Arte

A melhor coleção da metrópole

Quadros, esculturas, grafites e outros trabalhos emblemáticos que podem ser apreciados por aqui

Por: Julia Flamingo - Atualizado em

Sesc Pompeia
Sesc Pompeia   (Foto: FERNANDA CURY)

Sesc Pompeia

Em 1977, o Sesc incumbiu a arquiteta Lina Bo Bardi da árdua tarefa de redesenhar uma antiga fábrica de tambores sem desfigurar suas características originais. Quase dez anos de reformas foram necessários para que a ítalo- brasileira entregasse à cidade uma de suas mais belas construções: com cores vibrantes, tijolos e concreto aparentes, o complexo tornou-se um dos exemplos mais bem sucedidosde espaço público de lazer. Sesc Pompeia. Rua Clélia, 93, Pompeia.

Rosa e Azul, do francês Pierre-Auguste Renoir
Rosa e Azul, do francês Pierre-Auguste Renoir (Foto: EDUARDO ORTEGA)

Rosa e Azul

Uma das mais célebres peças do acervo do Masp, a tela tem autoria do francês Pierre-Auguste Renoir. Datada de 1881, retrata as irmãs Alice e Elisabeth, aos 5 e 6 anos de idade, respectivamente. Trajadas graciosamente, com o mesmo vestido e lacinho na cabeça, elas diferenciam-se pela cor dos tecidos, um azul e o outro rosa, tonalidades frequentemente presentes nas obras do pintor impressionista. Masp. Avenida Paulista, 1578, ☎ 3251-5644

O Sepultamento de Pietá, de Victor Brecheret
O Sepultamento de Pietá, de Victor Brecheret (Foto: BIA PARREIRAS)

Sepultamento

Mesmo aqueles que não gostam de cemitérios precisam admitir: há séculos eles são um templo para obras de arte. O da Consolação reúne 400 monumentos, entre eles a premiada escultura de Victor Brecheret. Feita de mármore, a peça adorna o jazigo de Olívia Guedes Penteado, incentivadora do grupo dos modernistas, falecida em 1934. As formas sóbrias e lineares do artista abordam a temática da morte com serenidade. Rua da Consolação, 1660, Consolação.

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Beco do Batman, na Vila Madalena, retratado pelo leitor Luis Saraceni  (Foto: LUIS SARACENI)

Beco do Batman

Localizado entre as vielas do bairro boêmio da Vila Madalena, é parada obrigatória para os amantes das artes de rua. Sua história começou na década de 80, quando o homem-morcego foi pintado em um dos becos da região. A ideia atraiu artistas urbanos de todos os pontos da cidade, que hoje disputam espaço em uma das suas paredes: a fila de espera pode durar meses. A cada visita, um novo grafite ainda mais criativo e colorido pode ser encontrado no local. Ruas Gonçalo Afonso e Medeirosde Albuquerque, Vila Madalena

Edifício Copan
Edifício Copan  (Foto: LUIZ AURELIANO)

Edifício Copan

Na década de 50, Oscar Niemeyer desenhou um prédio em formato de “S” e imponente (com 115 metros de altura). Os cerca de 5 000 residentes deste edifício cartão-postal dividem-se em 1 160 apartamentos das mais variadas dimensões. Avenida Ipiranga, 200, centro.

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Tomie Ohtake no Auditório Ibirapuera (Foto: INSTITUTO TOMIE OHTAKE)

Tomie Ohtake no Auditório Ibirapuera

A combinação entre o projeto do Auditório Ibirapuera (assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer) e a escultura em forma de onda avermelhada no hall interno do prédio (com autoria de Tomie Ohtake) faz do local um espetáculo para os olhos. Instalada em 2004, a peça que deu vida ao interior da arquitetura do teatro foi uma solução tridimensional para o que poderia ser uma simples tela ou mural. Não à toa, o painel de 20 metros de extensão era a obra pública preferida da aclamada artista japonesa naturalizada brasileira. Auditório Ibirapuera, Parque do Ibirapuera, portão 3, ☎ 3629-1075.

Aranha, escultura da artista franco-americana Louise Bourgeois
Aranha, escultura da artista franco-americana Louise Bourgeois  (Foto: FLAVIO KAUFFMANN)

Aranha

Esta escultura de 200 quilos é marca registrada da artista franco-americana Louise Bourgeois, que passou mais de sessenta anos criando obras inspiradas no aracnídeo. Desde 1997, quando foi inaugurada, a obra, adquirida por 450 000 dólares, serve de ponto de encontro embaixo da marquise do Ibirapuera. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, ☎ 3063-2149.

Minha Mãe Morrendo, de Flávio de Carvalho
Minha Mãe Morrendo, de Flávio de Carvalho (Foto: Divulgação)

Série Trágica

Flávio de Carvalho realizou um dos seus mais célebres trabalhos no leito de morte de sua mãe, em 1947. Composta de nove desenhos, a série retrata os últimos respiros de dona Ophelia Crissiuma de Carvalho, e, assim como a vida que desaparece, os traços dos desenhos se tornam cada vez mais invisíveis. MAC. Avenida Pedro Álvares Cabral,1301, Vila Mariana, ☎ 2648-0254.

Caipira Picando Fumo, de Almeida Júnior
Caipira Picando Fumo, de Almeida Júnior  (Foto: PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO/DIVULGAÇÃO)

Caipira Picando Fumo

No lugar de seguir os elementos da pintura clássica europeia, como ocorria durante o século XIX, Almeida Júnior inspirou-se na realidade brasileira. Assim, retratou a cultura caipira e regionalista utilizando jogode cores e de luz e sombra, o que torna este um dos quadros mais impressionantes da coleção do museu. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, centro

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Paraler, da artista Regina Silveira  divulGação (Foto: Divulgação)

Paraler

Um mosaico com 2 milhões de placas de porcelanato criado pela artista Regina Silveira preenche a calçada em frente à Biblioteca Mário de Andrade com a palavra biblioteca escrita em várias línguas. Rua da Consolação, 94, centro.

Casa Modernista
Casa Modernista  sylvia masini (Foto: Sylvia Masini)

Casa Modernista

Primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil, a construção foi projetada em 1927, pelo arquiteto russo Gregori Warchavchik, para ser sua própria residência. A casa foi reaberta em 2008 para visitação. Rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, ☎ 5083-3232.

Reencontro no Tempo, escultura de Nathalie Decoster
Reencontro no Tempo, escultura de Nathalie Decoster  (Foto: Mario Rodrigues)

Rencontre du Temps

O tema dos trabalhos de Nathalie Decoster é, frequentemente, o homem. Na área externado MuBE, duas figuras abordam a temática da ação e circulação das pessoasno mundo. MuBE. Avenida Europa,218, Jardim Europa, ☎ 2594-2601.

Mosteiro de São Bento
Mosteiro de São Bento elena  (Foto: Elena Vettorazzo)

Mosteiro de São Bento

A atual construção, projetada pelo arquiteto alemão Richard Berndl, já é a quarta versão do prédio da congregação, que teve sua pedra fundamental lançada em 1598. Largo de São Bento, s/nº, centro,☎ 3328-8799.

 Trabalhos em óleo sobre papel arroz, de Mira Schendel
 Trabalhos em óleo sobre papel arroz, de Mira Schendel (Foto: romulo Fialdini)

Mira Schendel

Os trabalhos em óleo sobre papel arroz marcam a produção da artista plástica suíça radicada no Brasil e são o ponto alto da coleção do museu. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, ☎ 5085-1300.

Ed
Edifício 360°  Fernando Guerra (Foto: Fernando Guerra)

Edifício 360°

Um dos prédios residenciais mais cobiçados da cidade, foi construído em 2013 pelo arquiteto Isay Weinfeld, com uma bela vista panorâmica e um espelho d’água de borda infinita. Rua Camburiú, 651, Lapa.

Série Corte/madeira I, de Sergio Camargo
Série Corte/madeira I, de Sergio Camargo   (Foto: Romulo Fialdini)

Sergio Camargo

A série Corte/madeira I contém parte das centenas de esculturas de cilindros brancos que fizeram de Sergio Camargo um dos maiores artistas ligados ao construtivismo. IAC. Rua Doutor Álvaro Alvim, 90,☎ 3255-2009.

Mural d’OSGEMEOS
Mural d’OSGEMEOS   (Foto:  Lost art/inacio aranovich)

Mural d’OSGEMEOS

As intervenções artísticas da dupla de irmãos grafteiros Gustavo e Otávio Pandolfo podem ser encontradas nos quatro cantos do mundo, mas foram as ruas do bairro do Cambuci que se tornaram a inspiração deles. OS GEMEOS deixaram sua marca por lá com um projeto realizado em 2008, para a revitalização da região. O mural traz os emblemáticos personagens amarelados que habitam mundos imaginários. Nesta narrativa, um estrangeiro parece chegar a uma terra desconhecida, onde já vive uma nativa. Rua Cezário Ramalho, s/nº, Cambuci.

Retirantes, 1944, de Cândido Portinari
Retirantes, 1944, de Cândido Portinari (Foto: Divulgação)

Retirantes

Os personagens sofridos e a natureza desértica do quadro de Candido Portinari denunciam os problemas sociais encontrados por migrantes na primeira década do século XX. A obra faz parte da série de mesmo nome criada afm de colocar sob os holofotes a realidade encoberta na época: desnutrição, seca e alto índice de mortalidade no Nordeste do país. Masp. Avenida Paulista, 1578, ☎ 3251-5644.

Capa da revista Klaxon, número 5, de 15 Setembro de 1922
  Capa da revista Klaxon, número 5, de 15 Setembro de 1922  (Foto:  J.S. Rangel)

Klaxon

A primeira revista modernista fez barulho quando foi lançada, após a Semana de 1922, por nomes como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Anita Malfatti. As nove edições reuniam os ideais da vanguarda artística do país. Biblioteca Brasiliana. Rua da Biblioteca, s/nº,Cidade Universitária, ☎ 2648-0317.

Bienal de São Paulo, projetada por Oscar Niemeyer
Bienal de São Paulo, projetada por Oscar Niemeyer (Foto: Divulgação)

Bienal de São Paulo

Projetado por Oscar Niemeyer, o pavilhão é uma referência mundial pela escala monumental dos salões e pelos mezanino sem forma de serpente. Parque do Ibirapuera, portão 3,☎ 5576-7600.

praça das artes
Praça das Artes (Foto: Pedro Vannucchi/ FolhaPress)

Praça das Artes

A premiada construção é um deleite para os olhos e os ouvidos: recebe maravilhosos concertos musicais. Av. São João, 281, Sé, ☎ 4571-0401

Pincelada tridimensional, obra de Marcello Nitsche
Pincelada tridimensional, obra de Marcello Nitsche (Foto: Divulgação)

Pincelada Tridimensional

A obra de Marcello Nitsche faz do Jardim das Esculturas, vizinho à Pinacoteca, uma tela a céu aberto. Parque da Luz, Bom Retiro.

Estêncil de Daniel Melim
Estêncil de Daniel Melim  (Foto: Tiago Queiroz)

Quadrinhos

Com 33 metros de altura, o estêncil de Daniel Melim dá um tom lúdico à região da Luz, e remete às histórias em quadrinhos ao estilo de Roy Lichtenstein. Avenida Prestes Maia, 931, centro.

