Memória

Volkswagen enfrenta demissões em massa e perda da liderança do Gol

Dispensa de 800 funcionários na semana passada resultou em uma greve de mais de 12 000 metalúrgicos na fábrica de São Bernardo do Campo

Por: Silas Colombo

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Fábrica da montadora em São Bernardo do Campo, nos anos 70: a primeira da companhia fora da Alemanha (Foto: Amilton Vieira)

Pioneira na indústria automobilística nacional, a Volkswagen anunciou a demissão de 800 funcionários na semana passada, o que culminou em uma greve de mais de 12 000 metalúrgicos na fábrica de São Bernardo do Campo. Uma das grandes responsáveis por incluir o ABC paulista entre as regiões com o maior PIB do Brasil, a unidade construída nas margens da Rodovia Anchieta foi inaugurada em 18 de novembro de 1959, com a visita do presidente Juscelino Kubitschek, sendo a primeira da marca instalada fora da Alemanha.

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Troca de turno de metalúrgicos, nos anos 80: a unidade do ABC empregava mais de 40 000 (Foto: Divulgação)

Entre as décadas de 70 e 80, as dependências da montadora serviram de palco para movimentos políticos do sindicato da categoria, então liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, a companhia vivia seu ápice por aqui e empregava mais de 40 000 pessoas em uma área de 1,6 milhão de metros quadrados, o que lhe rendeu o apelido de “A Cidade Volkswagen”. Nos últimos meses, no entanto, a exemplo de outras marcas do setor, a empresa foi afetada pela desaceleração da economia. Até seu principal produto, o popular Gol, inabalável no posto de carro mais vendido do país por 27 anos, sofreu um revés. Em 2014, o veículo acabou sendo ultrapassado no ranking por seu maior concorrente, o Fiat Palio.

Fonte: VEJA SÃO PAULO