Bares

Woodstock Bar tem clima paz e amor

Com cenografia inspirada no universo hippie, a casa oferece bons shows de rock

Por: Fabio Wright

Woodstock Bar Brooklin 2220
O espaçoso salão, com o palco ao centro: público comportado (Foto: Mario Rodriges)

Um aviso aos mais velhos: este Woodstock Bar não é uma reencarnação do lendário endereço homônimo da Rua da Consolação — que movimentou a cena roqueira paulistana na década de 80 e recebeu shows de Legião Urbana, Capital Inicial, Titãs... Montada pelos empresários Chico Lowndes (do Estúdio Emme) e Rufino Ferreira (do Woodstock Bar original), a casa tem outra pegada, bem menos alternativa.

Fica numa travessa da Avenida Morumbi, no Brooklin, e atrai um público, digamos assim, mais careta. Segundo os donos, o espaço foi criado com o aval da Woodstock Ventures, a detentora da marca do histórico festival realizado em 1969 durante três dias numa fazenda nos Estados Unidos. Inspirada no universo hippie, a cenografia do grandioso salão inclui pôsteres de artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Santana.

Toda noite, a partir das 23h30, competentes bandas de rock (entre elas G2, Joe Roberts, Almirante Nelson e AI-5) mandam ver em hits que vão de Creedence Clearwater Revival a Pearl Jam. De colarinho ralo, o chope (Itaipava, R$ 6,00) apenas cumpre tabela. Prefira o cítrico e refrescante coquetel sweetwater (R$ 24,00), combinação em taça de martíni de gim, xarope de gengibre, licor de laranja Grand Manier e sucos de limão e laranja.

Dos petiscos, alguns com preços doídos, uma escolha menos cara recai sobre a bruschetta caprese (mussarela de búfala, tomate picado e uma folhinha de manjericão; R$ 19,00, seis unidades). Não deixe de subir ao mezanino, onde, além de um lounge e duas mesas de sinuca (R$ 30,00 a hora), há pendurada uma Kombi ano 1969 (modelo muito usado pelos hippies na época) repleta de desenhos psicodélicos.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO