ROTEIRO

VEJA SÃO PAULO recomenda

Restaurantes, shows e muito mais em cartaz na cidade esta semana

Por: VEJA SÃO PAULO

Confira abaixo nossa seleção da semana:

  • Nem Amores Brutos (2000) nem Babel (2006) conseguiram elevar o mexicano Alejandro González Iñárritu à condição dos grandes cineastas. A oportunidade de entrar para o time estelar está nesta fabulosa comédia de tintas negras e dramáticas, indicada em nove categorias do Oscar: melhor filme, direção, ator (Michael Keaton), ator coadjuvante (Edward Norton), atriz coadjuvante (Emma Stone), roteiro, fotografia, edição de som e mixagem de som. Trata-se de um trabalho fenomenal de câmera, montagem, iluminação e interpretações com uma carga intensa de emoções e adrenalina. Também roteirista e auxiliado pelo tarimbado diretor de fotografia Emmanuel Lubezki (de Gravidade), Iñárritu convoca a plateia a embarcar numa trama ambientada praticamente dentro de um teatro (o St. James, de Nova York), mas seus sensacionais planos-sequência tendem a deixála em um arrebatador movimento contínuo. Keaton, no melhor papel de sua carreira, atua como Riggan, uma estrela decadente do cinema que, depois de vestir três vezes a fantasia do super-herói Birdman, caiu num certo ostracismo. Ele quer dar a volta por cima e, para isso, adaptou, dirigiu e vai protagonizar um conto de Raymond Carver na Broadway. O roteiro se passa durante alguns dias antes da estreia e enfoca o nervosismo do protagonista diante do iminente fracasso/sucesso e ao lidar com o ego inflado de seu parceiro de cena (Norton), a filha inquieta (Emma), o produtor angustiado (Zach Galifianakis) e as insistentes cobranças de um personagem saído da imaginação, o assustador Birdman em carne e osso. Estreou em 29/1/2015.
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  • A primeira mostra promovida pelo novo diretor artístico do Masp, Adriano Pedrosa, à frente da curadoria da instituição desde novembro de 2014, pretende revelar um museu que estava escondido do público. “Estamos redescobrindo o acervo, apresentando obras que nunca tinham sido mostradas ou foram exibidas apenas uma vez”, conta Pedrosa. Masp em Processo, como o próprio nome diz, é um evento em transformação. O público, além de contemplar os 120 trabalhos, é incentivado a interagir com a exposição, depositando em uma urna sugestões de peças que gostaria de ver. Dessa maneira, O Carregador (1944), do mexicano Diego Rivera, Senhora com Chapéu de Palha (1902-05), do italiano Giovanni Boldini, e Retirantes (1944), de Candido Portinari, saíram da reserva técnica direto para o 1º andar. Detalhes originais do projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi também estão sendo desvendados. No subsolo, as paredes que cobriam as janelas foram retiradas, o que trouxe luz ao ambiente e desobstruiu a vista dos jardins do local. Trata-se de um belo convite para se aproximar de um dos museus mais queridos da cidade, que, há tempos, parecia adormecido. Até 8/3/2015.
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  • Dar vida a diferentes personagens em cerca de noventa minutos é um exercício de fôlego e técnica almejado por grande parte dos atores. Sob a direção de Isser Korik, André Garolli e Tania Khalill têm essa chance como protagonistas do drama do inglês David Hare. A dupla se desdobra nos dez tipos das histórias curtas e interligadas sobre sedução, conflitos pessoais, sexo e amor. Uma garota de programa encontra um taxista. Logo, ele transa com uma empregada doméstica, que em seguida vai para a cama com um estudante. Este rapaz tem um romance com a mulher de um político, mas o marido dela sai com uma modelo e por aí vai até fechar o círculo. Ágil e bem conduzida por Korik, essa ciranda sexual entretém o público, principalmente nos momentos em que escorrega para o terreno cômico e investe na diversão. Um grande trunfo são as caracterizações de Garolli, capaz de convencer nos papéis mais pueris e também nos sisudos, sempre em busca de dividir o brilho com Tania. Montado na Broadway com Nicole Kidman, o texto já foi visto no Brasil em 2002, com Christiane Torloni e Murilo Rosa no elenco. Estreou em 9/1/2015. Até 31/3/2016.
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  • Há 23 anos a Cia. Cênica Nau de Ícaros combina a trinca teatro, dança e circo para montar os seus espetáculos. A nova peça do grupo utiliza novamente a fórmula e esbanja sensibilidade para abordar um tema delicado: a morte. A história centra-se em Nuno (Celso Reeks), um garoto que sente um buraco no peito desde que perdeu a mãe. Isso é aliviado quando ele conhece Ana (a ótima Ana Luiza Leão) e seus amigos Nico, Jonas, Olívia e Suriá. Juntos, eles formam uma animada gangue, os A.N.J.O.S., e partem em uma aventura para encontrar a auréola perdida de Ana. Teatro de sombras, números de sapateado e acrobacias em cordas são alguns dos muitos recursos utilizados durante a narrativa. Assinado por Márcio Medina, o cenário cria uma atmosfera lúdica e poética ao projetar vídeos e imagens vindas de um antigo retroprojetor em telas posicionadas no fundo do palco. Como não situa muito bem o tempo, algumas vezes o fio narrativo se perde, mas isso em nada compromete o resultado da emocionante montagem. Com Alvaro Barcellos, Gian Melone, Letícia Doretto e Lorena Silveira. Estreou em 17/1/2015. Dias 28 e 29/3/2015.
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  • Criado em Ribeirão Pires, esse paulistano de 45 anos se firmou como um dos principais cantores líricos do mundo. Sua trajetória mostra-se curiosa: filho de poloneses fugitivos do nazismo, Szot (pronuncia-se “xót”) queria ser bailarino — chegou ainda a tentar o vestibular de medicina, mas foi reprovado. Em 1987, foi para a terra natal dos pais, onde continuou a praticar balé, porém uma lesão o aposentou precocemente da dança dois anos depois. Ainda na Europa, entrou para o Slask, grupo folclórico da Polônia comunista, no qual começou a cantar. A partir de então, sua ascensão foi rápida. Voltou para o Brasil aos 26 anos e tornou-se coralista do Teatro Municipal de São Paulo, antes de se lançar em carreira-solo. Em 2001, estrelou Carmen, no New York City Opera, e em 2008, um ano depois de adentrar o mundo dos musicais, venceu o Tony Award, o Oscar da Broadway, pelo papel principal em South Pacific (até hoje, ele é o único brasileiro com o prêmio). Szot volta à cidade para abrir a série de concertos do Teatro São Pedro. Com a orquestra da casa, regida por Luiz Fernando Malheiro, o barítono canta peças operísticas de Mahler, Mozart, Tchaikovsky, Verdi, Gomes e Wagner. Dias 6 e 8/2/2015.
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  • Hamburguerias

    Holy Burger

    Rua Doutor Cesário Mota Júnior, 527, Consolação

    Tel: (11) 4329 9475

    VejaSP
    14 avaliações

    A minúscula lanchonete não raro está lotada e há filas na entrada mesmo em dias de semana. Entre os bons sandubas, o mr. chris P. reúne um disco de 160 gramas de carne, gorgonzola, molho barbecue feito com cerveja preta e crispy de cebola por R$ 25,00. Mais basicão, o cheese burger (R$ 19,00) leva queijo prato, molho de tomate e maionese. Cortadas em palitos finos,as fritas (R$ 5,00) chegam sequinhas e crocantes. Na sobremesa, não pule o pudim de leite condensado com cumaru (R$14,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Cervejaria Ideal

    Rua Ministro Ferreira Alves, 203, Perdizes

    Tel: (11) 3578 7534

    VejaSP
    3 avaliações

    Um alemão da cidade de Neuwied, no oeste do país, deu de abrir uma choperia em Perdizes que não prioriza as boas pedidas germânicas, mas, sim, as opções brasileiras. Este é Steffen Ohnemüller, sócio do casarão, que tem uma agradável varanda e doze torneiras de chope. Só é fixa a versão com o nome do bar, produzida pela Mea Culpa no estilo blond ale (R$ 10,00, 300 mililitros). Se estiver a fim de provar um pouco de tudo, peça a degustação de cinco copinhos (R$ 25,00). Ochili de carne coberto de mussarela engana a fome (R$ 32,00), mas é levado à mesa por garçons muito desatentos, o que fez a casa perder uma estrela na avaliação.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Japoneses

    Junji Sakamoto

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3813 0820

    VejaSP
    1 avaliação

    Se a casa que Jun Sakamoto mantém com seu nome em Pinheiros é cara, do tipo “para ocasiões especiais”, seu Junji, no Shopping Iguatemi, faz a linha “do dia a dia”, ainda que as pedidas não sejam baratas. Vai bem um temaki de atum de alga crocante e no tamanho ideal da mordida (R$ 21,00). Com arroz morninho, os sushis em dupla, como os de peixe-serra (R$ 14,50), devem ser apenas pincelados com shoyu em vez de mergulhados no molho. Servido dia e noite, o teishoku especial (R$ 76,00) é a refeição composta de tartare de salmão com gelatina salgada, carpaccio de peixe branco, sushis, sashimis e missoshiru. Termine com a musse de chocolate (R$ 22,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO