Livros interativos, que fazem sucesso entre os jovens, são opção para estimular a criatividade e aliviar o stress

Quando se trata de maneiras de aliviar o stress e estimular a criatividade, as febres já foram de mahamudra a livros de colorir. Como eu não levo jeito para nenhum dos dois, acabei descobrindo um novo viés de autoajuda: os livros interativos. Basicamente, a maioria deles funciona como um diário (se você gosta de escrever, vai ser […]

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Quando se trata de maneiras de aliviar o stress e estimular a criatividade, as febres já foram de mahamudra a livros de colorir. Como eu não levo jeito para nenhum dos dois, acabei descobrindo um novo viés de autoajuda: os livros interativos. Basicamente, a maioria deles funciona como um diário (se você gosta de escrever, vai ser dar muito bem com eles) e vem com tarefas que devem ser cumpridas em todas as páginas. O mais famoso deles é o da canadense Keri Smith, chamado Destrua este Diário. A graça da publicação está em – adivinhe – destruir a obra a cada pedido das páginas. Picotar, colar, levar para o banho (sério) se mostram algumas das propostas da edição, que vendeu 1,5 milhão de cópias só nos Estados Unidos.

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Apesar de muitos terem sido lançados no ano passado, uma boa leva está chegando nas livrarias este ano. O nosso representante paulistano, Minha Vida Dava um Livro, alcançou as prateleiras em maio e foi escrito por dois blogueiros da capital. Além das tarefas, há também trechos de livros famosos, como A Culpa das Estrelas e até uma receita de como fazer cerveja amanteigada, bebida da série Harry Potter (<3). Apesar de às vezes você poder se sentir um pouco bobo, o legal desses livros é que você realmente acaba se conhecendo um pouco mais e, no final, vê que dá para se divertir e relaxar cumprindo tarefas completamente aleatórias.

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– DESTRUA ESSE DIÁRIO

destrua esse diário

Lançado pela canadense Keri Smith em novembro de 2013, o livro foi um dos pioneiros a desafiar o leitor a cumprir os desafios propostos na obra. De um jeito (super) divertido, o objetivo é destruir o livro. Então, se você, como eu, é bem cuidadoso com seu acervo, trata-se de um bom exercício para simplesmente desapegar e enxergar a obra como um pedaço de papel. Entre tarefas como “leve este livro para o chuveiro com você” ou “preencha essa página quando estiver realmente irritado”, a ideia é relaxar, se divertir e refletir sobre a vida de um jeito despretensioso. Há duas opções de capa – a laranja conta com mais jeitos de destruir o livro. (Editora Intrínseca, 224 páginas, 24,90 reais)

– 1 PÁGINA DE CADA VEZ

“Isto é só papel” é o que diz a primeira página deste diário, lançado em agosto do ano passado. também segue a linha que incentiva o leitor a ser desapegado com a obra. De Adam J. Kurtz, o livro faz as perguntas e propostas mais inusitadas que você poderia imaginar. Afinal, um dos objetivos da obra está em “apreciar as surpresas da vida”. Mas precisa coragem para seguir algumas instruções, como a que pede que “tire um dia de folga e mande um e-mail para o seu chefe com uma desculpa”. Constantemente, o diário pergunta se você está bem e sugere que você se permita regalias. Uma das páginas diz: “se dê de presente aquela coisa!”. Além das tarefas divertidas, no final é inevitável não ficar com um pouco mais de autoconfiança. :) (Editora Paralela, 368 páginas, 24,90 reais)

1 página de cada vez

Confira o “booktrailer”:

-TERMINE ESTE LIVRO

Outra obra de Keri Smith, autora de Destrua esse Diário. Lançado em agosto do ano passado, o livro tem até uma trama: Keri supostamente encontrou algumas páginas soltas abandonadas em um parque e agora é tarefa do leitor se tornar o novo autor da publicação. Embora a ideia de receber “treinamento em técnicas de espionagem” pareça um pouco bobo – e (me) faça querer rir -, na verdade a proposta se mostra bem interessante. Em uma das tarefas, é preciso ir a algum lugar público e “criar biografias imaginárias para as pessoas que chamem atenção”. Pelo menos, há a garantia de que a sua criatividade será estimulada. (Editora Intrínseca, 208 páginas, 34,90 reais)

termine este livro

– LISTOGRAFIA

Um pouco diferente dos demais, convida o leitor a intervir na obra e colocar no papel interesses, memórias e sonhos em forma de lista. Lançado em novembro de 2014, incentiva os leitores a se conhecerem um pouco mais. “Liste o que você tentaria salvar se a sua casa pegasse fogo”, “liste as suas músicas preferidas” e “liste o que mudou em você desde a adolescência” são algumas propostas do projeto. (Editora Instrínseca, 160 páginas, 34,90 reais)

– CONSTRUA SEU DIÁRIO

Já na capa, o objetivo é claro: “estimule sua criatividade e questione seus pensamentos”. A obra foi lançada em novembro de 2014, mas acho um pouco menos emocionante do que os demais. Cada página vem com uma tarefa para que, no final, o livro se torne um diário completo. (Editora Discovery, 128 páginas, 24,90 reais)

construa seu diário

– ISTO NÃO É UM LIVRO

Isto na verdade é um conjunto de apontamentos que você deve cumprir. O livro, lançado em abril, acaba estimulando sua criatividade até o limite, ao fazer você tentar criar ou decifrar o que seria cada página. Uma das tarefas diz que “isto é um trecho de outro livro” e pede ao leitor para pegar algum livro aleatório e escrever a “primeira frase em que puser os olhos”. Keri Smith novamente assina a obra interativa. (Editora Intrínseca, 224 páginas, 29,90 reais)

isto não é um livro

– MINHA VIDA DAVA UM LIVRO

minha vida dava um livro

Dois blogueiros paulistanos são os autores desse livro interativo, lançado em maio deste ano. Guilherme Cepeda e Larissa Azevedo deram início a uma trilogia, que começa com Minha Vida Dava um Livro. O próximo, ainda sem previsão de lançamento, será intitulado Minha Vida Dava Um Filme. Essa edição, para os fãs de literatura, reúne tarefas que incentivam o leitor a escrever sonhos, citações e lembranças. Além disso, conta com citações de obras como A Culpa é das Estrelas e até uma receita da famosa cerveja amanteigada da série Harry Potter. (Única Editora, 160 páginas, 24,90 reais)

minha vida dava um livro 2

– COMO SER FELIZ (OU, NO MÍNIMO, MENOS TRISTE)

Escrito por Lee Crutchley, é praticamente uma crítica aos livros de autoajuda. Já na apresentação, o autor afirma que esse livro “não fará você feliz” e afirma que “os livros menos capazes de mudar sua vida são aqueles que mais prometem fazê-lo”. Como o público alvo são as pessoas que se sentem tristes, a pretensão aqui está em fazer o leitor entender o que está errado e por que ele se sente assim. “Faça uma colagem de preocupações”, liste “algumas coisas que você nunca fez” e “desenhe ou liste suas imperfeições” são algumas das tarefas. (Editora Paralela, 160 páginas, 24,90 reais)

como ser feliz

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