uma questão cara à produção de Van Gogh, a influência oriental. “Ele conhece a arte japonesa na França e a sintetiza com o impressionismo em suas obras”, explica o pesquisador Martinez. http://www.phillipscollection.org

A volta do mestre

O monólogo Van Gogh, que traz o ator Elias Andreato no papel do pintor holandês Vincent Van Gogh, ganha em 2021 uma versão em vídeo, com duração de quarenta minutos. Dirigido por Márcia Abujamra, o espetáculo-solo foi apresentado pela última vez em 2004. Continua mais viva do que nunca a figura do artista que ama seu ofício, mas que não tem em vida reconhecimento social e financeiro. “Nós não somos guiados pela biografia dele. O que temos na peça são fragmentos dos pensamentos de Van Gogh”, explica o intérprete, que criou o roteiro a partir do livro que compila cartas que o artista trocou com o irmão e também mecenas Theo (1857-1891).

Igualmente está na seara da “gratidão entre irmãos” a motivação do também roteirista para criar o monólogo: “Meu irmão é o Elifas Andreato, ele me ajudou muito na minha carreira. Então, em 1993, decidi fazer a peça como um presente especial para ele”. Chama atenção no espetáculo o figurino, que procura ser fiel às peças usadas pelo pintor — paletó, camisa e calças compridas —, mas que na escolha de tecidos não se faz datado, dando a impressão de que o Van Gogh de Andreato poderia ser um paulistano qualquer, bem agasalhado no inverno. Van Gogh. 19h. Dias 20, 21, 28, 29 e 3 e 4 de abril. Grátis. Em: tinyurl.com/ 9cyxhhbw, acessar quinze minutos antes do início da peça.

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Publicado em VEJA São Paulo de 31 de março de 2021, edição nº 2731

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