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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 28 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

MasterChefBR: final da edição 2015 promete muitas emoções

Adeus Jiang. O que parecia impossível aconteceu, a chinesa que divertiu todo mundo com “flango”, “falofa” e “cebora” da “Paora” disse bye, bye. Sim, ela causou comoção no Twitter quando queimou a batata que acompanhava sua lagosta. Um erro tão primário que nem parecia Zen Jiang, que chegou a salvar um ragu no processador. Jiang […]

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 26 Feb 2017, 14h45 - Publicado em 15 Sep 2015, 19h13
Jiang: causou comoção sua saída sem lágrimas e altiva (Fotos: Carol Gherardi/Band)

Jiang: causou comoção sua saída sem lágrimas e altiva (Fotos: Carol Gherardi/Band)

Adeus Jiang. O que parecia impossível aconteceu, a chinesa que divertiu todo mundo com “flango”, “falofa” e “cebora” da “Paora” disse bye, bye. Sim, ela causou comoção no Twitter quando queimou a batata que acompanhava sua lagosta. Um erro tão primário que nem parecia Zen Jiang, que chegou a salvar um ragu no processador. Jiang saiu com a dignidade dos grandes: de cabeça erguida e sem derramar uma lágrima. Manteve a postura tranquila que a levou conquistar tantos fãs.

+ Minha avaliação dos restaurantes dos jurados MasterChef

A final será disputada entre Izabel e Raul, a produtora de eventos carioca e o publicitário santista. Bom, tudo acaba no mar e ambos são peixes. Quem vai decidir quem leva o prêmio é o trio Paola Carosella (Arturito e La Guapa Empanadas), Henrique Fogaça (Sal GastronomiaAdmiral’s Place e Cão Véio) e Erick Jacquin (Tartar & Co). Aliás, eles sabem quem ganhou e mantêm o nome do campeão ou da campeã em sigilo.

Embora a torcida nesta fase seja para Raul, Izabel tem boa chance de levar o troféu que a Ana Paula Padrão apresenta em todos os episódios, além de um carro, a quantia de 150 mil reais em dinheiro e a viagem a Paris para estudar na Le Cordon Bleu, onde a Elisa, vencedora da primeira temporada, estuda.

Entre as novidades sobre o menu autoral que dupla vai cozinhar, um dos competidores se dedicará a fazer um pratos brasileiros. O outro, focará numa versão do Oriente Médio.

Rual e Izabel: a felicidade dos finalistas (Fotos: Carol Gherardi/Band)

Raul e Izabel: a felicidade dos finalistas (Fotos: Carol Gherardi/Band)

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Veja como se comportaram os dois candidatos:

MasterChef Izabel

MasterChef Izabel: a chorona

Izabel Alvares

Última participante a ser aprovada nas provas iniciais do programa, Izabel Alvares sempre se mostrou emocionalmente instável. Tanto que era capaz de dispensar o sal e usar suas lágrimas como tempero. Claro, estou exagerando. Mas que Izabel tem um pouco da personagem de Como Água para Chocolate, da mexicana Laura Esquivel, disso não tenho dúvida. Aliás, ela é oposto de seu concorrente, o mister risadinha Raul.

Filha de um dos maiores tenores do Brasil, Eduardo Alvares, o que não lhe significou uma credencial com aconteceu com Aritana, rebento de Oscar Maroni, Izabel foi aprovada ao fazer um ravióli recheado de gema ao molho de manteiga e sálvia. Desde o início, os jurados notaram seu nervosismo exagerado. Tanto que Paola sugeriu que, para cozinhar, pelo menos ela acendesse o fogo. Cortou o queijo para a massa com uma faca e recebeu outra aula de Paola, que a ensinou a ralar tal facilmente com a mesma faca. Em seguida, recebeu um não do Jacquin, sim do Fogaça. Paola decidiu a sorte dela com um não. Fogaça pediu para ela voltar e deu voz à candidata. Só então ela passou pela peneira.

Izabel se mostrou muito desorganizada em alguns momentos. Fez uma tartelette de chocolate. Sua apresentação do doce foi destruída por Jacquin. Para piorar, esqueceu a base metálica da forma embaixo que acabou na boca do pândego francês. Que avoada essa Izabel!

Há quem se revolte porque ela esteja na final, embora tenha sido eliminada na prova da lasanha. Ela destruiu a massa. Nem o pesto de manjericão roxo nem a macadânia salvaram. Ah se ela conhecesse a lasanha de Gênova, a tocco di funzi, que propõe algo parecido. Se bem que a dela não tinha salvação. Jacquin definiu como lasanha de liquidificador.

