Educação

Violência contra a mulher é tema de redação do Enem

Professores consideram assunto mais fácil que o do ano passado, a respeito da publicidade infantil

Por: Veja São Paulo

Redação Enem
Simulado de redação do Enem: tema de 2015 veio direto do noticiário (Foto: Carlos Cecconello/Folhapress)

Depois de citar a pensadora feminista Simone de Beauvoir entre as questões no primeiro dia, o Enem 2015 teve a violência contra a mulher como tema da redação neste domingo (25). Os candidatos precisaram discorrer sobre a recém-promulgada lei do feminicídio, que impõe penas mais rígidas para os assassinatos contra pessoas do sexo feminino.

Para a professora de redação Maria Aparecida Custódio, do Curso e Colégio Objetivo , o tema é muito pertinente e previsível, uma vez que a lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff este ano. "A prova é elaborada no primeiro semestre e o assunto esteve muito presente no noticiário da época. Fizemos até simulados contemplando o tema", conta.

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Maria Aparecida acredita que falar sobre violência contra a mulher é mais fácil do que discorrer a respeito da publicidade infantil, mote da redação do Enem ano passado. "É uma discussão que está presente no nosso dia a dia, às vezes até dentro da casa dos alunos. E, diferente da questão da propaganda para crianças, não existe a favor ou contra. É indefensável". Para ter ido bem no texto, porém, o candidato precisava demonstrar uma conhecimento mais aprofundado sobre a questão, falando o que está sendo feito, o que falta avançar nesse campo e as questões sociais e culturais que envolvem o feminicídio.

"Os corretores do Enem consideram importante também um texto propositivo, que avance e mostre caminhos para resolver determinado problema. Acredito que os alunos não tenham encontrado dificuldade em falar sobre isso", afirma a professora.

No sábado (24), uma das questões mais comentadas nas redes sociais foi a que tinha uma frase de Simone de Beuvoir como enunciado: "ninguém nasce mulher, torna-se mulher". A pergunta era sobre a contribuição da filósofa francesa para a discussão sobre igualdade de gêneros na década de 1960.

 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO