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Arte ao Redor Tatiane de Assis é repórter da Veja SP. Acredita que as artes visuais podem aproximar pessoas e descortinar novas facetas da vida.

Conheça os murais de Enivo, que combinam cores, texturas e referências

"Se estava pintando na rua, usava até carvão de churrasco para pintar. Se ia para um evento de grafite, usava todas as tintas que ganhava”, conta o artista

Por Tatiane de Assis - Atualizado em 10 set 2020, 17h17 - Publicado em 11 set 2020, 06h00

Guerreiros do Arco-Íris, High Dreams e Retratos são três novas séries do artista Marcos Vinícius, mais conhecido como Enivo. Elas se destacam pela forma hábil de combinar texturas, cores e referências culturais. Alguns dos trabalhos que as compõem são Bloco de Rua, Tempo Novo e Slik, todos produzidos neste ano. Em Exame de Vista Gal Oppido, por exemplo, ele faz uma homenagem ao fotógrafo paulistano conhecido por seus trabalhos ligados ao corpo e à arquitetura.

Sempre estive ligado aos extremos, ou a falta ou o excesso. Se estava pintando na rua, usava até carvão de churrasco para pintar. Se ia para um evento de grafite, usava todas as tintas que ganhava”, explica Enivo. Agora, ele enxerga um outro tom na sua fase atual. “Com essas séries, cheguei a um resultado mais harmônico, consegui encaixar as cores em seu lugar”, afirma.

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Revisando sua trajetória, esse movimento parece ter nascido em 2017, quando Enivo celebrou seu aniversário em uma performance na galeria em que é um dos sócios, a A7MA. Nela, teve suas madeixas cortadas por amigos e familiares. Naquele momento, muitas de suas obras eram compostas de telas sobrepostas. Por meio de rasgos e recortes, ele construía paisagens, personagens e revelava elementos. De uma forma mais dura, buscava lá o que conseguiu agora: dar conta das várias camadas que formam sua existência.

Publicado em VEJA São Paulo de 16 de setembro de 2020, edição nº 2704.

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