Caleidoscopio, no Metro Brás
Caleidoscopio, no Metro Brás   (Foto: monumentos.art.br)

Caleidoscópio

Mesmo embaixo da terra e na correria do dia a dia, os paulistanos têm a oportunidade de interagir com belas obras de arte. Na Estação Brás do metrô, da Linha 3 — Vermelha, por exemplo, Amelia Toledo instalou 25 placas de inox, algumas foscas, outras espelhadas ou coloridas, em diferentes tons de azul. Sua disposição forma um labirinto e cria o efeito da brincadeira cromática sugerida pelo título da peça. Estação Brás do metrô, Linha 3 — Vermelha.

Fachada do Solar da Marquesa de Santos, no Pátio do Colégio
  Fachada do Solar da Marquesa de Santos, no Pátio do Colégio (Foto: Fernando Moraes)

Solar da Marquesa

Domitila de Castro Canto e Melo, amante de dom Pedro I e também conhecida pelo título de marquesa de Santos, manteve este casarão entre suas propriedades de 1834 a 1867. Remanescente das residências urbanas do século XVIII, o local foi tombado em 1971 e conserva parede de taipa de pilão e pau a pique. Objetos pessoais, como cartas de amor trocadas com o imperador, fazem do museu uma ótima visita para os apreciadores de história. Rua Roberto Simonsen, 136 , , ☎ 3241-1081.

Vitrais-no-saguão-da-Faap
Vitrais da Faap (Foto: Divulgação)

Vitrais da Faap

Baseados em obras de artistas brasileiros consagrados, como Bruno Giorgi, Lasar Segalle Tarsila do Amaral, os painéis que formam o vitral e a claraboia do hall do prédio da universidade têm autoria de Conrado Sorgenicht. A técnica utilizada por ele é a mesma adotada desde a Idade Média: cada faixa de cor é recortada de um vidro colorido e colocada em um suporte de chumbo. MAB-FAAP. Rua Alagoas, 903, Higienópolis,☎ 3662-7198.

Prédio da Fiesp na Avenida Paulista
Prédio da Fiesp na Avenida Paulista   (Foto: Priscila Zambotto)

Fiesp

Circulam mais de 3 000 pessoas por dia pelo prédio em forma de pirâmide localizado no meio da Avenida Paulista. Assinado pelo escritório Rino Levi Arquitetos Associados e pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo também abriga o Centro Cultural Fiesp. No acesso pela Alameda Santos, há um mosaico de mais de 500 metros de Roberto Burle Marx. Avenida Paulista, 1313, ☎ 3549-4499.

Mural d’OSGEMEOS
Mural d’OSGEMEOS   (Foto:  Lost art/inacio aranovich)

Edifício Louveira

Localizado em Higienópolis, o endereço foi concebido para que seus jardins se confundissem com a Praça Vilaboim. Sem grades, o prédio é integrado à cidade e traduz o principal objetivo do seu arquiteto, Vilanova Artigas: a criação de espaços de convivência. Ele também nunca deixou de pensar na estética dos seus projetos e fez deste um dos prédios residenciais mais bonitos da capital. Praça Vilaboim, 144, Higienópolis.

Retrato de Dom João VI, de Jean Baptiste Debret
Retrato de Dom João VI, de Jean Baptiste Debret (Foto: antonio caetano)

Dom João VI

Jean-Baptiste Debret e Charles Simon Pradier são os autores da gravura de cobre produzida no século XIX. Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Avenida Morumbi, 4077, Morumbi, ☎ 2144-7150.

Dobraduras de ferro, de Amilcar de Castro
Dobraduras de ferro, de Amilcar de Castro  (Foto: monumentos.art.br)

Amilcar de Castro

As dobraduras de ferro deste artista mineiro são verdadeiras pérolas espalhadas por São Paulo. Na Praça da Sé, a escultura de 3,5 metros de altura sugere uma nova leitura do espaço ocupado pela arte. Praça da Sé, centro.

Fonte: VEJA SÃO PAULO