Memória

Chefão do Santos de Pelé, Zito deixa legado de vitórias

Líder do time que empilhou troféus nos anos 50 e 60, ex-jogador morreu aos 82 anos

Por: Maurício Xavier

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O gol sobre a Checoslováquia na final de 62 e as diferentes camisas que usou no Peixe (abaixo): campeão de tudo (Foto: Folhapress)

O futebol brasileiro perdeu no último domingo (14) um dos jogadores mais vitoriosos da história. Morto aos 82 anos de causa não confirmada (sua saúde estava debilitada desde o acidente vascular cerebral sofrido no ano passado), o ex-volante Zito conquistou quase tudo o que era possível, no Santos e na seleção brasileira. Nascido em 8 de agosto de 1932 na cidade de Roseira, no interior paulista, José Ely de Miranda atuou pelo Taubaté até se transferir para o Peixe, em 1952.

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Ali fez parte do esquadrão alvinegro que colecionou títulos nos anos 50 e 60. Mais que isso, virou seu capitão e líder. Se ascendência moral fosse mais valorizada que excelência técnica, o Santos de Pelé seria certamente conhecido como o Santos de Zito. São célebres as broncas que aplicava no rei. Meia de técnica e raça, o Gerente, como também era chamado, jogou ainda como zagueiro e lateral, fazendo 57 gols em 727 jogos.

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As várias camisas utilizada pelo jogador (Foto: folhapress)

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Levantou nove taças do Paulistão e cinco do Brasileirão, além de conquistar o bicampeonato da Libertadores e do Mundial em 1962 e 1963. Foi titular nas Copas de 1958 e 1962, marcando de cabeça o gol na vitória de virada por 3 a 1 sobre a Checoslováquia, que garantiu o bi Mundial ao Brasil. Depois de se aposentar, trabalhou como coordenador das categorias de base da Vila Belmiro e revelou a geração de Diego e Robinho em 2000.

Fonte: VEJA SÃO PAULO