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Zona Oeste

Saiba quais são os espetáculos que você pode ver na região oeste de São Paulo

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Doze Homens e Uma Sentença
O elenco de Doze Homens e Uma Sentença: o drama dirigido por Eduardo Tolentino de Araújo (Foto: João Caldas)

Confira abaixo a lista com peças em cartaz na Zona Oeste

  • De William Shakespeare (1554-1616). Uma das peças mais montadas do mundo, a tragédia ganha encenação do diretor Ron Daniels. Com surpreendente energia, Thiago Lacerda dá vida ao atormentado príncipe dinamarquês. O velho rei acaba de morrer, e seu filho não é o sucessor ao trono. O poder fica com o irmão do monarca, eleito pelo congresso e com quem a rainha viúva logo se casa. Assim, o protagonista se encarrega de vingar a morte do pai para recuperar a coroa. O diferencial surge justamente de uma transposição fiel da trama em uma estrutura clássica, mas que dialoga com o público e reflete a atualidade da história. Com Antonio Petrin, Selma Egrei, Eduardo Semerjian, Anna Guilhermina, Roney Facchini, Marcos Suchara, Rafael Losso e outros. Estreou em 19/10/2012. Até 03/02/2013.
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  • Adaptação de Zé Henrique de Paula para peça de Tony Kushner. Em 2010, o diretor Zé Henrique de Paula e os atores do Núcleo Experimental apresentaram uma versão integral da peça Casa/Cabul, do dramaturgo americano. O resultado foi um grande equívoco. Agora, o grupo lança uma revisão do projeto, mais voltada para o intimismo do que para a visão política dos conflitos entre Ocidente e Oriente, e surpreende com uma encenação multifacetada. Chris Couto interpreta uma dona de casa inglesa que, durante a leitura de um guia de viagem sobre o Afeganistão, mergulha na cultura e nas relações de um território devastado pela violência. Com Tony Giusti, Renata Calmon, Eric Lenate, Herbert Bianchi, Nábia Vilela e outros. Estreou em 16/10/2012. Até 07/02/2013.
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  • De Maurício Guilherme. Se fossem apresentadas como quatro esquetes independentes, as histórias poderiam até funcionar. Na tentativa de estabelecer uma trama linear, no entanto, o resultado ficou desconexo e um tanto sem graça. Inspirada na estética do cinema noir, a trama mostra uma velha mansão e as pessoas que por ela transitam em diferentes épocas. Um corretor de imóveis, uma sóbria governanta, um casal de irmãos e duas primas maquiavélicas são alguns dos personagens vividos pelos atores Marcos Veras, Júlia Rabello e Beatriz Morelli.. A direção de Jô Soares revelou bom gosto ao estabelecer uma unidade plástica entre as histórias, mas pecou ao apresentar a atriz Mariana Santos como uma mestre de cerimônias. Os jogos dela com a plateia e principalmente a luz acesa do teatro entre as histórias quebram por completo o clima de suspense e a proposta noir. Estreou em 22/06/2012. Até 24/8/2014.
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  • O drama da autora espanhola Angelica Liddell conta a turbulenta vida conjugal de Elsa e Mateo (interpretados por Amália Pereira e Angelo Coimbra). Os dois foram vítimas de maus-tratos na infância e vivem um em função do outro, principalmente depois que tiveram a filha assassinada. Com Lauanda Varone. Estreou em 16/8/2012. Prorrogado até 2/11/2013.
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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • Adaptação de Maria Adelaide Amaral para obra de Cormac McCarthy. Fábio Assunção estreia na direção teatral com a adaptação de The Sunset Limited, do autor de Onde os Fracos Não Têm Vez. O drama explora a relação entre dois homens de passados distintos. Black é um ex-presidiário e fundamentalista evangélico, o oposto de White, um professor ateu. Black (interpretado por Guilherme Sant’Anna) salva White (papel de Cacá Amaral) de uma tentativa de suicídio e o leva para seu apartamento, onde é desenvolvida a ação. Assunção construiu uma encenação cuidadosa para narrar o embate filosófico, religioso e moral dos personagens, apoiado em uma bela iluminação e no sólido trabalho dos atores. O excesso discursivo, no entanto, torna-se muito fatigante, principalmente pela linearidade da trama e pela falta de um detalhamento cênico que suavize a recepção da mensagem. Estreou em 31/08/2012. Até 25/11/2012.
