Zona Sul

Bares para bebericar na Vila Mariana

Além do clássico Veloso e do pop Barxaréu, confira um roteiro de bons endereços boêmios na área mais badalada da região sul

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Dona Preciosa
No salão do Dona Preciosa: drinques com e sem álcool (Foto: Fernando Moraes)

Na Zona Sul, a Vila Mariana é o bairro com a vida noturna mais agitadada da região. A Rua Joaquim Távora, por exemplo, reúne bares para públicos diversos como o  Barxaréu, onde universitários se reúnem para bater-papo enquanto bebem cervejas em garrafa, e o Don Pancho, especializado em petiscos mexicanos. Por ali, destacam-se ainda o novo Caro Amigo, que recria a atmosfera boêmia dos anos 1950, e o clássico Veloso, famoso por suas caipirinhas.

Confira abaixo outros botequins que valem uma visita:

Academia da Gula: releve a aparência simples do miudinho salão de esquina, pois as ótimas receitas da terrinha valem a visita. Enquanto o prato não chega, delicie-se com os bolinhos de bacalhau, moldados na colher. O nobre pescado estrela ainda oito pratos. Pode vir ao forno com batata, cebola, pimentão e brócolis; à zé do pipo, coberto por purê de batata e gratinado; ou à brás (mesmo preço), desfiado e misturado com batata palha e ovo. Para beber, escolha entre as cervejas Original e Norteña e os vinhos d’além-mar, caso do tinto alentejano Chaminé2010.

Armazém Veloso
Armazém Veloso: serve petiscos como bolinho de arroz e as caipirinhas que fizeram a fama do vizinho Veloso (Foto: Mario Rodrigues)

Armazém Veloso: vizinho ao lotado boteco Veloso e do mesmo dono, serve a imperdível coxinha de frango com catupiry e o bolinho de arroz e linguiça calabresa. Graças a duas câmaras frias, o chope (Brahma) sai bem gelado, mas são as caipirinhas o maior chamariz. Discípulo do barman Souza, João Monteiro encarrega-se do preparo das dezessete versões. Uma dica: a de tangerina com pimenta dedo-de-moça. Nas tardes de sábado, há feijoada na cumbuca.

Caro Amigo Bar
O bem cuidado salão do Caro Amigo: happy hour badalada (Foto: Lucas Lima)

Barnaldo Lucrécia: o casarão tem como marca a brasilidade, seja pela decoração com peças de barro e palha, seja pela programação ao vivo, voltada à MPB. Nas sextas e sábados, chega a ter dois shows simultâneos, um em cada andar. Do cardápio, prove o bolinho de feijoada.

Barxaréu: alunos do vizinho prédio de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) dão um clima universitário ao boteco, um dos pioneiros da Rua Joaquim Távora. Num ambiente bem simples, com mesinhas na calçada, turmas de amigos esvaziam garrafas de cerveja de golinho em golinho. Entre as marcas disponíveis estão Original, Serramalte e Brahma Extra, Stella Artois mais as belgas Leffe e Hoogarden. Quem opta pela porção mix do tacho pode escolher até quatro bolinhos, como o de massa de polenta e recheio de costela desfiada.

Caro Amigo: ecos dos anos 50 aparecem nos azulejos e pastilhas das paredes e no painel assinado pelo artista plástico Eduardo Kobra, uma recriação do Largo São Bento. No fim da tarde, turmas bem-arrumadas de trintões curtem a happy hour nas mesas de madeira e nas banquetas à beira do amplo balcão. Além do chope Brahma (claro e black), tirado com correção, circulam por lá drinques como a adocicada caipirinha de frutas verdes. Na hora de comer, prefira as carnes servidas na grelha. Receita do proprietário, a polpetinha traz seis saborosos bolinhos de superfície crocante e interior rosado. Eles chegam ao lado de legumes grelhados, molho chimichurri e farofas de coco e de maracujá.

Don Pancho 2166
Don Pancho: sombreiros e artesanato decoram o salão de cores vibrantes (Foto: Mario Rodrigues)

Ciao! Vino & Birra: antes mais focada nos vinhos, a casa reforçou suas sugestões de cerveja. A oferta subiu para 110 rótulos, a exemplo da americana Samuel Adams Boston Lager, de coloração âmbar. Na hora de petiscar, aposte no bolinho de quatro queijos empanado com macarrão cabelo de anjo.

Don Pancho: no burburinho da Rua Joaquim Távora encontra-se este autêntico bar-restaurante mexicano, montado por Javier Valero, nascido em Monterrey, no México. A maioria dos pratos foge ao padrão das casas tex-mex, a exemplo do mole poblano — coxa e sobrecoxa de frango cobertas por molho superpicante de cacau e quatro pimentas. Quem prefere receitas menos ardidas pode apostar nos tacos (tortilha de milho), dourados na frigideira. O al pastor traz de recheio um saboroso pernil desfiado, marinado em laranja e temperos. Para beber, há cervejas do país dos sombreiros, como a Dos Equis, e trinta rótulos de tequila, entre eles o Herradura Reposado.

Dona Preciosa: com ou sem álcool. No Dona Preciosa, o cardápio é politicamente correto. Há uma série de drinques não alcoólicos (versões de limonada, chás com frutas e coquetéis) destinados aos motoristas e abstêmios das turmas que aportam no ambiente de jeitão rústico. E eles são ótimos. Um exemplo: o surpreendente e refrescante coquetel de capim-santo, lichia e limão, que chega à mesa no copo alto. Mas ali é um bar, e a grande variedade de destilados e drinques também agrada. Nessa categoria, vá de grand manhattan, feito com Jack Daniel’s, vermute e colarinho de cerveja Guinness e acompanhado de um pint da cerveja. Nos comes, o cardápio exibe vocação de restaurante — entradas, saladas, massas e carnes. Para petiscar, peça o puff de mandioca, bolinhos crocantes de purê do tubérculo.

Genuíno - ambiente
O ambiente dos fundos da choperia Genuíno: espaçoso e arborizado quintal (Foto: Rogério Soares/Divulgação)

Genuíno: um dos pioneiros do pedaço, o bar hospedado num casarão dos anos 30 serve um dos melhores chopes (Brahma) da região, com colarinho de pelo menos três dedos de altura. Do trio de ambientes, o mais bacana fica nos fundos — um quintal arborizado de cobertura retrátil. O variado cardápio inclui manjubinha empanada no fubá, escondidinho de costela bovina e pratos como o picadinho de filé-mignon acompanhado de arroz, farofa, ovo frito, banana à milanesa, caldinho de feijão e dois pastéis. Nas tardes de sábado, um grupo de chorinho e MPB embala a feijoada, servida em bufê.

Jabuti: poucas coisas mudaram neste endereço desde a abertura, na década de 60. O clima de boteco e os bons peixes e frutos do mar, sua especialidade, continuam atraindo clientes. Entre as sugestões estão o macio polvo ao vinagrete, a sardinha escabeche, a manjubinha recheada com creme de camarão e isca de merluza. Fazem companhia aos petiscos o chope (Brahma) e a batida de amendoim, que leva licor de cacau.

Joca Távora 2186
Ambiente com balcão e varanda do Joca Távora: a cerveja chega às mesas em baldes cheios de gelo triturado (Foto: Fernando Moraes)

Joca Távora: concorrido endereço da Rua Joaquim Távora, reúne desde grupos de estudantes das faculdades vizinhas até casais em busca de um lugar para namorar. A disposição do espaço, com um salão avarandado na entrada e outro mais reservado ao fundo, auxilia nesse perfil versátil. Servido nas versões simples e ao alho e óleo, o galeto assado na brasa tem tempero apurado e satisfaz duas pessoas. Pode-se incrementar o prato com a conserva de cebola com azeitonas. As cervejas vêm em baldes cobertos de gelo picado para manter a temperatura.

Legítimo: a especialidade deste endereço são as famosas linguiças de Bragança Paulista, no interior do estado. Entre as dezoito opções está a curiosa à cuiabana, de carne bovina mais pimenta-de-cheiro e queijo de coalho. O preço da porção varia. Para acompanhar o petisco, vá de chope (Brahma). Escudos de times de futebol de todo o país decoram as paredes e cinco TVs de plasma transmitem os jogos da rodada.

Paróquia: num imóvel de esquina que já abrigou uma antiga mercearia, é um dos sucessos da movimentadíssima Joaquim Távora. Geralmente bem tirado, o chope Brahma detém a preferência na hora de beber. O cardápio valoriza as pedidas vindas do mar, como a casquinha de camarão, que consiste num bobó de camarão servido numa forminha de massa de farinha. Tem boa saída também a lula à doré, em porção generosa.

Sacra Rolha - 2191
O salão com mesas iluminadas por velas do Sacra Rolha: ambiente charmoso (Foto: Mario Rodrigues)

Sacra Rolha: sua atmosfera contrasta com a dos agitados bares da vizinha Rua Joaquim Távora. Possui velas nas mesas e uma charmosa varanda na entrada, que caem bem para quem procura sossego para um bate-papo a dois. A carta de bebidas dá ênfase aos espumantes e aos vinhos. Entre borbulhas engarrafadas, figuram o nacional Casa Valduga Arte Brut, o cava Freixenet Cordón Negro e o Prosecco di Valdobbiadene Anella Andreani. Um tinto interessante do cardápio é o argentino Trapiche Broquel Pinot Noir 2010. Para acompanhar, escolha a fondue de queijo.

Santa Clara Batataria: o despretensioso endereço tem como especialidade a batata rosti. A receita de origem suíça pode ganhar vinte combinações de recheio, entre elas frango ao curry, chili (carne moída, molho de tomate e pimenta fraca ou forte), carne-seca com requeijão e caprese (tomate, mussarela e manjericão). As versões pequenas chegam acompanhadas de salada. Para beber, há cervejas como Stella Artois, Xingu e Heineken na versão long neck e cinco rótulos de vinhos, a exemplo do malbec argentino Uxmal 2011.

caipirinha tangerina espanhola Veloso
Veloso: à espanhola é uma caipirinha com tangerina importada na cachaça (Foto: Léo Feltran)

Veloso: eleito pela segunda vez o melhor boteco da cidade no especial “Comer & Beber”, o Veloso tem mesas cobiçadíssimas. Os principais patrimônios do local são a coxinha de frango com catupiry e as imbatíveis caipirinhas do barman Souza. Uma imperdível é a de tangerina com pimenta dedo-de-moça.

Vila Milagro: de visual rústico e animado por MPB ao vivo, serve pizzas moldadas em formato retangular. Pode-se escolher entre dois tamanhos: estreito (20 centímetros de largura; para duas pessoas) e largo (30 centímetros; para três). Entre as quarentas coberturas está a chamada moringa, que combina mussarela, tomate-cereja, pesto de rúcula, hortelã picada e molho de tomate. Arremate a visita com uma das versões doces (goiabada com catupiry). Para bebericar, há cervejas em garrafa de 600 mililitros e uma pequena lista de vinhos, da qual faz parte o italiano Caldora Yume Montepulciano D’Abruzzo D.O.C 2007.

Fonte: VEJA SÃO PAULO