Educação

Aulas da USP Leste são adiadas de novo: para o dia 31

É o segundo adiamento em menos de uma semana. Impasse teve início com interdição do campus, no início do ano, por causa de contaminação

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

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Campus da USP Leste: interdição após notícia de contaminação (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

Após anunciar que as aulas da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) começariam nesta segunda (24) em quatro lugares diferentes, a USP voltou atrás e adiou novamente a sequência do ano letivo dos alunos do campus Leste, desta vez, para o dia 31. 

Em nota, a diretoria da EACH alega que as instalações oferecidas até o momento para receber os cursos "se traduzem em número insuficiente de salas, salas com capacidade limitada e sem recursos, inexistência de laboratórios e espaços para a prática, fragmentação dos turnos, dificuldades evidentes de deslocamento para atividades docentes e discentes, dificuldades logísticas para os funcionários". A comissão de graduação informa que seguirá analisando opções possíveis "que se adequem às necessidades do ensino, do serviço de graduação e do bom atendimento aos discentes" e voltará a expedir um comunicado nos próximos dias.

O semestre letivo começou no dia 17 de fevereiro, mas os alunos da unidade esperam até hoje pelo início das aulas. No dia 10 de março, última prazo prometido pela USP, os alunos fizeram um protesto no campus do Butantã para denunciar a situação.

Série de problemas

De acordo com a Promotoria de Meio Ambiente de São Paulo, responsável pela ação que fechou temporariamente as portas do local, o câmpus apresenta onze problemas sérios nessa área, identificados pela Cetesb. Um dos mais graves é a concentração de gás metano no subsolo. Desde a inauguração da USP Leste, em 2005, sabia-se de sua existência. A questão deveria ter sido monitorada por aferições periódicas da própria universidade. Em agosto de 2013, porém, a Cetesb notificou a USP depois de constatar que as recomendações preventivas não estavam sendo cumpridas. Somente no fim de fevereiro a reitoria instalou dez bombas de extração para manter a concentração dos gases em um nível seguro. Agora, o Ministério Público aguarda o resultado dos novos relatórios para verificar se a situação está sob controle antes de liberar o local. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

Fonte: VEJA SÃO PAULO