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Blog do Lorençato Por Arnaldo Lorençato O editor sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 28 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie

Direto na sua mesa: restaurantes se adaptam e enviam pratos por delivery

Em razão da pandemia de coronavírus, os ajustes foram duríssimos também nos bastidores

Por Arnaldo Lorençato - Atualizado em 20 Mar 2020, 19h56 - Publicado em 19 Mar 2020, 11h20

As necessárias medidas preventivas para conter o avanço do coronavírus na capital fizeram com que alguns restaurantes tivessem de se adequar ao sistema de entregas para garantir uma sobrevivência mínima.

Empresária com negócios de enorme sucesso, Renata Vanzetto colocou as marcas Matilda e MeGusta, que já contavam com delivery, e até o gastronômico Ema para rodar. É possível receber em casa pratos como a costela assada por oito horas, purê de mandioquinha, farofa de biscoito de polvilho com batata palha e miniagrião (R$ 87,00).

Costela por entrega: direto do Ema Divulgação/Divulgação

Os ajustes foram duríssimos também nos bastidores. “Tínhamos 125 funcionários. Infelizmente, mandamos 25 embora ontem (17 de março). Das oitenta pessoas que ficaram, vinte estão trabalhando no delivery. Todas têm carro e não precisam utilizar o transporte público e não têm contato com o cliente”, revela.

Rodrigo Oliveira, do premiado Mocotó, já tinha uma linha de frente dedicada a entregas. Via iFood, ele faz chegar à casa das pessoas pratos substanciosos como caldo de mocotó (R$ 27,90), torresmo (R$ 19,90), favada (R$ 29,90), purê de mandioca (R$ 13,90) e baião de dois completo (R$ 35,90 em versão individual). “É uma maneira de ajudar o nosso pessoal, os parceiros e a comunidade”, acredita Oliveira.

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Le Jazz Brasserie: filé-mignon com molho de mostarda, espinafre e fritas para acompanhar Mario Leite/Veja SP

Também adotou a mesma forma de operação a rede Le Jazz Brasserie, que manda até o consumidor clássicos franceses como o filé ao molho de mostarda servido na companhia de espinafre e fritas ou purê de batata (R$ 64,00). Com duas unidades na cidade, o Spot põe o cardápio para viajar. É possível escolher entre o penne oriental (cogumelo shiitake, gengibre e amêndoa; R$ 62,00) e o steak au poivre (R$ 71,50).

Penne oriental: pedida do Spot em casa Henrique Peron/Divulgação

O chef Marco Renzetti, do Pettirosso Ristorante, que já tinha planos de lançar um serviço de delivery, antecipou o projeto e está vendendo refeições pelo sistema take away e pelo iFood. “Além de pratos prontos, temos uma seção de rotisseria e é possível comprar massa e molho”, explica.

Completa essa pequena lista, que vou atualizando nas próximas edições, o Corrutela, de Cesar Costa, chef revelação da mais recente edição anual VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER. Ainda é possível incluir o Charco, de Tuca Mezzomo, uma das melhores estreias do ano passado. Mas, neste caso, só por take away.

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