Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical

VejaSP
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Resenha por Dirceu Alves Jr.

“Não quero que me imitem. Não quero ninguém atrás de mim. Tenho muito medo de ser porta-voz de qualquer coisa”. Nesta declaração de 1988, Cazuza já profetizava o inevitável. O talento instintivo e avassalador, o temperamento explosivo, a linguagem única e libertária, fizeram dele um ícone sem precedentes na cultura contemporânea produzida no Brasil. Muito mais do que isso: ainda que à revelia foi, mesmo sem pretender sê-lo, o grande cronista da juventude brasileira dos anos 80. Morto em 1990, aos 32 anos, no auge da carreira, foi alçado a precoce e definitivo mito no imaginário brasileiro. O espetáculo reúne alguns dos maiores clássicos de Cazuza tanto em carreira solo quanto com a banda Barão Vermelho, como “Pro Dia Nascer Feliz” e “Codinome Beija Flor”. Também os hits ‘Bete Balanço’, ‘Ideologia’, ‘O Tempo não para’, ‘Exagerado’, ‘Brasil’, ‘Preciso dizer que te amo’ e ‘Faz parte do meu show’estão presentes no roteiro, que ainda reserva espaço para composições de Cazuza que ele nunca chegou a gravar, como ‘Malandragem’, ‘Poema’ e ‘Mais Feliz’. Com Osmar Silveira como Cazuza, Susana Ribeiro, Marcelo Várzea, Fabiano Medeiros, André Dias, Carolina Dezani, Carlos Leça, Igor Miranda e outros. Direção de João Fonseca.

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Miguel Barbieri Jr

A primeira montagem de Cazuza — Pro Dia Nascer Feliz estreou em 2013 e trouxe à tona o talento de Emilio Dantas no papel-título. Já famoso, Dantas virou astro de novelas, como A Força do Querer e Segundo Sol, e passou, definitivamente, o bastão para Osmar Silveira, que já era integrante do espetáculo. E olha que surpresa: o Narciso de Segundo Sol revela-se um substituto à altura. O musical cobre, basicamente, os fulgurantes oito anos de carreira do gênio indomável agenor de Miranda araújo Neto — do difícil começo com a banda Barão Vermelho, em 1982, até sua morte, em decorrência da aids, em 1990. Estão presentes também as festas regadas a cocaína, o affair com Ney Matogrosso, a tumultuada relação com Serginho (Bruno Narchi), a amizade com Bebel Gilberto e com seu produtor, Ezequiel Neves (numa ótima caracterização de André Dias). Tudo temperado, é claro, com hits que marcaram a geração dos anos 80 e que continuam embalando as rádios e as playlists, como Pro Dia Nascer Feliz, Ideologia, Brasil, Preciso Dizer que Te Amo e Codinome Beija-Flor (165min). 14 anos. Reestreou em 19/7/2019. Teatro Porto Seguro. Alameda Barão de Piracicaba, 740, Campos Elíseos. Sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 19h. R$ 75,00 a R$ 150,00. Até 25 de agosto.

    info
  • Direção: João Fonseca
  • Duração: 120 minutos
  • Recomendação: 14 anos
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