Comportamento

Moradoras da Vila Leopoldina criam grupo para reunir as mães do bairro

Elas dividem receitas, trocam dicas de maternidade e discutem criminalidade na região; página no Facebook tem mais de 2 900 membros

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Mães da Leopoldina
Ana Kika Chaves e Juliana Dias Gomes, que criaram um grupo de discussão para as mães da Vila Leopoldina, em um happy hour que reuniu algumas delas (Foto: Divulgação )

A nutricionista Ana Kika Lanari Chaves participa de dez grupos no WhatsApp e quase 100 no Facebook sobre maternidade. Mãe de Bernardo, de 7 anos, e Sofia, de 4 anos, ela encontrou nesses fóruns dicas de assuntos diversos, de receitas a serviços. Foi lá que conheceu a advogada Juliana Dias Moraes Gomes, mãe de Murilo, de 11 anos e Heloisa, de 5 anos e  voraz por informações. Descobriram que eram vizinhas e marcaram um café. No mesmo dia, criaram a página “Mães da Leopoldina”, um grupo secreto no Facebook para trocar ideias com outras moradoras do bairro da Zona Oeste.

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No coletivo privado de mais de 2 900 membros só entram mulheres. Entre as discussões, aparecem, por exemplo, indicações de restaurantes e médicos, discussões políticas, anúncios de doação de uniforme escolar e fotos dos filhos.

Também surgem denúncias de lugares perigosos, com alertas de crimes no bairro. Em 2015, até outubro, foram três homicídios, 1264 furtos, sete estupros e 602 roubos registrados pelo 91º DP, da região do Ceagesp.

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Não só as moradoras da Vila Leopoldina podem acessar a página, mas ainda quem trabalha nos arredores. Para participar, é preciso ser convidado por outro membro. “A ideia é conhecer melhor o pedaço”, diz Ana. “Queremos também sair um pouco do mundo virtual, marcando encontros.”

Neste ano, as amigas organizaram dois happy hours em um restaurante que reuniram mais de 150 pessoas. Algumas chegaram tímidas, mas ao lembrarem dos papos animados na internet, se descontraíram. “Podemos fazer amizades, conversar sobre qualquer coisa, desde que sejam respeitadas as regras do grupo”, disse Juliana. São onze, no total, entre elas: respeito, bom senso e proibição de comercialização de produtos. "Não queremos que vire classificados." 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO