Seca antiga

Não é de hoje que os problemas com a seca tiram o sono do paulistano, levando o morador da cidade a economizar água da maneira como pode. Há quase trinta anos, VEJA São Paulo já mostrava como a estiagem exigia da população o uso da criatividade para não desperdiçar o recurso. A reportagem, publicada em janeiro […]

Poço artesiano cavado na esquina da Avenida Paulista com a Haddock Lobo: seca no verão de 1986

Poço artesiano cavado na esquina da Avenida Paulista com a Haddock Lobo: seca no verão de 1986

Não é de hoje que os problemas com a seca tiram o sono do paulistano, levando o morador da cidade a economizar água da maneira como pode. Há quase trinta anos, VEJA São Paulo já mostrava como a estiagem exigia da população o uso da criatividade para não desperdiçar o recurso.

A reportagem, publicada em janeiro de 1986, levava o título “Vivendo com a seca” e ainda dava dicas de como evitar o mau uso da água no cotidiano, em situações como banho, lavagem de roupas e  acionamento da descarga. “Lave os pratos depois de uma refeição em três etapas, sem deixar a torneira aberta. Molhe, ensaboe e enxague tudo de uma vez”, dizia o texto.

seca1-page-001

A matriarca da família Curi, radicada no Butantã, servia como exemplo de quem economizava nas atividades domésticas. Aos 84 anos, dona Carmela colocava uma bacia embaixo dos pratos durante a  lavagem para recolher a água e reutilizá-la no quintal.

Dona Carmela, 84: reúso da água para lavar o quintal

Dona Carmela, 84: reúso da água para lavar o quintal

Na ocasião, São Paulo voltava a passar por um período de estiagem depois de dezessete anos. O último grande aperto havia acontecido em 1969, quando a cidade ainda possuía 6 milhões de habitantes. A seca do verão de 1986 fez com que os paulistanos passassem por um racionamento de 24 horas a cada três dias.

Além das revendedoras de galões de água, que começavam a aumentar seus lucros com o aumento da procura pelo recurso, a reportagem também indicava as empresas de caminhão-pipa para quem precisasse de quantidades maiores.

seca2-page-001

“A última lista telefônica de páginas amarelas, de 1983, elenca uma dúzia delas”, dizia o texto. “Na semana passada, a Trapanoto e Tomaselli, da Vila Olímpia, cobrava Cr$ 900 000 por um caminhão de 16 000 litros, para descarregar na Freguesia do Ó”.

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s