Polícia

"Vou sair daqui e cuidar da criança", diz mãe que jogou bebê no lixo

Karoliny Faustino afirmou à polícia que pretendia voltar para buscar o filho

Por: Nataly Costa

Karoliny Faustino
Karoliny está internada e sob escolta policial (Foto: Reprodução/Google)

A auxiliar de administração Karoliny Borges Faustino, de 23 anos, acusada de jogar o filho recém-nascido no lixo de um hospital na Zona Leste, disse à polícia não saber que estava grávida. Em depoimento prestado na madrugada desta quarta-feira (5), ela afirmou ainda que pretendia voltar para buscar o bebê. À reportagem de VEJASÃOPAULO.com, Karoliny se mostrou arrependida. "Vou sair daqui e cuidar da criança", disse. 

Internada no Hospital Geral da Vila Alpina, o mesmo onde ocorreu o crime, a jovem permanece sob escolta policial - um PM fica na porta do quarto durante 24 horas, com o apoio de duas viaturas. Como foi presa em flagrante, Karoliny sairá do quarto direto para um Centro de Detenção Provisória (CDP) e será julgada por tentativa de homicídio. O bebê, um menino de 2,6 quilos, está na UTI neonatal do mesmo hospital e passa bem. A Secretaria Estadual de Saúde encaminhou o caso ao Conselho Tutelar Tutelar e à Vara da Infância e da Juventude, que decidirá quem fica com a guarda da criança. 

Karoliny disse aos policiais que deu entrada no hospital com fortes dores na barriga e, até então, não sabia que estava grávida. Depois de ser medicada, pediu para ir ao banheiro e deu à luz um menino. As enfermeiras contam que ela mesma fez o corte do cordão umbilical e jogou a criança de cabeça para baixo em um saco de lixo de 30 litros, coberto com várias camadas de papel higiênico e amarrado pelas pontas. Depois disso, Karoliny fugiu. 

Uma outra paciente usou o banheiro em seguida e, notando a sujeira no chão, chamou uma das faxineiras para limpar. A faxineira percebeu um barulho no saco de lixo e chamou os enfermeiros, que encontraram a criança. A jovem foi identificada pelas câmeras de segurança e, depois de vários telefonemas da equipe de enfermagem, concordou em voltar ao hospital, onde foi presa em flagrante e internada para observação. 

No depoimento, Karoliny nega veementemente saber da gravidez, ao mesmo tempo em que justifica ter abandonado o bebê por medo do julgamento dos pais. Também disse que antes de receber o telefonema do hospital já estava decidida a voltar e resgatar a criança, mas "não teve tempo". Ela será ouvida novamente quando tiver alta. 

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO