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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

De tempos em tempos, o cinema dá uma repaginada na história do professor que, aos trancos, tenta ganhar a confiança de uma turma complicada. A premissa,  eternizada em Ao Mestre, com Carinho, de 1967, volta à baila neste drama sobre  um migrante argelino (o ótimo Mohamed  Said Fellag) escolhido por uma escola de Montreal para conduzir uma classe de pré-adolescentes abatidos pela perda  trágica de uma professora. Segredos do novo funcionário  — e também dos jovens, não tão inocentes quanto parecem  — serão revelados por um roteiro  bem amarrado e plausível, clichês à parte. O enredo surpreende no retrato do luto  infantil e ao enfocar, sem pieguice, o cotidiano incerto dos refugiados políticos. Em 2012, o longa do Canadá perdeu o Oscar de melhor filme estrangeiro para o iraniano A Separação,  favorito absoluto ao prêmio. Em uma disputa menos apertada, a fita teria boas chances de conquistar a estatueta. Estreou em 10/05/2013.

Do palco para a tela: o roteiro do filme baseia-se na peça Bashir Lazhar, de Évelyne de la Chenelière.

    info
  • Direção: Philippe Falardeau
  • Duração: 94 minutos
  • Recomendação: 14 anos
  • País: Canadá
  • Ano: 2011
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