Roteiro

Veja todas as exposições que estão em cartaz

Fique de olho nas mostras abertas ao público paulistano

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

Spectres
A obra de Dan Flavin: uma das vinte peças da seleção 'Spectres' (Foto: Stephen Flavin/Artists Rights Society (Ars)/David Zwirner, New York, London)

Confira abaixo as exposições que estão em cartaz em museus e galerias:

 

 

 

  • Após se surpreender com a qualidade das telas feitas por pacientes psiquiátricos que nunca haviam estudado arte, Abraham Palatnik decidiu repensar seu trabalho. Abandonou os traços figurativos e partiu para a arte cinética, vertente que explora efeitos visuais com base em movimentos. A retrospectiva em cartaz no MAM evidencia a importância do artista, hoje com 86 anos: ele foi pioneiro no país ao introduzir mecanismos e iluminação em suas obras. Aparelho Cinecromático, por exemplo, é uma caixa com lâmpadas coloridas e hastes de metal que balançam atrás de uma tela quase transparente. O jogo de luz e sombra dá a impressão de uma pintura. Em Objetos Cinéticos, as estruturas giratórias e os fios de arame tão conhecidos de Palatnik lembram o que seriam os desenhos de Miró se eles pudessem se mexer. A exposição ainda traz alguns móveis e quadros, feitos de ripas, de relevos ou óleo sobre tela. De 3/7/2014. Até 15/8/2014.
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  • Estão reunidas na mostra obras realizadas por artistas modernos e contemporâneos em formato bidimensional ou que discutem o seu limite. Há pinturas, relevos e esculturas de nomes como Paulo Pasta, Marco Giannotti e Iole de Freitas. Até 27/7/2014.
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  • Caos é uma série de retratos inédita no Brasil. São dez telas feitas com pinceladas de tintas vibrantes sobre um fundo preto-prata, que se sobressai em todas as imagens. A mostra faz um resgate de retratos dentro da História da Arte e refletem o caos de onde o ser humano veio e para onde ele vai um dia. De acordo com o artista, a utilização das tintas metálicas na composição faz com que as telas reflitam a luz de maneira diferente de manhã, à tarde e à noite, transmutando-as conforme a mudança das horas. Preços não fornecidos. Até 12/7/2014.
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  • Serão exibidas telas produzidas nos últimos dois anos pelo artista paulistano. Em seu trabalho mais recente, formas geométricas de cores vibrantes criam as composições quase sempre abstratas. De 23/6/2014 a 9/8/2014.
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  • Os principais momentos da arte modernista no Brasil estão sintetizados em cinquenta obras do acervo da Pinacoteca. Um prato cheio para quem quer entender mais esse movimento. Isso porque, além dos diversos textos que contextualizam as peças e a vida dos artistas, a curadoria da mostra Arte no Brasil: uma História do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo optou por dispor os trabalhos de um jeito que ficasse fácil ver quais eram os temas recorrentes e como esse estilo evoluiu. Em uma das paredes, por exemplo, há quatro quadros de casas de Volpi colocados lado a lado que evidenciam sua aproximação com o abstracionismo. Se no primeiro, Mogi das Cruzes, de 1935, as construções surgem bem caracterizadas, no último, Fachada IV, de 1960, restam apenas as formas geométricas. Ainda se pode observar a predileção de Di Cavalcanti por pintar mulheres sensuais, além da preocupação de Lasar Segall em retratar temas e personagens brasileiros, como em Bananal, de 1927. Também está lá Antropofagia, de Tarsila do Amaral, inspiração para Oswald de Andrade escrever o Manifesto Antropófago. Na segunda sala ficam telas mais técnicas de paisagens típicas de São Paulo, caso do Anhangabaú, da Freguesia do Ó e do Pico do Jaraguá, feitas nas décadas de 30 e 40. De 19/10/2013 a 27/12/2015.
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  • A mostra sofre com um conceito pouco claro, que separa criadores de pegada autoral forte daqueles dedicados a catalogar e dar novos significados a imagens preexistentes. Esqueça a teoria e concentre-se na seleção de 47 obras. Uma das pérolas da coleção, o guache Personagem Atirando uma Pedra num Pássaro, do catalão Joan Miró, destaca-se ao lado do expressionismo de Karel Appel e Iberê Camargo. O imenso óleo Claudius é uma rara chance de ver uma tela do alemão Gerhard Richter no Brasil. Até 27/7/2014.
