Cinema

'O Sonho de Wadjda' critica a tradição muçulmana sem insultar

Em sua estreia na direção, a diretora Haifaa Al-Mansour narra uma história autência e passional

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

O Sonho de Wadjda - Cinema
Waad Mohammed: a garota que desafia as convenções muçulmanas (Foto: Divulgação)

Em Riad, capital da Arábia Saudita, Wadjda (Waad Mohammed), uma menina de 12 anos, desafia as convenções islâmicas por escutar rock, usar tênis (em vez do sapatinho preto) e brincar com um garoto (Abdullrahman Al Gohani). Às vezes, ela se recusa a colocar o lenço sobre a cabeça e alimenta o sonho quase impossível de comprar uma bicicleta. Quase, por dois motivos: seus pais não têm muitas posses e o brinquedo se destina apenas aos meninos. Perseverante e cheia de lábia, a garota vai juntando uns trocados. A chance de ganhar uma boa grana surge de um concurso escolar sobre o Corão. A diretora Haifaa Al-Mansour, em seu primeiro longa-metragem, O Sonho de Wadjda, enfoca uma história singela, porém narrada de uma maneira autêntica e passional. O ponto de vista da cineasta traz um lado crítico à rigidez das tradições muçulmanas, mas jamais resulta num registro ofensivo. 

Pioneirismo: Haifaa Al-Mansour é a primeira mulher a dirigir um filme na Arábia Saudita

Fonte: VEJA SÃO PAULO