A redenção veio com o arroz negro com camarões salteados ao molho de alho. Conseguiu passar a perna em Murilo de Oliveira, que fez um prato pior do que ela. Quando provou essa receita, Fogaça fez um elogio que não é exatamente um elogio. O tatoo boy disse que a Izabel parecia a Dona Benta do Sítio do Picapau Amarelo. Pura bobagem que deve ter dado coceira em Monteiro Lobato. Quem cozinhava era Tia Nastácia. Dona Benta gostava de seu livros.

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Se por um lado mandou mal na torta de maçã ao estilo americano da vovó Donalda, acertou na pastilla, receita no norte da África. Fez direitinho a torta recheada de carne com um toque de açúcar, extraída de viagem de Ana Paula Padrão. Paola achou melhor a versão de Izabel do que a que foi feita para que os candidatos provassem e se inspirassem antes do teste.

Não sei se para conquistar a simpatia dos jurados e do público, se pelo gosto pelo risco, na semifinal ela poupou Jiang de fazer peixe, já que a candidata tinha um trauma com o pescado. Sua receita não era fácil: preparar um peixe-sapo. Pegou o bicho inteiro e fez escalopes envoltos em presunto cru e bochechas na manteiga sobre molho de tomate, cogumelo, creme de leite e vinho branco. Arriscou e levou. Izabel foi a primeira a ganhar o passe livre para a final.

MasterChef Raul

MasterChef Raul: o desatrado

Raul Lemos

Ele chegou para causar. Embora tenha 34 anos, Raul Lemos estava acometido de síndrome de Peter Pan e parecia um moleque em cena. Fez um wellingto, primo “magro” do bife Wellington. Não recebeu o avental sem tomar broncas. Ao vê-lo saltitante feito um grilo, Paola disparou contra as gracinhas do candidato: “Você acha que é piada isso aqui?”

Jacquin também mandou bronca antes de dar seu sim de entrada – o candidato foi vetado pelo Fogaça. Protesto contra o fato de Raul usar bermuda (só na praia) e manter as mãos no bolso. Queria mostrar ao competidor que cozinha é um território sério.

Quando cortou a carne com a qual foi aprovado, atacou com uma benção no estilo ritual afro e ficou dando pulinhos.

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Entre as trapalhadas durante o programa tiveram os mini-agriões que ele derrubou durante uma prova coletiva. Mas foi passando com louvor em várias provas. Acertou no suflê de chocolate amargo cremoso e calda de maracujá com pimenta do reino, mostrando que gostava de se arriscar e uma dose ousadia sempre é boa. Claro que ficou aflito quando Jacquin destruiu o suflê para fazer a prova.

O mesmo Jacquin criticou a apresentação do bobó, disparando “do jeito que é nem dá vontade de comer”, mas aprovou o sabor. “É bom, é gostoso, mas mal vendido”, alertou o chef francês. Paola foi só elogios. Disse que Raul cozinhava com o estômago. Com esse resultado positivo, Raul saiu-se com essa “Parece que estou anestesiado, que tomei uma garrafa de pinga”. O eterno bobão…

Também convenceu o chef e açougueiro Jefferson Rueda de que sua linguiça era a melhor da turma. E olha que Rueda entende de embutido.

Embora tenha ido num crescendo, Raul também errou. Fez, por exemplo, um avestruz com tanta pimenta que quase mata sufocados Paola e Jacquin. Outra de suas pernadas foi o prato afegão kabuli pulai, tirado de uma viagem de Ana Paula Padrão. O pretendente a cozinheiro esqueceu de colocar sal.

Curiosamente, foi com Izabel e Jiang que venceu a prova do food truck no Parque da Independência fazendo cozinha tex-mex. E por fim, chegou à final ao fazer vieiras melhor do que a lagosta de Jiang. É esse Raul que veremos hoje.

Quarteto linha dura: momento confabulação

Quarteto linha dura: momento confabulação

Não há dúvida de que Band quer causar com esta final de MasterChef, o reality culinário que tem movimentado o Brasil todas as terças-feiras. Com cara de grande evento, tipo decisão de Copa do Mundo (sim, eu sei, tem um certo exagero), foram convidadas 500 pessoas para acompanhar a apresentação do programa, que já está gravado. A maior parte desse público, cerca de 300 espectadores, ocupará a arquibancada construída no pátio da emissora. É rezar para não fazer frio nem chover.

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Em um lounge especial, anexo ao estúdio em que se desenrolará a apresentação ao vivo do vencedor, ficarão as 200 pessoas remanescentes. Na realidade, cerca de 100 convidados são tuiteiros. À frente deles estarão seis personalidade de sucesso no Twitter: Preta Gil, Rosana Hermann, Christian Figueiredo, Milton Neves, Mauricio Meirelles, Gominho, Marimoon e Não Salvo.

A TV do Morumbi quer capitalizar ao máximo nessa rede social, da qual divulga ter se tornado campeã absoluta. Afinal, são mais de 5 milhões de menções no Twitter desde a estreia do programa.

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