Educação

USP será a única universidade estadual a fechar no vermelho

Balanço da reitoria demonstra que a Universidade de São Paulo terminará o ano com déficit de 1,25 bilhão de reais

Por: VEJA SÃO PAULO

ECA USP
Na reserva financeira da USP deve sobrar 1,53 bilhão de reais ao fim deste ano (Foto: Divulgação)

A Universidade de São Paulo (USP) terminará o ano com déficit de 1,25 bilhão de reais, de acordo com as últimas estimativas feitas pela reitoria. Apesar da crise nas três estaduais paulistas, a USP será a única que fechará o ano no vermelho.

No orçamento aprovado em fevereiro, a administração estimava gastar 574 milhões de reais das reservas para pagar salários e bancar outros custos de manutenção. O valor de déficit atualizado já é 117% mais alto do que o inicialmente previsto.

+ Procon registra mais de 1 000 queixas contra universidades paulistas

A baixa arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) influenciou o cenário mais pessimista. A USP recebe cerca de 5,03% do que o estado recolhe desse imposto, mas o tímido desempenho da economia prejudicou os repasses nos últimos meses. A reitoria também aponta o reajuste salarial de docentes e funcionários como outra causa da piora nas contas.

Na reserva financeira da USP, atualmente usada para bancar parte das remunerações, deve sobrar 1,53 bilhão de reais ao fim deste ano, segundo prognósticos da administração. Em junho de 2012, havia 3,61 bilhões de reais.

O atual reitor, Marco Antonio Zago, atribui o descontrole financeiro às contratações e ao plano de carreira para servidores aprovado na gestão passada. João Grandino Rodas, o dirigente anterior, afirma que havia disponibilidade orçamentária para as medidas à época.

Unicamp e Unesp

Embora em situação menos apertada que a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também gastam quase todas as receitas com a folha. As duas instituições não esperam, contudo, déficit para este ano.

+ Confira as últimas notícias

USP, Unicamp e Unesp votarão seus orçamentos entre outubro e dezembro em seus conselhos universitários, órgãos máximos de cada instituição. Outras medidas para frear despesas serão discutidas. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO