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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Bienal de São Paulo anuncia mais um artista da próxima edição

Equatoriano utiliza métodos pouco convencionais na produção das obras

Por Tatiane de Assis - Atualizado em 4 Oct 2019, 09h42 - Publicado em 3 Oct 2019, 20h13

A 34ª edição da Bienal de São Paulo tem mais um nome anunciado: Adrián Balseca. O equatoriano, de 30 anos, participará da grande mostra, que acontece a partir de setembro de 2020 no Pavilhão Ciccilo Matarazzo. Autodidata, Balseca tem uma história curiosa. Deixou a escola aos 15 anos. Desde então se focou em sua produção artística. Suas obras, dentre outras questões, tensionam os limites colocados por instituições museológicas e a relação entre industrial e artesanal.

Balseca também utiliza métodos pouco convencionais. Ele fez um gato (ligação clandestina) para obter energia elétrica para acender o pomposo lustre que faz parte de um trabalho da série Toma Luz. Os questionamentos do artista têm ressoado e encontrado ouvidos atentos no circuito da arte. Com o apoio da Fundação de Arte Cisneros Fontanals, ele produziu o vídeo El Condor Pasa  (2015).

No dia 12 de outubro, os paulistanos terão a oportunidade de falar com Balseca, já que ele é o segundo convidado de uma série de encontros que a Bienal de São Paulo promove na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no bairro do Bom Retiro. Quem inaugura os bate-papos, no dia 10 de outubro, é o sul-africano Neo Muyanga, que é um dos nomes que participam das exposições anteriores à grande coletiva em setembro. Nesse modelo dilatado da próxima edição, com curadoria se Jacopo Crivelli, já em fevereiro de 2020, mostras serão realizadas .

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