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Direto do Brooklyn, dupla Wolf + Lamb se apresenta em São Paulo

Rapazes são convidados da festa MotherShip, no D-Edge; leia entrevista

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

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Wolf + Lamb: convidados especiais na 'MotherShip', no D-Edge (Foto: Divulgação)

Wolf + Lamb é considerada mais do que uma dupla de DJs. Formada por Zev Eisenberg e Gadi Mizrahi, os dois se conheceram durante uma das festas que Mizrahi organizava, no início dos anos 2000, no Brooklyn. A identificação veio instantaneamente e os dois lançaram não apenas o Wolf + Lamb como dupla de DJs, mas também como selo pelo qual divulgavam seus trabalhos digitalmente. No som, deep/techo house com elementos do funk e R&B.

Entediados com a cena nova-iorquina, os dois escolheram Williamsburg (bairro do Brooklyn) como refúgio. Alugaram um loft e fundaram o Marcy Hotel, onde reuniam artistas das mais diferentes áreas para convivência e festas underground. "É um lugar onde se dividem segredos", explicam os DJs, por e-mail à reportagem. Estenderam o raio de alcance e influência quando começaram a caçar talentos. Foram mais de setenta álbuns lançados pelo selo, que desde 2009 está entre os melhores do ano. Neste sábado (27), Wolf + Lamb comadam os pick-ups da festa MotherShip, no D-Edge. Com a passagem deles pela cidade, Veja São Paulo.com conversou com o duo, acompanhe:

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Wolf + Lamb: dupla responsável por festas underground no Brooklyn (Foto: Divulgação)

O que define um bom e um mau DJ? O bom senso de onde a música que tanto amamos e dividimos vem e ao mesmo tempo, acertar para onde está indo. Um bom DJ ensina. O que acontece é que, na maioria das vezes, as pessoas tocam só para vender mais garrafas de champanhe.

A parceria de vocês dois parece funcionar muito bem. Como explicariam isso? Nossa parceria é bem parecida com aquele jogo Jenga (jogadores vão removendo bloquinhos de madeira em uma torre sem deixar cair, criando uma estrutura cada vez mais alta e com menos peças na parte de baixo). Está, constantemente, sendo construído para cima e pode cair por inteiro, apenas para ser reconstruído. Além do respeito mútuo e da consciência de que não se encontra muitas pessoas na vida que o complete.

Como foi que vocês decidiram começar o Wolf + Lamb? Nós somos empresários e descobrimos que se a gente criasse uma marca bacana o suficiente, a gente conseguiria vender de tudo. Agora que já temos uma marca legal, nós não conseguimos descobrir o que vender. A não ser música.

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Wolf + Lamb: responsáveis por festas undergound no Brooklyn (Foto: Divulgação)

Quando foi que perceberam que Wolf + Lamb poderia ser mais do que a dupla de DJs? E por que decidiram expandir a marca? Tudo veio muito naturalmente para a gente. Não tem muito essa de realização, é mais sobre criar situações onde a gente tinha espaço. No começo, nós começamos a publicar nossas próprias ideias. Mas logo, nossos novos artistas viram na gente ideias excitantes e legais, o que tornou muito maior do que apenas a turma e o selo.

Quais são os outros projetos que vocês têm em vista? CrewLove.us. É o resultado de vários coletivos. Foi lançado algumas semanas atrás. É um espaço onde o público pode se juntar a nós de uma maneira muito mais íntima.

O que vocês conhecem da noite paulistana? Tocamos algumas vezes no D-Edge. Aparentemente é um cenário que está crescendo de uma forma bem legal. A gente sempre se diverte tocando aqui.

Onde vocês procuram por referências para a música de vocês? O que os inspira? Como todos os bons americanos, nossas únicas influências são lindos carros e lindas mulheres.

Quais são os artistas que influenciaram vocês? Neste último inverno, a gente foi bastante influenciado por Muddy Waters e Miles Davis. A gente está sempre tentando rastrear de onde vem a nossa influência para a dance music.

O que vocês estão ouvindo no momento? Sempre hip-hop, um pouco de soul, mas na sua maioria, Skrillex e Boyz Noise.

Fonte: VEJA SÃO PAULO