Descubra qual é melhor restaurante dos jurados MasterChef

Implacáveis, os juradões do MasterChef gostam de meter bronca. Ai do candidato que não soube cortar cenoura à julienne, que não separa a clara da gema dos ovos com perfeição, e pior ainda para aqueles que não conseguem abrir uma ostra e deixá-la soltinha para deslizar na boca do freguês. + Saiba como será a Padaria […]

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Implacáveis, os juradões do MasterChef gostam de meter bronca. Ai do candidato que não soube cortar cenoura à julienne, que não separa a clara da gema dos ovos com perfeição, e pior ainda para aqueles que não conseguem abrir uma ostra e deixá-la soltinha para deslizar na boca do freguês.

+ Saiba como será a Padaria da Esquina

Pois o mesmo trio de verdugos televisivos também é telhado. Eles são sócios ou dão consultoria a restaurantes paulistanos. Fiz uma maratona MasterChef nessas casas entre 13 e 15 de março, o fim de semana antes da estreia do programa. Em um dos endereços, a qualidade melhorou tanto que resolvi separá-lo para um Recomenda, publicado por VEJA SÃO PAULO no último fim de semana. O resultado, do último ao primeiro colocado, é uma surpresa. Confira:

+ Meu adeus ao gênio italiano que detestava de ser chamado de gourmet

  1. Jamile

Não é implicância, já que ele também estava em último lugar na lista que publiquei em agosto do ano passado. O Jamile – sociedade entre o chef Henrique Fogaça e o Alberto Hiar, o Turco Loco (leia-se Cavalera) – até melhorou, mas não muito. Ruim não é, mas não passa de regular. Os motivos estão essencialmente no acabamento dos pratos, que deixa a desejar. Saboroso, o nhoque recheado de queijo aparece sobre um gorduroso ragu de rabada – bem longe de uma receita MasterChef. Felizmente, é das mais entusiasmantes a porção de vieiras no creme de limão, servida de entrada. Complementos que não estão no prato ajudam muito, o ambiente é dos mais bonitos da cidade e o atendimento está entre os mais cordiais.

  1. Sal Gastronomia

Encha-se de paciência. Quem não chega cedíssimo à porta do Sal Gastronomia no jantar passa nervoso. A fila parece sempre interminável e fica um pouco mais indigesta por causa do atendimento, nem sempre muito amável. O que comer por lá? O stinco de vitela com polenta e o pudim de cumaru. Para amenizar a longa espera, a clientela sobe um lance de escadas e aboleta-se no Admiral’s Place, no piso superior do restaurante. Só tome cuidado com excessos. Com um drinque e outro antes da refeição, a conta fica ainda mais salgada. Se a vontade de conhecer a casa for enorme e o tempo, curto, a dica é ir no almoço e durante a semana.

  1. Le Bife

Ulalá, demorou mas finalmente o Le Bife, com cardápio de Erick Jacquin, entrou nos eixos. As carnes servidas na companhia de um rodízio de guarnições tiveram um upgrade. Felizmente, os acompanhamentos sem graça viraram coisa do passado. Vale provar o cuscuz marroquino, a abóbora cabotiá assada e batatas fritas e gratinadas. Também se somaram novos cortes, com um tenro e marcante filé-mignon de cordeiro. Há até novidades na seleção de entrada. Uma delas é a rústica terrine de campagne. E nem dá para dizer que teve a mão do Jacquin nos pratos nesse dia, já que ele não estava no restaurante durante a minha visita. Se conseguir, ao final, não deixe de provar o melhor petit gâteau da cidade.

  1. Tartar & Co

Sob a supervisão a distância de Erick Jacquin, o Tartar & Co agrada pela despretensão e também pelo trabalho do novo chef residente. O novo titular é Flávio Santoro, que havia trabalhado com Jacquin no extinto La Cocotte. Não dá para escapar de um dos caprichados tartares. Prove a versão feita de atum e acompanhada de salada. Do contrário, escale a clássica feita de filé cortado na ponta da faca na companhia de fritas. Para adoçar, em vez do petit gâteau, vá de crème caramel, nome dado pelos franceses ao pudim de leite. Sem leite condensado, ok?

  1. Arturito

Se Paola Carosella tem lavado de lágrimas a bancada do MasterChef (como chora essa jurada!), na cozinha do Arturito ela anda rindo à toa. O restaurante, com um cardápio mais enxuto, parece que voltou à sua melhor fase. E o clientes não deixam de comparecer. Esperei mais de uma hora para jantar em uma segunda. Sim, eu disse uma segundona. Delicie-se com a empanada de queijo quartirolo e humita, a versão em estilo argentino do creme de milho. Para enriquecer o peixe do dia assado no forno a lenha, Paola ensinou a seus cozinheiros uns quiabos tostados divinos com tahine e dukkah, uma espécie de farofa de castanhas e especiarias à egípcia.

Caderno de receitas:
+ Nhoque de mandioca com rabada, do Zena Caffè
+ Il vero fettuccine Alfredo di Roma
+ Tiramisu original. É  bico!
+ Petit gâteau, do chef Erick Jacquin

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