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  • A Cia. Hiato impressionou com Cachorro Morto (2008), Escuro (2009) e O Jardim (2011). Nesta montagem, o grupo comandado pelo dramaturgo e diretor Leonardo Moreira recorre sem o mesmo equilíbrio aos limites entre a vida e a criação artística. Relatos biográficos dos atores e as relações com os integrantes de suas famílias norteiam os monólogos, que podem ser vistos dois a dois a cada noite. As atrizes Luciana Paes e Paula Picarelli apresentam-se nas quartas. Nas quintas têm vez os solos de Maria Amélia Farah e de Thiago Amaral. Aline Filócomo e Fernanda Stefanski encenam nas sextas. Apenas dois dos seis solos, o de Luciana e o de Thiago, cumprem — e primorosamente — o objetivo de abolir a percepção entre ator e personagem, fundindo invenção e memória. Estreou em 09/10/2012. Até 21/8/2015.
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  • De Alan Ayckbourn. Um exemplo de que o bom teatro resulta da comunhão de um texto de qualidade levado à cena por um diretor seguro e um elenco afinado. Escrita em 1985, a tragicomédia é centrada em uma mulher (Denise Weinberg) que enfrenta uma crise. Enquanto imagina a família ideal, com um marido carinhoso, um irmão protetor e uma filha atenciosa, o que vê são pessoas incapazes de lidar com a realidade. Entre a loucura e a lucidez, ela mascara a frustração. Acomodada no palco que reproduz um jardim, a plateia compartilha da intimidade desses conflitos e, principalmente, do irretocável desempenho de Denise. Com Maristela Chelala, Clarissa Rockenbach, Eduardo Muniz, Francisco Brêtas, Flávio Faustinoni, Mário Borges e Mário César Camargo. Estreou em 24/02/2012. Até 28/10/2012.
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  • Adaptação de Adolf Shapiro para romance de Ivan Turguêniev (1818-1883). Publicado pelo escritor russo em 1862, o romance homônimo deu origem ao espetáculo da Mundana Companhia, a mesma de O Idiota — Uma Novela Teatral. O médico Bazárov (papel de Sérgio Siviero) é um niilista declarado, incapaz de acreditar no amor, na arte ou na religião. Em viagem pelo interior da Rússia, ele deixa rastros da frieza de seu pensamento e da ironia que destila. Uma encenação excessivamente realista tira o brilho da montagem. Apesar dos bons atores — principalmente Siviero e Sílvio Restife — o ritmo fica comprometido e deixa claro quen faltou fôlego teatral para a adaptação. Com Beatriz Morelli, Donizeti Mazonas, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luís Mármora, Sofia Botelho, Sylvia Prado e Vanderlei Bernardino. Estreou em 29/09/2012. Até 11/11/2012.
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  • Adaptação de Flávio Marinho para peça de Stephan Elliott e Allan Scott. Baseado no filme de 1994, o musical traz três drag queens que vão, em um ônibus batizado de Priscilla, até o deserto australiano. Além de apresentarem um show, Mitzi (Luciano Andrey), Felicia (André Torquato) e Bernardette (Ruben Gabira) carregam razões pessoais para enfrentar a viagem. A produção deixa a desejar em requisitos fundamentais para o gênero. Além de os figurinos serem irregulares, o ônibus está diante de um cenário pouco atraente. A direção desperdiça um investimento na linguagem teatral. Com Saulo Vasconcelos, Leandro Luna, Simone Gutierrez e outros. Estreou em 17/03/2012. Até 09/12/2012.
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  • De Nelson Rodrigues. O diretor Zé Henrique de Paula foi corajoso ao transformar em musical a tragédia de 1947. A história de dona Eduarda (Einat Falbel) e Misael (Tony Giusti), que acabam de perder a filha caçula, está intacta. Pedaço de Mim e A Ostra e o Vento, de Chico Buarque, e A Ilha, de Djavan, figuram entre as onze canções inseridas na trama. Interpretadas pelo elenco na companhia de Fernanda Maia ao piano e Luciana Rosa no violoncelo, vez ou outra elas soam excessivas, mas o bom trabalho dos 21 atores garante a tensão dramática. Estreou em 21/08/2007. Prorrogado até 19/11/2012.
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  • Espetáculo circense / Circos

    Circo Zanni
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    A trupe circense entra em curta temporada no Sesc Pinheiros, com um espetáculo que mescla criações inéditas com números clássicos revisitados, novos cenários e figurinos. Números aéreos com liras, tecidos, corda marinha, trapézio em balanço, acrobacias, números de equilíbrio no arame, mágicas e palhaçadas preenchem o palco ao som da banda. Dias 22, 23 e 24/7/2016.
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  • De Esmir Filho e Ismael Caneppele. Misto de teatro, cinema e instalação, a montagem se baseia na experiência dos autores e da pesquisadora Marta Machado durante um inverno em Berlim na virada de 2009/2010. O trio registrou em câmeras e procura repetir ao vivo para os espectadores o que se passou por lá. Com Ismael Caneppele, Ernesto Filho, Julia Feldens, Inés Efrón, Juliane Elting e Daniel Beerstecher. Estreou em 29/09/2012. Até 18/11/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO