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Nova versão do Vanquish, Volante é mais veloz e sai por 340 000 euros

Modelo conversível do número 1 dos lançamentos da Aston Martin supera os 300 quilômetros por hora

Por: Joaquim Oliveira, de Munique - Atualizado em

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O Vanquish Volante numa autoestrada alemã: 317 quilômetros por hora de velocidade máxima (Foto: Divulgação)

Se o Vanquish Volante foi lançado em 2012 como o modelo mais apaixonante da gama Aston Martin, o que dizer da versão 2015? O conversível foi aperfeiçoado naquilo que mais interessa num carro: revisões mecânicas importantes produziram ganhos em rendimento e consumo. Já é o resultado da injeção de tecnologia bancada pela Mercedes, desde 2013 dona de 5% do capital da montadora inglesa. Agora, com uma nova liderança e a presença dos alemães em seu negócio, a marca alada britânica, surgida há pouco mais de um século, pensa em duplicar a atual produção anual, de cerca de 4 000 unidades, nos próximos cinco anos.

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A principal novidade do Volante em relação à geração anterior é a estreia do câmbio automático de oito marchas, assinado pela ZF, fabricante alemã que é referência em tecnologia nessa área. A nova versão dispõe de quatro programas de condução, que incluem passagens de caixa em velocidade supersônica (até 130 milésimos de segundo), capacidade de adaptação notável no modo de direção “drive” e redução de consumo na ordem dos10% em comparação com a transmissão automática anterior, de seis velocidades.Em termos de performance,o veículo agora é capaz de passar de 0 a 100 quilômetros por hora em quatro segundos. Com isso, o Vanquish supera, pela primeira vez, os 300 quilômetros por hora de velocidade máxima. São 317 quilômetros por hora, ainda que menos do que os 325 quilômetros por hora ao alcance do cupê. 

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Por fora, apenas alguns retoques tornam a roupagem do Volante mais agressiva e sedutora. O interior reproduz a mesma ideia da lei da mínima melhora. Apesar da presença de um ou outro componente plástico - pouco convincente num automóvel dessa estirpe -, reinam o couro de primeira, o alumínio, o carbono cristal (na chave de ignição com o logo da Aston) e o vidro no console. No quesito espaço para motorista e passageiros, é mais honesto considerar que se trata de um dois-lugares com um generoso espaço para colocar as sacolas de compras nos bancos de trás. O bagageiro improvisado funciona como extensão bem-vinda para os 279 litros da capacidade disponível no compartimento traseiro para as malas.

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O capô pode ser retirado ou recolocado eletricamente em catorze segundos, a uma velocidadede até 48 quilômetros por hora. Nossos primeiros quilômetros com o Volante foram rodados sob chuva, teste perfeito para a (boa) estabilidade da capota de lona, que só em velocidade emite algum ruído no contato com o vento. Quando o tempo secou, aceleramos essa massa de 2 toneladas em traços sinuosos. A suspensão é firme tanto no modo de direção “normal” quanto no “esporte”, uma das vantagens de uma distribuição de peso quase equitativa pelos dois eixos.

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O que não quer dizer que, à medida que aumenta o ronco poderoso do motor, a traseira não tenha tendência para ganhar vida em curva. É preciso conduzir com muita atenção e pulso forte, mesmo com a proteção do autoblocante. Elogios ainda para a direção precisa, e para a potência dos freios.Eles ainda têm as mesmas seis pinças fixas à frente e quatro atrás e continuam com o mesmo diâmetro de discos, agora modulados para ter uma “mordida” inicial mais forte. Para voos mais altos, há que aguardar a chegada dos motores fornecidos pela Mercedes-AMG - esses sim têm a pegada capaz de tornar o Volante ainda mais mágico (assim como o restante da família Aston Martin).

O know-how alemão deverá se refletir também na plataforma eletrônica, outro dos aspectos a ser revistos no Vanquish: o sistema de infotenimento (informação mais entretenimento) é pequeno, lento e datado, com ar de primeira geração de PlayStation. Por ora, portanto, o Volante fica a meio caminho da modernização total, que deverá acontecer ainda antes do fim desta década. Aos fãs mais ansiosos (e com 340 000 euros no bolso), esses pequenos defeitos da versão 2015 dificilmente vão funcionar como argumento para deixar de abrir a carteira. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO