Crise hídrica

Mesmo sem chuva, volume do Cantareira sobe e chega a 69 dias sem queda

Guarapiranga caiu 0,1 ponto percentual; demais sistemas permanecem estáveis

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Cantareira
Grafite pintado por Mundano na Cantareira (Foto: Luis Moura/WPP/Folhapress)

Mesmo sem chuva nas últimas 24 horas, o Sistema Cantareira registrou alta de 0,1 ponto porcentual no volume armazenado neste sábado (11). Segundo os dados divulgados diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o manancial, que é o mais prejudicado pela crise hídrica na região metropolitana, chegou a 19,9% de sua capacidade. É o 69º dia que o Cantareira fica sem registrar queda na reserva de água.

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Pelo novo método de cálculo usado pela Sabesp, o Cantareira passou de 15,3% para 15,4%. Há algumas semanas, a Sabesp passou a divulgar esse novo índice para a contagem da reserva do sistema, após pressão do Ministério Público Estadual.

Na prática, tanto a antiga metodologia quanto a nova consideram o mesmo volume de água armazenada disponível. O que muda é a base de comparação. Na antiga, a porcentagem resulta da divisão do volume armazenado pelo volume útil, que desconsidera as reservas técnicas, chamadas de volume morto. Na nova metodologia, a água disponível no manancial é comparada ao volume total, que traz a capacidade do Cantareira incluindo os volumes mortos 1 e 2.

Outros mananciais

O Sistema Guarapiranga, que é hoje o principal no abastecimento da região metropolitana de São Paulo, registrou queda de 0,1 ponto porcentual neste sábado e chegou a 84,0% de sua capacidade. Os sistemas do Alto Tietê e do Rio Grande ficaram estáveis, respectivamente em 22,2% e 97,0%. Rio Claro e Alto Cotia também não registraram oscilação e estão respectivamente com 45,4% e 65,0% de suas capacidades.

Fonte: VEJA SÃO PAULO