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  • Para comemorar os cinquenta anos da primeira turnê dos Beatles nos Estados Unidos, o consulado britânico reuniu cinquenta peças, entre objetos pessoais, fotos e discos da banda de Liverpool. A exposição traz uma linha do tempo que apresenta momentos importantes na vida de John, Paul, George e Ringo e marcos do grupo, como lançamento de trabalhos e shows emblemáticos.  Os fãs poderão conferir um contrabaixo Hofner com assinatura de Paul McCartney e os discos de ouro das músicas Hello, GoodBye e She Loves You. Há ainda itens autografados da banda Quarrymen (conjunto de John Lennon que deu origem aos Beatles) e o convite da festa onde Paul e John se conheceram. De 9/6/2014 a 12/07/2014
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  • Atividades cotidianas, festas típicas e o imaginário brasileiro estão representados em 400 obras vindas de diferentes partes do país. Os artistas são, em sua maioria, de zonas periféricas ou rurais que contam através de esculturas de barro, instalações e objetos, a cultura das margens do Rio São Francisco, do Vale do Jequitinhonha, Alto do Moura, em Pernambuco, entre outras regiões. Até 10/8/2014.
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  • Mostra da série idealizada a partir de recortes do acervo do Masp, Deuses e Madonas — A Arte do Sagrado reúne quarenta obras, inclusive algumas maravilhas bem conhecidas do público paulistano, caso da Anunciação, de El Greco, da Ressurreição de Cristo, de Rafael, e das quatro telas da série As Quatro Estações Hartmann, de Delacroix. Atente para a obra-prima São Jerônimo Penitente no Deserto, de Andrea Mantegna, recentemente restaurada no Museu do Louvre.
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  • As 67 obras da exposição Di Humanista foram divididas em núcleos que ilustram interesses do modernista: Vida Real, Mulheres, Boemia e Carnaval, Gente (Trabalhadores e Famílias) e Política. De 06/04/2013 a 27/10/2013.
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  • O lado polêmico de Flávio de Carvalho (1899-1973) é bem conhecido — ficou famosa a fotografia do artista andando pelo centro de saia e blusa bufante, com expressões de espanto à sua volta. Mas a exposição em cartaz na Oca, a nova sede do Museu da Cidade, quer ampliar o olhar do visitante. Organizada a partir de buscas em acervos paulistanos, a montagem exige um pouco de paciência para ler os textos exibidos. Ainda assim, vale a pena. Em um dos artigos escritos para a revista Vanitas, na década de 30, Carvalho ironizava os atores de Hollywood e afirmava que um dia eles seriam mais idolatrados que figuras religiosas — nada mais atual. Dos camarins do Teatro Municipal vieram figurinos criados pelo artista para o balé A Cangaceira, encenado em 1954, no qual os bailarinos ficavam rodopiando o tempo todo. No centro da mostra está a reprodução sonora da Experiência nº 2, episódio em que Carvalho, de chapéu, caminhou na direção oposta a uma procissão. Ele causou tanta ira que foi obrigado a se refugiar em uma delegacia para não ser linchado. Há ainda projetos arquitetônicos — nunca executados — e ilustrações. Prorrogada até 27/7/2014.
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  • Composta de 120 imagens clicadas de 1962 a 2010, Fronteiras Incertas: Arte e Fotografia no Acervo do MAC USP traça um panorama da produção fotográfica do último meio século, notadamente a partir da virada do modernismo para o contemporâneo. Sob curadoria de Helouise Costa, a mostra capta sobretudo o melhor que se praticou no gênero no Brasil nesse período, desde o realismo mágico celebrizado por Boris Kossoy na série Viagem pelo Fantástico, passando pela exploração do corpo humano por Claudia Andujar e Maureen Bisilliat até chegar à atual geração de Ding Musa e Edu Marin. Uma abordagem teatral e narrativa aparece nos trabalhos de Mario Cravo Neto (no ensaio O Fundo Neutro) e em The Deep Devotion of Veronique, do checo Jan Saudek. A alemã Candida Höfer prefere a austeridade para registrar o Palácio do Planalto, e Luiz Braga recorre a filtros noturnos em Nightvisions. A se lamentar apenas o núcleo mais experimental, representado por artistas poloneses dos anos 70, um tanto irregular. Até 27/7/2014.
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  • O inglês Gary Hume, que já concorreu ao Turner Prize (o mais importante prêmio britânico de arte), apresenta a mostra Lions and Unicorns, composta de colagens e pinturas inéditas. As telas e as esculturas apresentam formas geométricas em tons pastel e as colagens foram feitas a partir de fotografias antigas. Na sala do brasileiro Daniel de Paula há um poste de iluminação atravessando o recinto, um letreiro em neon que só acende se o espectador estiver imóvel e fotografias que acompanham publicações e mostram o artista interagindo com diferentes pontos de São Paulo. De 24/6/2014. Até 24/8/2014.
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  • Ao entrar no galpão, o público se insere no colorido e surreal mundo de personagens amarelos cercados por criativos cenários. A sala principal foi forrada de telas e instalações, que trazem o traço delicado e divertido da dupla. Em outro espaço, encontra-se uma escultura de 5 metros de altura, a maior já feita pelos irmãos. Eles inovam com a instalação interativa abrigada dentro de uma casinha que lembra as do Cambuci, bairro onde Gustavo e Otávio Pandolfo cresceram. Antenada com o desejo do público de registrar tudo com a câmera do celular, a exposição traz até um boneco para os visitantes tirarem fotos junto. Mas prepare-se: tanto sucesso tem formado uma fila que pode passar de duas horas. De 29/6/2014. Até 16/8/2014. + Saiba mais sobre OSGEMEOS, cujas obras custam 130 mil dólares e decoram a casa de famosos como Ronaldo e Johnny Depp
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  • Vista de cima, a estrutura cheia de galhos parece um resto de floresta que tomou a sala projetada por Oscar Niemeyer. Mas quem percorre a impressionante instalação Transarquitetônica, de Henrique Oliveira, por dentro — a obra se compõe de vários túneis — descobre um resumo dos tipos de construção feitos pelo Brasil. A entrada, com jeito de shopping center, é de um branco reluzente iluminado por lâmpadas frias. Logo na primeira curva se avistam tijolos sem reboco e, a cada passo, a precariedade aumenta. Paredes de pau a pique dão lugar a tapumes em passagens circulares cada vez mais estreitas com lâmpadas penduradas e fiação aparente. Um típico puxadinho brasileiro. “Queria fazer uma obra para ser vivida, que tivesse cheiro e som”, conta o artista, que recebeu o espaço de quase 1.600 metros quadrados vazio para realizar o que bem entendesse. Ele precisou de dois meses, mais de 200.000 parafusos, alvará de construção e permissão dos bombeiros para transformá-lo nessa curiosa experiência. Até 25/1/2015. 
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  • A retrospectiva é a primeira mostra em comemoração ao centenário do melancólico Iberê Camargo (1914-1994). Na seleção, focada em seus últimos cinco anos, há 145 obras produzidas entre as décadas de 40 e 90. Sua desilusão com a vida fica clara na série As Idiotas, exposta no 3º andar, o mais impactante de todos. Nela, personagens em tons roxos, de corpo caído e expressão débil, são retratados em fundos de cores semelhantes. Impressiona a escala das telas, considerando que Iberê beirava os 80 anos na época — As Idiotas (1991), por exemplo, tem 2,5 metros de largura. Seus carretéis também estão lá. A sobreposição de tintas marrons, cinza, brancas e pretas faz com que as formas só sejam perceptíveis devido à força das pinceladas. No subsolo, encontram-se rascunhos e gravuras, um passeio pelo processo criativo de um artista genial e solitário, que entrou para a história isolado em seu ateliê. De 3/5/2014 a 7/7/2014.
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  • A exposição apresenta 54 obras feitas em nanquim e guache sobre papel, produzidas em dias consecutivos, no começo da década de 60. Assim, o conjunto funciona como uma espécie de diário. Esses trabalhos marcam o começo da figuração na carreira do artista. Preço das obras: a partir de R$ 15.000,00.  De 31/5/2014 a 12/7/2014.
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  • O naïf de origem humilde descoberto em um concurso por críticos importantes, entre eles Pietro Maria Bardi e Lourival Gomes Machado, tem 41 trabalhos reunidos. Há cenas rurais, retratos, a natureza-morta matisseana Bule e Xícaras e a religiosa Ressurreição. Até 18/1/2014.
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  • Quem chegar ao espaço Pivô, no Edifício Copan, para visitar a mostra Projeto Gameleira 1971 correrá o risco de passar reto pela instalação. A intenção da artista mineira Lais Myrrha foi recriar os escombros de um acidente que matou quase 200 pessoas e foi praticamente esquecido. Eram tempos da ditadura, Médici presidia o Brasil e o projeto do Parque de Exposições de Belo Horizonte tinha sido desenvolvido por Oscar Niemeyer. As vigas (reproduzidas agora com madeira e gesso pintados) caíram durante o horário de almoço, matando os operários que dormiam embaixo delas. A vontade de apagar da história o episódio foi tanta que Lais precisou ir até o IML para conseguir o nome de todas as vítimas – os jornais da época só noticiavam 69 óbitos, sem maiores detalhes. “A obra discute o acesso à informação e a política brasileira de promover grandes construções”, diz Fernanda Brenner, fundadora do Pivô. O trabalho também questiona a omissão de Niemeyer, que nunca se pronunciou a respeito do caso. Toda a culpa caiu sobre o engenheiro Joaquim Cardozo, que, aos olhos de Lais, foi injustiçado. Até 2/8/2014.
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  • Boa parte das 147 fotografias de Retumbante Natureza Humanizada é exibida pela primeira vez. É a maior mostra já realizada do artista Luiz Braga, conhecido por registrar seu estado natal com cores marcantes. Aqui, no entanto, Belém e o interior do Pará surgem em preto e branco. Mas a intensidade de cada personagem retratado permanece. Rostos desconfiados, entregues à câmera, cliques roubados que — talvez pela experiência de Braga, na região há quarenta anos — parecem familiares aos olhos de quem vê as imagens. São cenários banais que cativam por sua simplicidade, com construções rústicas e chão de terra. Um exemplo é a foto Monster Woman, onde duas garotinhas aparecem em um parque de diversões típico de cidades pequenas. Há ainda um vídeo feito a partir de trabalhos desenvolvidos na Ilha de Marajó. Até 3/8/2014.
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  • O Museu de Arte Contemporânea da USP segue sem previsão de inaugurar por completo a sua nova sede, no antigo prédio do Detran. Enquanto isso, o térreo do edifício continua recebendo mostras de pequeno porte. Onze artistas que tiveram obras recentemente doadas ao museu estão na seleção. Entre eles aparecem Rosângela Rennó, Nazareno Rodrigues e Sandra Cinto.
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  • Parte de uma pesquisa que acontece na Pinacoteca desde 2009, a exposição conta com cerca de 40 fotografias realizadas entre 1970 e 2011 por Adenor Gondim, Arnaldo Pappalardo, Camila Buctcher, Claudia Guimarães, Cristiano Mascaro, Fifi Tong, Eduardo Simões, Eduardo Vilares, Fernando Lemos, Klaus Mitteldorf, Larry MacinTyre e Ricardo Alcaide. Até 17/2/2013.
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  • Muitas das 386 peças de Mayas: Revelação de um Tempo sem Fim deixam o México pela primeira vez. Em cartaz na Oca, a mostra é um testemunho da história de uma das civilizações pré-colombianas mais desenvolvidas e impressiona pela abrangência e pelos detalhes das obras. Nada do que está ali foi produzido pensando em valores artísticos. Os prisioneiros esculpidos em pedra tinham o objetivo de exibir a força do governante que venceu a batalha. Objetos de jade, belíssimos, eram postos junto aos mortos para servir como moeda de troca na próxima vida. Para entender o significado dos desenhos, é preciso abrir mão do olhar literal e procurar pelos símbolos. O Disco de Chichén Itzá (900-1250 d.C.), por exemplo, traz uma serpente emplumada, um animal poderoso que combina a fertilidade da terra com a capacidade de voo das aves. A exposição também apresenta alguns textos — a escrita maia foi desvendada há apenas duas décadas — com relatos de 400 milhões de anos atrás, quando o mundo teria se formado, e outros com datas futuras, o que colaborou para a mística em torno do calendário do povo maia. Até 24/8/2014.
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  • O que não se enquadra, que está à margem, excluído, parece guiar o interesse artístico do fotógrafo Miguel Rio Branco. Teoria da Cor apresenta quarenta trabalhos feitos em mais de cinco décadas de carreira. Logo na entrada, o submundo do interior brasileiro aparece em preto e branco. Penduradas em suportes de papelão, fotos retratam prostitutas, garimpeiros e carcaças de abatedouros de uma violência que mistura sangue e indiferença. Mesmo quando ampliadas e coloridas, as imagens focam cicatrizes ou roupas velhas das mulheres clicadas. A instalação Entre os Olhos, o Deserto aborda esse tema na divisa entre Estados Unidos e México ao projetar rostos, paisagens isoladas e objetos abandonados na fronteira. Em outro espaço, fotografias de tubarões impressas em lenços suspensos reproduzem as ondulações do mar. Aqui as cores vibrantes marcam a obra, que faz parte do acervo do Instituto Inhotim, de Minas Gerais, onde Rio Branco tem um pavilhão dedicado à sua produção. De atmosfera completamente diferente, uma sala decorada com espelhos antigos e mal iluminada por lâmpadas incandescentes que quase não deixam visíveis os recortes de jornal expostos traz música ambiente típica do cinema mudo. O que une toda a seleção, exibida em um andar da Estação Pinacoteca, é a potência das peças. A bela ambientação colabora para garantir a imersão no mundo sujo que o artista se propõe a explorar. Até 19/7/2014.
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  • Foi a participação na Bienal de São Paulo de 1981 que alavancou a carreira internacional do espanhol Miquel Barceló. Ele se tornou o artista vivo mais valorizado de seu país quando uma tela sua sobre uma arena de touradas foi vendida por 4,5 milhões de euros, em 2011. Ele divide o tempo entre ateliês em Maiorca, onde nasceu, Paris e Mali. No território africano, começou a trabalhar com cerâmica após aprender a técnica com as aldeãs locais. Há uma década sem expor no Brasil, Barceló apresenta quinze obras produzidas nos últimos seis anos. Lá estão algumas peças de cerâmica, que evidenciam o interesse do espanhol de 57 anos pelo primitivo. Um elefante de 4 metros de altura em exposição se equilibra sobre a própria tromba na escultura Elefandret, uma versão menor do que a que ocupou a praça Union Square, em Nova York, em 2012. Para isso, uma estrutura especial precisou ser montada para garantir que o chão suportasse as quase 2 toneladas de bronze. A mostra também traz pinturas feitas com pigmento vinílico, o que proporciona espessa textura às telas, como a Tomate Coeur de Baleine, em que um tomate aparece espatifado. De 29/5/2014 a 12/7/2014.
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  • As individualidades contidas nas multidões e sua ação transformadora norteiam a mostra. Lucas Bambozzi e Andrea Caruso, os curadores, reuniram obras que fazem refletir sobre o comportamento de massa. Na divertida Manifestations, intervenção realizada pelo coletivo russo Radek Community, quatro pessoas seguram cartazes na frente de pedestres que atravessam uma rua. Ao caminharem juntos, cria-se a impressão de que há uma grande manifestação. “É como nos protestos de junho de 2013, quando muitos nem sabiam o motivo dos gritos, só os repetiam”, explica Bambozzi. Na instalação Küba, o turco Kutlug Ataman dá voz a quarenta moradores da periferia de Istambul através de aparelhos de TV. Até 10/8/2014. Mostra aberta: plantonistas ficam no local para avaliar trabalhos de artistas interessados em participar da exposição.
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  • O Museu da Língua Portuguesa já fez bonitas homenagens a Jorge Amado e Guimarães Rosa e, mais recentemente, teve como tema a obra do cantor Cazuza. Agora, pela primeira vez, abre suas portas para as artes plásticas. Narrativas Poéticas — Coleção Santander Brasil apresenta 58 trabalhos do acervo do banco, entre pinturas, gravuras e desenhos. São obras de grandes nomes brasileiros, como Di Cavalcanti, Cícero Dias e Aldo Bonadei, combinadas com 46 fragmentos de poesias que encontram alguma relação com as peças. Os textos ficam espalhados pela sala de diferentes maneiras. Alguns foram impressos em relevo branco — e exigem esforço para ser lidos —, outros estão adesivados nas janelas, com um belo resultado visual. Também são projetados no chão ou vêm de grandes painéis sonoros. Uma série de fotografias de um edifício da cidade, feita por Cássio Vasconcellos, por exemplo, está acompanhada por frases de Mário de Andrade. O quadro Cabeças, de Siron Franco, por sua vez, “dialoga” com versos de João Cabral de Melo Neto e de Castro Alves e Série Amazônica Nº 12, de Ivan Serpa, se completa com um poema de Francisco Alvim. As conexões, que felizmente não são sempre óbvias, abrem-se para a interpretação do visitante. É saboroso deixar a imaginação levá-lo para bem longe. Há ainda telas menos conhecidas de Manabu Mabe, de influência cubista. Até 10/8/2014. Para tocar: há quatro obras feitas para deficientes visuais que reproduzem em alto-relevo os traços das pinturas.
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  • Para apresentar a vida e o trabalho de Jards Macalé, o Itaú Cultural criou a Macalândia, um espaço que traz referências da infância, do posicionamento político e, claro, das composições do artista. Fotos de sua primeira comunhão, uma cartinha que escreveu aos pais negociando a mesada, além de sua versão para a bandeira nacional, com “amor” ao lado das palavras ordem e progresso, entre outros 300 itens, fazem parte da Ocupação Jards Macalé. Uma passagem secreta, acessada por uma estante de livros giratória, leva a instalações interativas e bem-humoradas. Entre elas um banheiro, todo pichado com frases, onde o visitante pode assistir a trechos de performances sentado na privada. A ideia veio do show Sorriso Verão, de 1970, no qual vasos sanitários compunham o cenário. Quem puxar o gancho dos orelhões antigos ouvirá entrevistas com o cantor, que fez  parcerias com Gal Costa, Caetano Veloso e Torquato Neto. Mais adiante, um aviso na porta alerta: apenas maiores de 18 anos têm entrada permitida. Ali, estão revistinhas eróticas colecionadas pelo carioca. Na saída, um chuveiro dá um “banho musical” de Nelson Cavaquinho, com os áudios das canções que Macalé interpretou. De 31/5/2014 a 6/7/2014.
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  • Os três andares do Itaú Cultural estão ocupados com obras do arquiteto de maior prestígio do Brasil. Seus trabalhos foram divididos entre inéditos, que nunca foram construídos, clássicos, os que viraram símbolos da arquitetura modernista e há um andar inteiro para projetos pensados para o estado de São Paulo, onde os paulistas podem comparar o que o arquiteto imaginou e o que foi construído de fato. Com pegada futurista, computadores acionados com a proximidade da mão permitem pesquisar projetos. No total, estão expostas mais de 300 plantas, croquis originais, desenhos, além de sete maquetes de Niemeyer. De 5/6/2014 a 27/7/2014
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  • Considerado por críticos como o melhor da América do Sul, o acervo do Masp ganhou uma nova configuração dentro do projeto do curador Teixeira Coelho de periodicamente desenvolver recortes que possibilitem leituras diferentes da coleção. Passagens por Paris reúne 51 trabalhos de artistas relacionados de alguma forma com a capital francesa, considerada o centro mundial da arte na virada do século XIX para o XX. Vale a pena rever quatro maravilhas do holandês Vincent Van Gogh, raramente reunidas no museu, com destaque para as pinceladas grossas de Passeio ao Crepúsculo e Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy. Ainda há pérolas de Cézanne, Matisse e Vuillard. Estreou em 7/12/2013.
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  • Reduzida por anos a modos enfadonhos de exibição (“pintura francesa”, “pintura italiana”...), a preciosa coleção do Masp vem ganhando novos recortes temáticos desde 2007, graças aos esforços do curador-chefe do museu, Teixeira Coelho. Depois de A Arte do Mito, Virtude e Aparência, A Natureza das Coisas e Olhar e Ser Visto, chegou a vez de Romantismo — A Arte do Entusiasmo, composta de 79 obras. A tese é polêmica. Na opinião de Coelho, o gênero romântico não se limita ao movimento localizado historicamente na virada do século XVIII para o XIX. Representa, independentemente da época, um modo de o artista se relacionar com seu trabalho e o mundo ao redor, cada vez mais individualizado, intenso e em choque com padrões estéticos e morais. Dentro desse conceito, marcam presença nos nove módulos da exposição tanto nomes muito antigos, a exemplo de Hieronymus Bosch e El Greco, quanto os contemporâneos León Ferrari, Tomie Ohtake e Marcello Grassmann, autores de peças que costumam sair pouco da reserva técnica da instituição. A seleção passa por Van Gogh, Manet e Modigliani. Há ainda o desenho Cavaleiro, de Salvador Dalí, uma valiosa e infelizmente rara doação recebida pelo museu em 2008.
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  • Ao fundo, um menino grita desesperadamente. O motivo de tanta angústia: seu animal de estimação foi laçado e está sendo levado embora por um funcionário da carrocinha. A cena aconteceu em 1959, na Freguesia do Ó, e rendeu a Sérgio Jorge o primeiro Prêmio Esso de Fotojornalismo. Em cartaz na Casa da Imagem, a exposição Sérgio Jorge — Múltipla Trajetória traz essa foto e outras que completam a série, com o final feliz do garoto e seu cãozinho recuperado. Na seleção de 100 fotografias escolhidas de acervo de 60 000 imagens de Sérgio Jorge, há retratos de celebridades (como os estilistas Clodovil e Dener e a atriz Bruna Lombardi) e momentos importantes da história do Brasil. Um deles é a construção de Brasília, no tempo em que a cidade mais lembrava um cenário de faroeste, com casas de madeira e chão de terra batida. Além da inauguração da capital federal, o fotógrafo registrou a família do presidente Juscelino Kubitschek no novíssimo Palácio da Alvorada. Para quem gosta de esportes, a mostra ainda reúne cliques do pugilista Éder Jofre em defesa do cinturão, uma pose de Pelé na comemoração do milésimo gol e um flagrante do piloto José Carlos Pace (ao lado de Emerson Fitipaldi) em sua última corrida, antes do acidente que o matou. Até 10/8/2014.
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  • Um tema incomum no mundo das exposições guiou o curador francês Matthieu Poirier em Spectres: a fantasmagoria. Pequena, a mostra merece atenção pelo visual potente, capaz de mexer com a imaginação. As vinte obras usam recursos da ilusão de ótica ou trabalham os efeitos da luz para provocar uma sensação sobrenatural. No 1º andar, criam o clima uma videoinstalação de formas geométricas numa sala escura e a escultura Blue, Red and Yellow, Scale Model N.2, da belga Ann Veronica Janssens, uma caixa com painéis luminosos que solta fumaça. Subindo as escadas podem ser encontrados os itens mais interessantes. As lâmpadas fluorescentes características da produção do americano Dan Flavin inundam as paredes de vermelho. De seu conterrâneo Larry Bell, há uma peça composta apenas de um triângulo de vidro e um feixe de luz. Juntos, eles funcionam como um prisma que reflete as cores do arco-íris em um dos cantos da sala. O resultado só é visível na escuridão. Revelam-se semelhantes os quadros-holograma do californiano James Turell, com projeções de feixes vermelhos e verdes. Eles somem ou saltam para o centro do espaço de acordo com o ângulo de visão do visitante. Sobressai ainda um trabalho de um dos pioneiros da arte cinética, o argentino Julio Le Parc — uma lâmpada incandescente que oscila sozinha. Até 6/7/2014.
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  • Para montarem esta mostra em cartaz no Masp, os curadores Luiz Camillo Osório e Teixeira Coelho foram a Paris pinçar 150 peças, entre as cerca de 1.000 obras que ficam espalhadas por salas, quartos e pela biblioteca da casa de Sylvio Perlstein. Se num primeiro momento os trabalhos parecem não ter conexão uns com os outros, é porque o belga amealhou a coleção sem se prender a correntes estéticas: prevaleceram seu olhar e a amizade que ele tinha com os artistas. Essa proximidade rendeu luxos como os cartões-postais do japonês On Kawara. Baseadas em registros da vida cotidiana, as correspondências foram enviadas a Perlstein diariamente ao longo de dois meses. A exposição reúne outras joias. Do americano Roy Lichtenstein veio a tela Crying Girl (1964), um marco da pop art. Desse movimento também há exemplares de Andy Warhol e Jasper Johns. Pioneiro do abstracionismo, Wassily Kandinsky marca presença com Schwung (1922) e Marcel Duchamp, o precursor dos ready mades (a ideia de que um objeto já pronto pode ser arte), exibe L.H.O.O.Q., na qual pinta um bigodinho na Monalisa. De 6/6/2014. Até 10/8/2014.
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  • A mostra chama a atenção sobre como os pequenos objetos foram desaparecendo das telas ao longo dos séculos. O curador-chefe do museu, Teixeira Coelho, explica: "As obras serão organizadas da maior para a menor importância dos detalhes, a começar por uma carta na mão de um personagem até o desaparecimento do pormenor na arte contemporânea". Entre as 60 obras expostas, Teixeira destaca Retrato do Conde-Duque de Olivares, de Diego Velázquez, e Retrato do Cardeal Cristoforo Madruzzo, de Ticiano. Na primeira, veem-se as diferentes texturas do tecido da roupa do conde e os objetos que carrega na cintura. Já na segunda, há um relógio no canto da tela.
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  • Narcisista, obcecada, louca. Muito se diz sobre a japonesa Yayoi Kusama, de 85 anos. As bolinhas que a tornaram famosa, fruto de uma mente instável, aparecem coladas em móveis, desenhadas em corpos ou impressas em esculturas. Símbolo de um tempo em que ela promovia orgias em Nova York, os falos saem de sapatos femininos, forram o chão ou compõem instalações. Muita pegação rolou na sala Infinity Mirrored Room (a da mostra é uma reprodução), na qual espelhos enfileirados são um convite para apaixonar-se pelo próprio reflexo. A retrospectiva Obsessão Infinita, em cartaz até o fim de julho no Instituto Tomie Ohtake, mergulha no mundo perturbado de Yayoi, uma artista capaz de construir imagens belíssimas e, ao mesmo tempo, incômodas. Como no espaço com grandes bolas cor-de-rosa, onde ela surge em vídeo cantando sobre a morte. Seu discurso, porém, não deve ser compreendido de forma literal. Yayoi criou uma personagem de si, apelidou-se de A Princesa das Bolinhas e, como Andy Warhol, faz de sua vida uma eterna performance. Para se ter uma ideia, ela vive há 37 anos — por vontade própria — em uma clínica psiquiátrica no Japão. De 22/5/2014. Até 27/7/2014.
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  • O grafite de formas azuis com linhas arrendondadas virou sua marca registrada. Zezão espalhou esta caligrafia estilizada da palavra “vício” (tão transformada por seu traço que fica quase impossível de ser decifrada) por lugares que considera esquecidos, como favelas e esgotos. Em 2009, ele foi convidado a participar de uma mostra de arte de rua no Masp, e desde então não expôs mais em espaços formais. Mas segue na ativa. Só no último fim de semana, por exemplo, fez seis novos desenhos por muros de São Paulo. Agora, uma mostra na Zipper Galeria reúne obras realizadas com objetos encontrados nos pontos onde Zezão costuma grafitar, como ripas de madeira, cabeceiras de cama e placas de sinalização. Esses “restos” ganham a assinatura azulada feita com pincéis e tinta acrílica – e não com o spray usado nas ruas. “Tenho um carro com caçamba, vou recolhendo coisas descartadas que acho interessantes e carrego tudo para meu estúdio”, diz. Assim, além de levar seu desenho para a galeria, ele também reproduz nesse ambiente um pouco dos locais que frequenta.  De 16/6/2014. Até 9/8/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO