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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Brasil participa da Bienal de Design de Londres

Preocupação com desmatamento orienta instalação apresentada no evento

Por Tatiane de Assis Atualizado em 27 jul 2018, 21h54 - Publicado em 27 jul 2018, 16h01

O baiano Waldick Jatobá, idealizado e diretor da feira MADE, assina a curadoria do pavilhão brasileiro em sua estreia na Bienal de Design de Londres, que será realizada de 4 a 23 de setembro. Apesar da pouca idade, o evento, criado em 2016, é tido como uma potente vitrine. Arquitetos, artistas, designers e críticos de quarenta países se encontram por lá.

Em seu debut, o Brasil leva para território inglês uma instalação que remete à preocupação diante do desmatamento. “A ideia é construir uma espécie de portal para floresta, que faça as pessoas refletirem”, afirma Jatobá.

O trabalho, assinado pelo designer David Elia, que nasceu no Rio de Janeiro, tem como matéria-prima troncos de madeira certificada, vindas da Europa. A espécie principal é o eucalipto. Com as toras, ele vai construir um paredão onde serão projetadas imagens e também bancos, onde os visitantes poderão se sentar.

O papel de parede da sala será inspirado na cadeira Desmatamento (2013), também de autoria do designer. Nessa peça, ele evoca a riqueza de texturas e formas da flora da Mata Atlântica.

 

Cadeiras sobre desmatamento inspiram instalação brasileira na Bienal de Design de Londres Divulgação/Divulgação
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