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Seis programas para aproveitar o melhor da cultura e da gastronomia de São Paulo nesta semana

Por: Veja São Paulo

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Veja as escolhas dos críticos de VEJA SÃO PAULO para esta semana:

  • Comédia dramática

    Os Realistas
    VejaSP
    1 avaliação
    Dos textos do americano Will Eno montados no Brasil, entre eles Temporada de Gripe, Lady Gray, Thom Pain e Ah, A Humanidade e Outras Boas Intenções, essa comédia dramática certamente é o mais palatável. Nem de longe, porém, a trama sobre dois casais é simples e não carrega suas estranhezas. João (interpretado por Fernando Eiras) e Julia (a atriz Mariana Lima) vivem soterrados pelo tédio até que Pônei (papel de Debora Bloch) e José (o ator Emílio de Mello) chegam para morar na casa ao lado. Em comum, eles têm o mesmo sobrenome, percebem o dia correr em profissões medíocres e carregam uma melancolia difícil de disfarçar. Algo mais íntimo e grave, aos poucos, também serve para fortalecer a cumplicidade e, nesse ponto, o quarteto de atores brilha em diálogos afiados e repletos de sofisticação. Ciente da capacidade ímpar do elenco, o diretor Guilherme Weber fugiu de um caminho realista. Na maior parte do tempo, a opção ameniza a pesada história que se anuncia, e a maioria do público, por nervosismo ou comodidade, solta boas risadas que ecoam pela plateia. Donos do espetáculo, os afiadíssimos Debora, Mello, Mariana e Eiras enganam com maestria o público e fazem a tristeza daquelas quatro criaturas parecer menos dolorida e até divertida. Estreou em 2/4/2016. Até 29/5/2016.
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  • Em plena Avenida Nove de Julho, uma casa construída na década de 50 pelo consagrado arquiteto Rino Levi acaba de abrir suas portas ao público pela primeira vez. Por trás da decisão está Luciana Brito. Depois de quinze anos instalada na Vila Olímpia, ela quis levar sua galeria para os Jardins, bairro com a maior concentração de endereços do gênero. Por acaso, bateu na porta da chamada Residência Castor Delgado Perez (o nome do primeiro morador) e encontrou um projeto modernista quase intacto, com jardins internos do paisagista Roberto Burle Marx. Após sete meses de negociação e quase um ano de restauro, o local tombado passou a receber visitas do time de profissionais representados pela galerista. A pedido dela, eles deveriam criar obras sob medida para os aposentos, em uma espécie de Casa Cor das artes plásticas. O resultado pode ser visto na mostra Residência Moderna, inaugurada há uma semana. Assinada pela gaúcha Rochelle Costi, a projeção do filme de uma bailarina de vidro é feita nas paredes de um armário original. Para o jardim, o mexicano Héctor Zamora montou uma instalação de correntes suspensas. No interior, ele apresenta uma bicicleta que carrega tijolos trabalhados — uma alusão aos paredões de cobogó (peças vazadas) espalhados por lá. A visita torna-se mais interessante a cada nova descoberta de um cômodo. Antes de sair, não esqueça de descer as escadas rumo à adega para conferir outro vídeo, da gaúcha Regina Silveira. No teto do ambiente, o visitante será surpreendido por uma imagem bastante curiosa. Até 21/5/2016.
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  • Algo corriqueiro entre as notícias internacionais virou tema deste angustiante drama ficcional. Líder do elenco, a inglesa Helen Mirren interpreta a coronel Katherine Powell. Por seis anos, ela procurou uma cidadã britânica que virou mulher de um terrorista muçulmano. O dia da caça, finalmente, parece ter chegado. Numa residência no Quênia, o casal e um grupo preparam um homem-bomba para outro ataque. Mas há complicações envolvendo a iminente explosão. Embora um general inglês (papel de Alan Rickman, em sua despedida do cinema) tenha o aval de ministros, o piloto americano (Aaron Paul) que vai acionar o míssil e uma defensora dos direitos humanos põem empecilhos para a arriscada investida. A trama envolve outros personagens, como uma família de quenianos contrária às regras rígidas da milícia radical e um aliado local, interpretado pelo somali Barkhad Abdi, indicado ao Oscar 2014 de ator coadjuvante por Capitão Phillips. O diretor sul-africano Gavin Hood põe na berlinda um impasse que movimenta civis e militares, Inglaterra e Estados Unidos, trazendo à tona uma reflexão oportuna sobre decisões complexas em um mundo em constante conflito. Estreou em 7/4/2016.
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  • Pizzarias

    Fior di Grano

    Avenida Rouxinol, 621, Moema

    Tel: (11) 4323 6934

    VejaSP
    Sem avaliação

    Nesta nova e charmosa pizzaria, farinhas italianas são utilizadas na massa de fermentação natural. A produção lembra uma linha de montagem. Atrás de um balcão, uma pessoa abre os discos individuais numa máquina semelhante a uma prensa. Em seguida, outra espalha a cobertura e coloca a pizza num forno elétrico de base giratória de pedra. Depois de uma dupla de voltas, ela está pronta para ser servida. O método, inventado na Itália, é usado para fazer a piselli (variação de presunto cru speck, ricota e creme de ervilha; R$ 39,00) e a milano love (mussarela de búfala, queijo stracchino, mortadela de pistache e semente de papoula; R$ 39,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Boutique CFC Pâtissier

    Rua Doutor Melo Alves, 438, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3081 0858

    VejaSP
    4 avaliações

    Quem entra nesta charmosa loja decorada em tons de rosa tem a sensação de ser transportado para uma pâtisserie em Paris. A inspiração francesa do lugar se estende às belas guloseimas elaboradas com capricho pelo sócio e chef pâtissier Caio Corrêa, que trabalhou por quase três anos na filial de Londres da confeitaria Ladurée .Entre os doces na vitrine, brilha o plaisir du chocolat (R$ 23,00), combinação de ganache, folhas e chantili (tudo feito com chocolate), montado em uma massa de avelã e praliné. Também dá para se deliciar com os ótimos macarons, como os de framboesa e pistache. Cada um sai por R$ 5,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bar-restaurante

    Gola Solta

    Rua Loefgren, 2304, Vila Mariana

    Tel: (11) 5083 3929 ou (11) 0823 029

    VejaSP
    Sem avaliação

    A ideia por trás do nome só não vale para os garçons, sempre alinhados, de camisa e gravata pretas. Aos clientes, contudo, os proprietários gostam de dizer que o Gola Solta é um lugar para desabotoar o colarinho e curtir a happy hour. O bar ocupa uma construção grandalhona, recortada por escadas e dotada de uma agradável varanda — diferentemente do salão, quase asséptico. Na cozinha, preparam-se tira-gostos bons e de apresentação cuidadosa, como a coxinha de pato (R$ 27,00, dez unidades), servida com molho de mostarda e mel, e o escondidinho de carne-seca (R$ 19,00). Uma carta relaciona as bebidas, entre as quais o clericot docinho (R$ 89,00 a jarra de 1 litro), que agrada em cheio ao público feminino. A seleção de cervejas inclui a uruguaia Norteña (R$ 19,00, 960 mililitros), que vem em balde com gelo.

    Preços checados em 5 de abril de 2016.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO