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Warner estuda pedir cancelamento de "Um dia em Hogwarts"

Empresa afirmou que encontro viola os termos de lincenciamento e estudará o caso com o departamento jurídico

Por: Alessandra Freitas - Atualizado em

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Participantes da primeira edição de "Um dia em Hogwarts", realizada no ano passado (Foto: Divulgação)

A venda dos apenas 1000 ingressos para o evento "Um dia em Hogwarts", marcado para novembro, no colégio Conde Domingos, no Tatuapé, está mobilizando a internet. A festa, porém, está ameaçada, devido às restrições promocionais da Warner, empresa que detém os direitos de Harry Potter.

No encontro, que está em sua segunda edição, a proposta é vivenciar um dia na escola do bruxinho inglês, com atividades como a tradicional seleção das casas, aula de feitiços e torneio de quadribol. 

Segundo Alexandre Tuttoilmondo, representante do licenciamento promocional da Warner no Brasil, a venda de ingressos caracteriza o evento como promocional, que deveria ter sido comunicado formalmente à empresa. "Também há um agravante, que é o fato de Harry Potter ser o único título da Warner que não permite promoções", explica Tuttoilmondo. Segundo ele, a restrição foi imposta pela própria J.K Rowling, autora dos livros. Nas demais marcas da empresa, é possível utilizar imagens para eventos ou promoções, pagando-se uma taxa de royalties - a única exceção é a saga do bruxinho.

Castelo do Harry Potter
O Hogwarts de verdade: inspiração (Foto: Divulgação)

"Todo o dinheiro arrecadado está sendo utilizado para investir no evento, não estamos lucrando com isso", afirma o professor Gustavo de Oliveira, organizador do encontro. O representante da Warner, entretanto, argumenta que não é possível ter esse controle para liberar o evento. Ele complementa dizendo que todos os produtos vendidos no evento teriam que ser de marcas licenciadas. "Iremos realizar uma reunião com o pessoal do departamento jurídico na segunda-feira para analisar o caso", diz Alexandre. O problema, de acordo com ele, é que o caso do evento "Um Dia em Hogwarts" é singular e, por isso, será necessário uma reunião para averiguar como o encontro poderia ser regulamentado. Uma saída poderia ser a devolução dos ingressos e que não fosse cobrada taxa de entrada, mas o representante afirma que as determinações legais só poderão ser estabelecidas após a reunião.

Gustavo analisa a possibilidade de colocar o projeto em uma página do Catarse, site de financiamento coletivo, para que o encontro se torne legal. "O custo do encontro é alto, por isso preciso da ajuda de outras pessoas", explica. O organizador do evento e o representante da Warner devem entrar em um acordo no início da próxima semana.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO