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USP planeja usar Enem para preencher até 40% das vagas

Fuvest deixaria de ser a única porta de entrada para o processo seletivo. Objetivo é favorecer alunos de escola pública e de outros Estados

Por: Daniel Bergamasco - Atualizado em

Capa 2255 - Vestibular da Unicamp
No vestibular de 2013, 37% dos concorrentes eram de escola pública, ante 32% dos aprovados (Foto: Werther Santana/Agência Estado/AE)

A Universidade de São Paulo trabalha em um plano para que a Fuvest deixe de ser a única porta de entrada para seus estudantes. A alternativa em discussão é que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) seja usado integralmente para acesso de 30% a 40% das vagas.

O assunto tem sido levado pelo pró-reitor de graduação, Antonio Carlos Hernandes, a conversas com dirigentes de faculdade. "E também está sendo discutido insistentemente nas reuniões do Conselho de Graduação", diz ele.

Cada faculdade têm até o final do semestre para declarar se quer aderir à ideia e, em caso positivo, que percentual abriria para o igresso via Enem. É possível, por exemplo, que determinado curso reseve 20% das vagas para essa possibilidade, outro apenas 10% e um terceiro nenhuma posição. Em princípio, não há empecilho para que os cursos mais concorridos, como medicina ou direito, participem do novo sistema.

O segundo passo será definir as regras e a data de início: por exemplo, quais estudantes seriam elegíveis a esse sistema de ingresso.

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"A Fuvest não será substituída", diz Hernandes. "Nosso objetivo é aumentar a participação do aluno de escola pública." Ele explica: hoje, a prova do vestibular é aplicada apenas no Estado de São Paulo (capital e cidades do interior). Com isso, o aluno de outras localidades precisa viajar até aqui para fazer a prova, que têm duas fases, uma clara barreira para o orçamento e para a agenda dos vestibulandos.

No último vestibular, os  egressos de escola pública eram cerca de 37% dos vestibulandos e 32% dos ingressantes. Nos cursos mais disputados, o percentual é expressivamente menor.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO